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O Wrestling em Revista (VI)

Mais uma vez, agradeço o feedback, que tanto os leitores e comentadores do Wrestling Noticias como do Portal da Luta Livre deixaram na caixa de comentários. Espero que continuem, não se esqueçam de lançar temas e colocar questões!


Respostas aos comentários dos leitores


Johnmds (WN): Gostaria que falasses da notícia que acabo de ler, de que os Team 3D podem voltar a WWE. O que eles podem trazer de novo (porque para mim, eles já não servem para muito)?

Não creio que eles regressem à WWE. Estão fora de forma, já não são novos, iriam para uma divisão de tag team em que apenas poderiam trazer alguma credibilidade e pouco mais, ao que parece o Bubba Ray não tem assim grandes relações com a companhia de Vince McMahon, o seu espírito “hardcore” não encaixa muito bem nos padrões actuais da WWE e creio que não voltaremos a vê-los lá.


Anónimo (WN): Gostava de saber se na tua opinião é possível a WWE voltar a ter a Atittude Era que tantos fãs ainda esperam.

O pro wrestling é um “business” em que há grandes mudanças, já o disse anteriormente. Há dez anos tínhamos a WWF e a WCW a lutarem nas Monday Night Wars.

Desde aí a WWF já comprou a WCW, já se desdobrou em duas (e até três) “brands”, já mudou a sua sigla para WWE, já activou e desactivou vários títulos, já foi criada uma nova companhia que é aquela que mais potencial tem para oferecer alguma luta à WWE chamada TNA, enfim, muita coisa mudou em dez anos. Neste momento os dirigentes da companhia estão tranquilos relativamente à manutenção na mesma no topo do mercado e têm uma muralha global quase impossível de derrubar, e neste momento, o objectivo é limpar a má imagem que o seu produto tem na sociedade e agarrar-se a um público base que é dos melhores que se pode ter: As crianças. São elas que mais consomem, são elas que mais facilmente se viciam e são elas que no futuro se tornarão fãs de wrestling adultos e terão os seus filhos que poderão também acompanhar a modalidade, criando-se assim um ciclo vicioso. E mais, o tipo de produto que a companhia actualmente apresente faz com que não se criem fãs de wrestling mas sim fãs de WWE, já que quem vai ver TNA, ROH, Puroresu, Lucha Libre e afins vai encontrar algo diferente e possivelmente não vai conseguir acompanhar. Não vejo ser possível uma nova Atittude Era nas próximas décadas, acho que isso já pertence ao passado, no entanto, com as mudanças que há neste “business”, o melhor é nunca dizer nunca.


João Victor (WN): Gostaria de pedir que você falasse sobre se o Jericho vai deixar a WWE... Principalmente agora que ele falou que se não ganhar o título no Night of Champions ele sai!

Isto são muito más notícias, porque neste momento não é dele como Campeão que a WWE precisa e muito menos ele fora da companhia. Isto é um sinal de que ele vai abandonar a companhia, e assim sendo, porque não criar a expectativa em PPV, fazendo talvez subir as vendas? Muita gente diz que ele tem gerido muito bem a carreira, mas com a idade que tem e tendo em conta que só há três anos regressou ao activo (embora sem pausas e muitas vezes a trabalhar em mais que um “show”) talvez pudesse guardar a retirada para mais tarde, creio que ainda pode dar algo à WWE. É pena, todavia, espero que ele faça um regresso como comentador daqui a uns anos, penso que tem tudo o que é preciso para o “job”, até porque a equipa de comentadores da Raw precisa de uma renovação, porque temos um esforçado mas irritante Michael Cole ao lado de um Jerry Lawler que nada acrescenta aos comentários.

Killer_Punk (PLL): O que você acha da possível unificação de títulos na WWE?

Esta é daquelas coisas que fazem deste “business” imprevisível e que nós fãs, não poderemos fazer muitas previsões a longo-prazo.
Concordei com a unificação dos títulos de equipas e agora com as dos títulos femininos, mas ao que parece, também os individuais masculinos vão ser unificados nos próximos tempos, e embora eu torça o nariz, acho que faz sentido, já que se entrou nessa onda, continuar-se, embora isto não tenha partido propriamente por um General Manager mas sim pelos lutadores que têm iniciado as “storylines”, são eles que dizem “hey eu sou campeão, tu também, vamos ver quem é o melhor em evento X”.
Em termos de melhoria do produto que chega aos fãs até irá ser algo positivo, podemos ver um Campeão da Raw muitas vezes na Smackdown e vice-versa, isso poderá significar um aumento de audiências, maior diversidade de lutadores envolvidos em “feuds” pelos títulos e a forte palavra “Undisputed” que trará muito mais credibilidade a qualquer campeão.
No entanto, isto vai um pouco contra a ideia de formar novas estrelas, com este programa “Undisputed” não imagino como podem arriscar num jovem lutador para Campeão Mundial, como fizeram por exemplo com Jack Swagger há uns meses, e sabemos que às vezes um título mundial no currículo dá logo uma credibilidade a um lutador que muito dificilmente pode ser retirada. A WWE tem apostado também em dar reinados longos aos portadores dos títulos secundários, e assim, em vez de dois de cada vez, será apenas um a ter esse reinado, ou então, distribui-se o mal pelas aldeias, e aí não vejo como pode ajudar a criar mais estrelas.
Se a WWE continuar por esta onda de poder ir lutar ao outro “show”, porque não trazer de volta o titulo de meios-pesados? Há todos uns Evan Bourne, Kaval, Daniel Bryan e por aí adiante que distribuídos pelas “brands” ou não podem justificar essa reactivação.

