Chronicles of a Hitman #7 - Back
Cá estou de regresso à escrita, após 2 semanas de isolamento (por opção) destas lides da internet (não só da CWO), para aproveitar para repousar e abdicar da presença de conflitos e confusões ridículas e desnecessárias no meu dia-a-dia. 15 dias de praia e uma excelente exibição na noite de ontem, durante o playoff da UEFA Champions League, fazem as delícias de qualquer adepto de futebol - grupo de pessoas ao qual, orgulhosamente, pertenço.
Aliás, é exactamente por aí que começo, apesar de nada ter a ver com o wrestling - a excelente exibição realizada pelo Sporting, ontem à noite, apesar dos erros imperdoáveis dos seus defesas, da infantilidade (a roçar a estupidez) de Vukcevic e de uma arbitragem, no mínimo, tendenciosa. Tal como no wrestling, também ontem foi um evento desportivo com um excelente ambiente (fruto das relações de amizade entre as claques de Fiorentina e Sporting) e com as emoções sempre à flor da pele, onde houve de tudo: momentos de efusividade absoluta, momentos de "pôr os cabelos em pé", momentos que nos davam vontade de "chorar"... Enfim, clubismos à parte, foi uma excelente forma de regressar à "realidade".
Neste regresso, obviamente, não se adivinha uma tarefa fácil a de tentar actualizar-me sobre as ocorrências no mundo do wrestling, durante as últimas duas semanas; entre pay-per-views de várias companhias (os quais eu não poderia comentar, já que não os acompanhei e ainda não arranjei tempo para o fazer) e (mais) polémicas pessoais com alguns wrestlers (neste caso, Kurt Angle), não aparentava haver nada de relevante a destacar - até me ter deparado com a notícia do "Q&A", no qual Bret Hart participou. Sou suspeito para falar neste tema - não é preciso ser um "rocket scientist" para perceber o "markismo" que (ainda) tenho por este senhor -, mas confesso que fiquei positivamente surpreendido e intrigado com alguns comentários dos leitores da notícia, os quais me levaram a abordar este assunto.
Em primeiro lugar, o combate que ele elegeu como o seu favorito. Por mérito próprio, não era fácil ele eleger um combate que se destacasse dos demais, já que, obviamente, não lhe faltavam opções para esta escolha. Não me surpreende a escolha do combate contra "Mr. Perfect" Curt Hennig (com quem Bret sempre revelou ter uma excelente "química", dentro do "squared circle", ao longos dos anos), nem a referência aos embates com Shawn Michaels e Steve Austin; mas, como foi mencionado, o combate contra o "Brittish Bulldog" Davey Boy Smith, em pleno estádio de Wembley (e perante uma "casa cheia) também me pareceu um pouco esquecido pelo "Hitman". Provavelmente, terá sido um mero esquecimento de Bret e não terá qualquer outra intenção subjacente, mas é um dos melhores combates da história, indicutivelmente, e é perfeitamente compreensível que esta omissão tenha gerado alguma "desconfiança", junto dos fãs.
Em seguida, Bret fez referência a Randy Orton, Undertaker e Rey Mysterio, como sendo os wrestlers que mais gosta de ver. Se, por um lado, revela alguma selectividade, ao apenas escolher wrestlers da WWE (não deixa de ser curioso tentar perceber o que significa isto para companhias como a TNA - será isto um factor que ainda não lhes dá o estatuto que gostariam de ter ou apenas uma resposta para cair nas "boas graças" da WWE?), o nome de Rey Mysterio surge, claramente, destacado, no meio da resposta. Muitos comentários criticam um dos maiores inovadores do Cruiserweight wrestling, nos Estados Unidos, e, entre "anões" e "minorcas", surge um comentário positivo de uma das maiores lendas da indústria, de alguém que "esteve lá" e sabe como "funciona" o wrestling. Este elogio, a meu ver, não é "inocente". Num momento de grande indefinição quanto ao seu futuro/estatuto na WWE, Rey Mysterio tem aqui um enorme voto de confiança, de alguém que não é apenas "mais uma voz", no dia-a-dia do wrestling.
Aliás, é exactamente por aí que começo, apesar de nada ter a ver com o wrestling - a excelente exibição realizada pelo Sporting, ontem à noite, apesar dos erros imperdoáveis dos seus defesas, da infantilidade (a roçar a estupidez) de Vukcevic e de uma arbitragem, no mínimo, tendenciosa. Tal como no wrestling, também ontem foi um evento desportivo com um excelente ambiente (fruto das relações de amizade entre as claques de Fiorentina e Sporting) e com as emoções sempre à flor da pele, onde houve de tudo: momentos de efusividade absoluta, momentos de "pôr os cabelos em pé", momentos que nos davam vontade de "chorar"... Enfim, clubismos à parte, foi uma excelente forma de regressar à "realidade".
Neste regresso, obviamente, não se adivinha uma tarefa fácil a de tentar actualizar-me sobre as ocorrências no mundo do wrestling, durante as últimas duas semanas; entre pay-per-views de várias companhias (os quais eu não poderia comentar, já que não os acompanhei e ainda não arranjei tempo para o fazer) e (mais) polémicas pessoais com alguns wrestlers (neste caso, Kurt Angle), não aparentava haver nada de relevante a destacar - até me ter deparado com a notícia do "Q&A", no qual Bret Hart participou. Sou suspeito para falar neste tema - não é preciso ser um "rocket scientist" para perceber o "markismo" que (ainda) tenho por este senhor -, mas confesso que fiquei positivamente surpreendido e intrigado com alguns comentários dos leitores da notícia, os quais me levaram a abordar este assunto.
Em primeiro lugar, o combate que ele elegeu como o seu favorito. Por mérito próprio, não era fácil ele eleger um combate que se destacasse dos demais, já que, obviamente, não lhe faltavam opções para esta escolha. Não me surpreende a escolha do combate contra "Mr. Perfect" Curt Hennig (com quem Bret sempre revelou ter uma excelente "química", dentro do "squared circle", ao longos dos anos), nem a referência aos embates com Shawn Michaels e Steve Austin; mas, como foi mencionado, o combate contra o "Brittish Bulldog" Davey Boy Smith, em pleno estádio de Wembley (e perante uma "casa cheia) também me pareceu um pouco esquecido pelo "Hitman". Provavelmente, terá sido um mero esquecimento de Bret e não terá qualquer outra intenção subjacente, mas é um dos melhores combates da história, indicutivelmente, e é perfeitamente compreensível que esta omissão tenha gerado alguma "desconfiança", junto dos fãs.
Em seguida, Bret fez referência a Randy Orton, Undertaker e Rey Mysterio, como sendo os wrestlers que mais gosta de ver. Se, por um lado, revela alguma selectividade, ao apenas escolher wrestlers da WWE (não deixa de ser curioso tentar perceber o que significa isto para companhias como a TNA - será isto um factor que ainda não lhes dá o estatuto que gostariam de ter ou apenas uma resposta para cair nas "boas graças" da WWE?), o nome de Rey Mysterio surge, claramente, destacado, no meio da resposta. Muitos comentários criticam um dos maiores inovadores do Cruiserweight wrestling, nos Estados Unidos, e, entre "anões" e "minorcas", surge um comentário positivo de uma das maiores lendas da indústria, de alguém que "esteve lá" e sabe como "funciona" o wrestling. Este elogio, a meu ver, não é "inocente". Num momento de grande indefinição quanto ao seu futuro/estatuto na WWE, Rey Mysterio tem aqui um enorme voto de confiança, de alguém que não é apenas "mais uma voz", no dia-a-dia do wrestling.