Ultimas

Reflexões Partilhadas

Caminhamos a passos largos para o final de 2009, e consequente entrada em 2010. Mais do que uma passagem de ano, este final de ano significa uma passagem de década. Terminam os primeiros dez anos do século XXI!

Naturalmente que dez anos é muito tempo. Durante dez anos, existem mais de 3650 dias, 520 semanas, logo, inúmeros shows de wrestling. Basta concluir que semanalmente somos (actualmente) brindados com cinco shows de wrestling, entre RAW, ECW, Smackdown, SuperStar, Impact e ROH, sem contar com FCW, Vintage, Afterburn, web shows, entre tantos outros. Logo houve inúmeros combates, uns bons, outros péssimos, uns de ficar na memória, outros nem por isso. Houve inúmeros Campeões, de todos as maneiras e feitios. No entanto, em termos de pro wrestling esta década fica marcada pela ascensão e consolidação de um homem, John Cena.

Neste momento, estarão já a pensar muitos dos leitores, "Lá vêm estes gajos do WN, defender o menino do McMahon!". Não, meus caros, não defendo ninguém em especial, apenas sou realista, e reconheço o que é indesmentível, John Cena é a primeira grande estrela do séc. XXI.

Nascido em 1977, John Felix Anthony Cena, veste hoje a pele que apenas outras grandes lendas o fizeram o passado, sendo um fenómeno global. Em qualquer lado do mundo, os fãs reconhecem-no e identificam Cena com a maior das empresas de pro wrestling Mundial, a WWE. Naturalmente que uma coisa advém da outra, ou seja, neste momento apenas uma empresa como a WWE é capaz de criar superstars deste calibre, reconhecidas em todo o mundo, por qualquer fã de wresting.

John Cena, fez o seu debut em 27 de Junho de 2002, contra um dos maiores de sempre da arte de subir ao ringue, Kurt Angle. Ai, marcou impacto, mas penso que ninguém, mas mesmo ninguém, imaginava que aquele rapaz com um ar um tanto ou quanto duvidoso, seria no final da primeira década do novo milénio, a maior estrela do pro wrestling mundial.



Como afirmei, este texto não é uma defesa de Cena, já que essa não tem de ser feita por ninguém, senão pelo próprio, com os desempenhos que obteve durante estes quase oito anos de actividade. Basta perguntar quais os combates desta década que ficam na memória, em termos de WWE, que saltam logo ao de cima, meia dúzia (ou mais) de Cena. John Cena travou durante esta década batalhas contra os melhores, feuds com todas as grandes estrelas da WWE, desde Kurt Angle, Brock Lesnar, Booker T, Big Show, Jericho, RVD, Triple H, HBK, Randy Orton, (entre outros) e acima de tudo o grande arqui rival Edge!

Fazendo uma pequena referência a Edge, o Canadiano discute com Cena este papel de estrela da década, palmo a palmo, já que as suas subidas a maiores estrelas da WWE, estão ligadas por uma das melhores rivalidades de sempre da empresa, no entanto, existe algo a desequilibrar a balança para John Cena, o trabalho extra ringue e o impacto global que Cena conseguiu obter. Cena, além do trabalho em ringue, é hoje uma marca consolidada. São filmes, músicas, entrevistas, que fazem dele mais do que um membro da WWW, é a cara da WWE do séc. XXI, quer queiram quer não.

Contudo, curiosamente, Cena nesta passagem de ano passou o cinto de Campeão para um jovem que obteve uma ascensão super sónica. Stephen Farrelly, Irlandês de origem, mais conhecido por Sheamus, conquistou de forma algo estranha o cinto de Campeão da WWE, numa jogada um tanto ou quanto confusa da empresa.

Se por um lado, ver o Main Event renovado e com novas caras, é bom e refrescante, ver um jovem ainda sem provas de fogo de maior, ostentar já o cinto mais cobiçado do pro wrestling é estranho e inquietante. Ao longo da história, foram poucos aqueles que se podem orgulhar de ter conquistado o título da WWE! Somente 39 wrestlers, em toda a história do cinto, iniciada em 1963, podem afirmar, "Eu fui Campeão da WWE." Grandes nomes da industria nunca chegaram a tocar em tal prémio. Não é que não o merecessem, que alguns tinham talento de sobra para tal. Logo, conclui-se que para ser Campeão da WWE é necessário pertencer-se a uma lista de eleitos muito exclusiva, local onde ainda não consigo ver Sheamus (assim como Jeff Hardy, mas isso é outra história).

Sheamus pode tornar-se numa estrela de referência, mas ainda não o é. Tem potencial, desde imagem, a capacidade em ringue, no entanto, ainda lhe falta alguma coisa, que possa fazer de sim um verdadeira Campeão da WWE. A empresa neste caso arriscou, e lançou um jovem em crescimento para as feras, agora, é tempo deste responder ao desafio e conseguir segurar o cinto sem sentir demasiado peso nas costas.

Acredito que o reinado não será longo, já que se aproxima uma fase bastante importante, senão a mais importante do ano WWE. O Royal Rumble é já a seguir, iniciando-se o caminha da Wrestlemania, com paragem no Elimination Chambers. Por isso, o tempo de Sheamus no topo não será longo, mas pode ser levantada uma questão: "Será marcante?"
Com tecnologia do Blogger.