Santino Amarela (PLL): Qual você acha que seria o motivo da WWE não querer mais dar o título no momento de volta a John Cena? Pela pressão dos fãs ou somente uma “storyline” do momento com a Nexus e que mais tarde ele voltará a ter o título.

O John Cena neste momento não precisa de nenhum título para ser o autêntico líder da companhia, na realidade, Cena com o Título da WWE significa um foco de interesse na Raw para o público-alvo, Cena sem esse cinto já significa dos focos de interesse, é alguém que não deixará de ser visto como é se antes do seu nome for anunciado que também é campeão. E aqui, para o “angle” com os Nexus resultar, faz sentido que querendo eles marcar um impacto se tenham “jogado” à cara da WWE, a companhia já não esconde que ele é a sua grande bandeira, isso tem sido a ser utilizado em certos segmentos desde que Jesse Ventura foi “Guest Host” na Raw, passando pela “feud” que Cena teve com Batista e agora esse argumento volta a ser utilizado com os Nexus. Acham que faria mais sentido ou teria mais interesse se fosse Randy Orton (falando em “top faces” da Raw) a liderar a Team WWE? Ele brevemente voltará a ter o título, admirava-me muito se na Wrestlemania não estivesse incluído num “title match”.

Lucas Godoi (PLL): Já viu a tag team entre Desmond Wolfe e Magnus e, caso tenha visto, achas que os dois possam ser futuros tag team champions e o que acha do TNA ReAction e do Xplosion?

Ainda não vi a tag team mas conheço as individualidades, e dá para ver que podemos ter aqui dois lutadores que são capazes de fazer um bom trabalho, no entanto, se podem ser futuros campeões de tag team, isso já é uma pergunta mais difícil de responder. Recordo que os Motor City Machine Guns precisaram de cerca de quatro/cinco anos como equipa para o fazer, mas foram mantendo uma boa lidação com o público porque semana após semana tinham sempre algo novo para mostrar e finalmente decidiram apostar neles. Com os London Brawling, ainda não vi nada, se não estou em erro ainda não fizeram uma única vez tag team no Impact e têm-se limitado ao Xplosion, daí garanto que não serão campeões no No Surrender nem num futuro muito próximo. E porquê? Os Machine Guns ficaram com a fasquia muito alta depois da “feud” com os Beer Money, estão completamente “over”, mas e agora? Como podem manter ou aumentar o ímpeto? Ao derrotarem toda a concorrência ou algo que gostava que acontecesse no futuro que é serem eles a “arrumarem” Kevin Nash e Sting da TNA. Quanto à segunda pergunta, ainda não vi uma única edição nem do ReAction nem do Xplosion, assim como não vi nenhuma do WWE Superstars, se às vezes nos “shows” semanais já assistimos a coisas em que nada anda nem desanda e limitarmo-nos a PPV’s, para quê ver esses programas?

Santino Amarela (PLL): E você concorda com o facto de que a TNA procura uma solução imediata e não uma solução para o futuro? (dito pelo Paul Heyman)

Sim, a TNA não pensa a longo-prazo, não pensa num projecto que pode culminar daqui a uns anos, vai pensando apenas no presente, quer impor-se de imediato e apresenta por isso estrelas em massa que são populares e que estão lá com o intuito de agarrar fãs da WWE, mas o que não pensam é que essas estrelas daqui a uns anos já não estão lá e o que vai continuando no “roster” são homens como AJ Styles, Samoa Joe, os Beer Money, Motor City Machine Guns, esses é que são jovens, esses é que estão de corpo e alma na companhia, esses é que têm assistido a centenas de entradas e saídas no “roster” e mantêm-se lá. Olhem para os semi-finalistas do torneio pelo Titulo Mundial, temos Kurt Angle, Jeff Hardy, Mr. Anderson e Pope, quatro ex-WWE, nenhum está há mais de quatro anos na companhia e quatro que podem estar apenas a tirar férias da agenda demasiado exigente da WWE e lá voltar no futuro. Paul Heyman tem razão, concordo com ele.

