Reflexões Partilhadas
Pessoalmente encontro-me numa fase de grandes mudanças. Não fisicamente como alguns daqueles que nos visitam e entram agora na puberdade, mas sim a nível pessoal e profissional. Crescemos, passamos a assumir novas responsabilidades, definimos as vidas, ou seja, o rumo normal de um qualquer ser humano. Eu já defini a minha, para já, e começa a ganhar forma um novo lar neste paraíso à beira mar plantado.
Por isso mesmo este ano que acaba (já) no mês que entra daqui a uns dias, mal consegui acompanhar wrestling com a regularidade de outros tempos. Neste momento se alguém me perguntar, qual os melhores de 2009? Simplesmente diria, não sei. Porque não tenho a certeza, e como não quero errar, o melhor é estar calado. Fui vendo alguns combates soltos, especialmente em PPVs, graças à CWO consegui manter-me a par das feuds e dos acontecimentos, e especialmente através das edições de notícias, foi-me possível manter-me mais ou menos actualizado. No entanto, não consegui seguir o wrestling de forma regular.
Através da opinião de muitos (por aquilo que tenho lido), este tem sido um ano menos bom em termos de wrestling no modo geral, se bem que houve duas feuds bastante boas, Rey vs Jericho e Cena vs Orton (pelo menos os seus combates em PPVs foram dos melhores que tive oportunidade de ver). Por outro lado, por aquilo que tenho acompanhado em termos de notícias e acontecimentos este ano não tem sido das mais marcantes. A WWE está numa fase de reforma, com toda a certeza irá dar frutos no futuro, já a TNA tenta a todo o desespero alcançar um nível superior.
Se quanto à TNA, é quase consensual que actualmente existe um desperdício de talento, na WWE as coisas apesar de não andarem um mar de rosas, começa a tomar um rumo (vejam a RAW de ontem). Penso que é aqui que as duas empresas estão tão distantes uma da outra.
Em Orlando, neste momento pensa-se a muito curto prazo. Também a isso devem ser obrigados, dada as previsíveis pressões dos patrocinadores, da Spike e de quem anda a queimar dinheiro numa companhia não viável à uma data de anos. Por isso mesmo, a família Carter e seus pares, apenas vê algo à sua frente, WWE! Apesar do crescimento dos últimos anos, a nível nacional e internacional, a TNA é ainda hoje um pequeno grupo de wrestling comparado com a maior das empresas mundiais. Têm um show em prime time, transmitido a nível nacional, mas no entanto, não consegue vender bilhetes para os seus eventos, como ocorreu com o Bound For Glory. Têm feito acordos com várias empresas internacionais pelos direitos televisivos dos seus shows, como é o caso de Portugal, França, Espanha, Austrália, Inglaterra, entre outros, mas no seu próprio país, um show cheio de "consagrados", e jovens talentosos, não passa de um nível de audiência igual a um outro show da concorrência cheio de apenas (basicamente) jovens promessas. Algo deve ser repensado, e seriamente em Orlando. A chegada de Hogan pode trazer benefícios, especialmente mediáticos, mas Hogan não é uma Aspirina milagrosa que cure dores de cabeça.
Já a tão criticada WWE tem tomado um rumo. Definiu uma estratégia, não saiu da mesma, e futuramente (aos poucos), irá colher os seus frutos. Os mais atentos, ou com melhor memória deverão recordar-se de duas notícias publicadas na CWO. Uma, que a ECW iria passar a ser uma FCW mais desenvolvida, e a RAW iria receber novas estrelas, apesar de uma possível quebra de audiências. Ambas vieram a confirmar-se e são hoje uma realidade.
Se a ECW é hoje pouco mais do que uma FCW com alguns nomes mais sonantes e um show semanal transmitido em TV Nacional, a RAW (e Smakdown) tem hoje no seu plantel uma série de jovens, muito graças a esta política. E aqui se vê o génio de Vince McMahon, tantas vezes criticado por esta blogosfera. Uma coisa é definir uma política, manter e esperar que dê frutos, outra é iniciar um projecto a curto prazo, de risco, com uma grande margem de erro. Esta é a diferença da TNA para a WWE. Naturalmente que Vince pode-se dar a esse pequeno luxo, dado ter um império consagrado, consolidado, com bases fortes (mas que naturalmente necessitam de ser tratadas), enquanto que em Orlando a coisa é precisamente o contrário. As bases são quase nulas, o fundo de maneio não é ilimitado, e as pressões exteriores superiores.
A maior pressão de Vince são os direitos televisivos, e até ai Vince começa a dar os primeiros passos para a criação de um canal de conteúdos exclusivos WWE. Esta foi uma das notícias da semana. Aqui estaremos (se ainda fizermos parte da CWO) para confirmar se este será ou não será o futuro da WWE. Para já, conseguiu o que queira, renovar com a USA Network mantendo uma importante fonte de receitas, pelo menos por mais quatro anos. Por outro lado criou um show semanal, com baixos custos, o SuperStar, rodando mais uma vez alguns elementos, e tem obtido resultados ao nível de uma ECW e mesmo Impact. Logo, faz dinheiro com pouco dinheiro. Vince é simplesmente um génio.
Claro que tem defeitos, como todos nós. Existe ainda muito confusão no ceio da WWE (e grandes alterações a nível da estrutura superior). Os fãs ainda não estão habituados aos novos PPVs, ás novas estrelas, alguns pushs que ficaram dentro da gaveta, outros dados sem mérito, sobrecarga sobre algumas estrelas que levam a lesões prolongadas, ainda um grande protagonismo de alguns "consagrados", mas nem tudo é perfeito. E Roma e Pavia não se fizeram num dia!

