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Serei um Smart?

Há cerca de quinze dias, escrevi um texto sobre quais as possíveis consequências na imagem da modalidade, a nível de público em geral, com a chegada de um filme como "The Wrestler" junto do mesmo. Como escrevi, o filme de Darren Aronofsky, com Mickey Rourke no principal papel, irá chegar ás grande s audiências, em muito devido ao seu sucesso (consequência da sua qualidade) a nível de prémios. Desde o Leão de Ouro, passando nos Globos de Ouro e terminando nas nomeações para os Oscares, com toda a certeza que não irão ser apenas os fãs de wrestling que irão ver a obra, no cinema ou em casa.

Na altura, ainda não tinha visto "The Wrestler" na sua totalidade, algo que só aconteceu na passada Terça Feira e agora posso dizer que nós, fãs desta modalidade, não devemos temer em nada as consequências desta exposição. Admito que depois de ler as notícias dos levantamentos feitos pelas autoridades Norte Americanas em redor do uso de drogas no mundo do pro wrestling, consequência em parte da história de Randy "The Ram" Robinson, receei sobre a já algo fraca imagem do pro wrestling junto das pessoas que desconhecem a modalidade.

No entanto, admito que nada tenho a recear, antes pelo contrário. "The Wrestler", trata-se de um filme de grande qualidade, sem ser uma obra prima, onde nos mostrado o quanto um homem pode amar aquilo que faz (assim como a importância do seu legado), acima de tudo o resto ( mesmo tudo). Não querendo entrar em "spoilers", não nos é apresentado um "Million Dollar Baby" (como termo de comparação), como muitos escreveram, sobre o lado sentimentalista e dramática do filme. O desempenho de Mickey Rourke é no mínimo fantástico, carregando "The Wrestler" completamente sobre os seus ombros, apesar do bom desempenho de Marisa Tomei no papel secundário.

A vertente em redor das "drogas" está presente, mas bem, apesar da sua importância, a direcção do filme não a sobrecarregou, dando mais valor ao lado humano do lutador, assim como a dedicação à sua arte. De um modo geral, "The Wrestler" não embaraça em nada a modalidade e os seus fãs, antes pelo contrário. Esta versão do wrestling por Darren Aronofsky, é uma bela obra de divulgação da modalidade, que pode e deve ser aproveitada pelos interessados, como já se encontra e bem a fazer a WWE. Tem lógica a presente de Mickey Rourke na Wrestlemania, seja ela somente como homem/actor e espectador.

Quanto a wrestling em si, temos hoje a dominar a RAW, Randy Orton. E que belo domínio.

Como escreveu Paul Heyman, Randy Orton está hoje como nunca, talvez melhor ainda que alguns dos actuais veteranos estiveram. O RKO cumpre o seu destino, o de chegar ao topo da WWE. Já carregou os dois cintos máximos da empresa, mas nem como Campeão, Randy Orton conseguiu passar a imagem (e ter o desempenho) que tem passado. Após ler o que Heyman escreveu (traduzido pelo meu colega Reaper), revi o segmento em que este pontapeia somente o dono da WWE, Vince McMahon. O mesmo, sendo visto e analisado a frio é brilhante. Todos os intervenientes estiveram muitos credíveis, com especial incidência em Randy Orton.

A seguir a isto, conquista a Rumble e o consequente lugar no Main Event do maior evento do ano, e logo, nas suas bodas de prata. Contudo, no melhor pano cai a nódoa, e Shane McMahon quase que conseguiu, de uma forma estúpida, dar cabo desta áurea que rodeia actualmente Randy Orton.

Mais do que o Top-heel da RAW, Randy Orton, é neste momento o wrestler mais em foco em toda a empresa. Os fãs estão desejosos de ver o seu próximo passo, a sua próxima vítima. Este envolvimento com os McMahon, em especial o ataque ao patrão, tem-no ajudado para isso, no entanto, necessita de ser bem gerido pelos intervenientes, em especial pelos McMahon, que não (devem) podem cair na tentação de desperdiçar a excelente forma de Randy para saírem por cima nas bodas de prata da Wrestlemania. Se isso acontecer, posso dizer que irei sentir-me traído.
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