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Poster do Bragging Rights revelado

O “poster” do Bragging Rights foi dos melhores feitos nos últimos tempos, com a particularidade de ter seis membros da Raw frente a frente com seis membros da Smackdown, e com o símbolo dos Nexus a substituir um dos “N”. Olhando para o “poster”, fiquei mesmo com muita água na boca.

No entanto, foram levantadas por mim dúvidas legítimas. Porquê o símbolo dos Nexus num PPV com a temática Smackdown vs. Raw? Teremos estrelas da Smackdown a lutar contra eles? Não faz muito sentido, enfim, algo promete…

E depois, faz todo o sentido que a WWE colocasse no “poster” as seis maiores estrelas de cada “brand”, e aí causa-me alguma preocupação não ver Chris Jericho (que parece estar de saída) e Edge do lado dos encarnados, e CM Punk (e Jack Swagger) do lado dos azuis. Será que a “Estrela Irreverente” vai rumar mesmo à Smackdown como tanto se especula nos anúncios da SyFy?


Rescaldo do 900º episódio da Raw

Há certas coisas que tenho certa dificuldade em compreender do que aconteceu na passada edição da Raw.

Como continuam a tentar vender o Bret Hart? Ok, não há nada de mal em venderem o Bret Hart realmente… Mas porque continuam a vender o “Hitman”, o “The Excellence of Execution” e o “The Best There Was, The Best There Is and The Best There Ever Will Be”? The Undertaker vs. Bret Hart, isto é tentar criar entusiasmo nos fãs? Mas será que ainda ninguém perceber como o canadiano está? Mas que imagem tentam passar dele?

É que se falam daquele combate como um combate de sonho ainda fazem pensar os fãs mais jovem que o Bret pouco mais foi que aquilo que ele demonstra neste momento… Já toda a gente percebeu que quando ele está escalado para um combate, vai sair alguma bacorada para ele não se aleijar, já chega, eu acho que ele já não pega, e se não é para GM, desistam dele!

R-Truth & John Morrison vs. Drew McIntyre & Cody Rhodes acaba numa pancadaria brutal como se estas equipas se odiassem porquê mesmo? É que eu não percebi, alguém percebeu?

No combate entre lutadores com o “power star” mais fraco, até faz sentido Alberto Del Rio aparecer e querer-se mostrar ao mundo atacando quem perdesse, mostrando o que fez a Rey Mysterio. O que não faz sentido é aparecer o Mark Henry! Ele e o Evan são uma tag team? Ele tem problemas como o mexicano? Ele é amigo de Rey Mysterio? Três perguntas às quais a resposta é a mesma: Não!

Para terminar, pergunto-me se a cabeça de John Cena é mais dura ao domingo, ou então se o corpo dele está mais sensível à segunda-feira, é que desta vez foi preciso tão pouco para o pôr KO.

NXT

Para ser curto, gostei imenso que o Kaval tivesse ganho e espero que rume à Smackdown, terra onde as melhores oportunidades para já podem surgir.

Quando vi o ataque dos restantes “rookies” fiquei desagradado, já me começo a fartar de ver estes ataques de “gangs” contra um indivíduo, espero que sejam originais, não quero ver um Nexus 2.0, sobretudo porque os originais precisam de uma lufada de ar fresco, quanto mais as imitações.

Sobre terceira série tenho algo a dizer: Não vou ver! Das duas uma, ou vamos ver algo muito contraditório e algumas das “rookies” são melhores que as Divas do “roster”, ou então ainda vamos conseguir ver algo pior, e já não me interessa a divisão feminina da WWE, quanto mais isto.

Previsões para o No Surrender

Bem, não vou perder muito tempo com isto.

Acho que no Bound For Glory os três homens do “poster” vão-se defrontar num Triple Threat Match pelo Titulo Mundial, por isso, prevejo que Mr. Anderson ganhe o seu combate frente a Pope e que depois de alguma forma não haja um vencedor entre Kurt Angle e Jeff Hardy, fazendo com que haja um combate a três no maior evento do ano. Não imagino outro cenário, acho que qualquer combate singular que se possa daqui obter não será tão interessante e vendável como uma dança a três.

Os Motor City Machine Guns deverão reter os cintos, infelizmente Tommy Dreamer deverá vencer AJ Styles, Doug Williams espero que retenha o Titulo da X-Division, Abyss deverá vencer Rhino e Madison Rayne levar a melhor que Velvet Sky.

Creio que a equipa de Samoa Joe e Jeff Jarrett vença a de Sting e Kevin Nash também.

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Por hoje fico-me por aqui, espero que continuem a comentar porque foi para desfrutar da interacção com os leitores que escolhi este blogue!

Peço para que coloquem em cima da mesa temas sobre os quais gostariam de ler a minha opinião, é algo que se pode tornar bem divertido e que pode acabar sempre num agradável debate.
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