Através da opinião de muitos (por aquilo que tenho lido), este tem sido um ano menos bom em termos de wrestling no modo geral, se bem que houve duas feuds bastante boas, Rey vs Jericho e Cena vs Orton (pelo menos os seus combates em PPVs foram dos melhores que tive oportunidade de ver). Por outro lado, por aquilo que tenho acompanhado em termos de notícias e acontecimentos este ano não tem sido das mais marcantes. A WWE está numa fase de reforma, com toda a certeza irá dar frutos no futuro, já a TNA tenta a todo o desespero alcançar um nível superior.

Em Orlando, neste momento pensa-se a muito curto prazo. Também a isso devem ser obrigados, dada as previsíveis pressões dos patrocinadores, da Spike e de quem anda a queimar dinheiro numa companhia não viável à uma data de anos. Por isso mesmo, a família Carter e seus pares, apenas vê algo à sua frente, WWE! Apesar do crescimento dos últimos anos, a nível nacional e internacional, a TNA é ainda hoje um pequeno grupo de wrestling comparado com a maior das empresas mundiais. Têm um show em prime time, transmitido a nível nacional, mas no entanto, não consegue vender bilhetes para os seus eventos, como ocorreu com o Bound For Glory. Têm feito acordos com várias empresas internacionais pelos direitos televisivos dos seus shows, como é o caso de Portugal, França, Espanha, Austrália, Inglaterra, entre outros, mas no seu próprio país, um show cheio de "consagrados", e jovens talentosos, não passa de um nível de audiência igual a um outro show da concorrência cheio de apenas (basicamente) jovens promessas. Algo deve ser repensado, e seriamente em Orlando. A chegada de Hogan pode trazer benefícios, especialmente mediáticos, mas Hogan não é uma Aspirina milagrosa que cure dores de cabeça.
Já a tão criticada WWE tem tomado um rumo. Definiu uma estratégia, não saiu da mesma, e futuramente (aos poucos), irá colher os seus frutos. Os mais atentos, ou com melhor memória deverão recordar-se de duas notícias publicadas na CWO. Uma, que a ECW iria passar a ser uma FCW mais desenvolvida, e a RAW iria receber novas estrelas, apesar de uma possível quebra de audiências. Ambas vieram a confirmar-se e são hoje uma realidade.
Se a ECW é hoje pouco mais do que uma FCW com alguns nomes mais sonantes e um show semanal transmitido em TV Nacional, a RAW (e Smakdown) tem hoje no seu plantel uma série de jovens, muito graças a esta política. E aqui se vê o génio de Vince McMahon, tantas vezes criticado por esta blogosfera. Uma coisa é definir uma política, manter e esperar que dê frutos, outra é iniciar um projecto a curto prazo, de risco, com uma grande margem de erro. Esta é a diferença da TNA para a WWE. Naturalmente que Vince pode-se dar a esse pequeno luxo, dado ter um império consagrado, consolidado, com bases fortes (mas que naturalmente necessitam de ser tratadas), enquanto que em Orlando a coisa é precisamente o contrário. As bases são quase nulas, o fundo de maneio não é ilimitado, e as pressões exteriores superiores.

Claro que tem defeitos, como todos nós. Existe ainda muito confusão no ceio da WWE (e grandes alterações a nível da estrutura superior). Os fãs ainda não estão habituados aos novos PPVs, ás novas estrelas, alguns pushs que ficaram dentro da gaveta, outros dados sem mérito, sobrecarga sobre algumas estrelas que levam a lesões prolongadas, ainda um grande protagonismo de alguns "consagrados", mas nem tudo é perfeito. E Roma e Pavia não se fizeram num dia!