UFC on Fox: Velasquez vs. Dos Santos - Videos Promocionais + Artigo (O sucesso de Velasquez está nos pequenos detalhes)
O UFC lança amanhã uma enorme cartada na expansão das MMA ao apresentar o primeiro evento em televisão aberta quando no canal Fox apresentar o UFC on Fox: Velasquez vs. Dos Santos. De um card que tem dez lutas somente um combate será emitido na TV e é a luta que dá nome ao show e onde o mexicano Cain Velasquez defenderá pela primeira vez o título de campeão de pesos pesados do UFC contra o brasileiro Junior “Cigano” dos Santos. De seguida apresentam-se uma série de vídeos promocionais sobre o evento, o rescaldo da conferência de imprensa e ainda um artigo de Dave Meltzer intitulado de O sucesso de Velasquez está nos pequenos detalhes....
Como dito em cima, somente a luta entre Cain Velasquez e Junior dos Santos será emitida na TV, sendo que as nove restantes lutas serão transmitidas via facebook. O card completo do evento é o seguinte:
Como dito em cima, somente a luta entre Cain Velasquez e Junior dos Santos será emitida na TV, sendo que as nove restantes lutas serão transmitidas via facebook. O card completo do evento é o seguinte:
Preliminar (Facebook e FoxSports.com)
Light Heavyweight bout: Aaron Rosa vs. Matt Lucas
Welterweight bout: Mike Pierce vs. Paul Bradley
Bantamweight bout: Alex Caceres vs. Cole Escovedo
Featherweight bout: Mackens Semerzier vs. Robert Peralta
Bantamweight bout: Norifumi Yamamoto vs. Darren Uyenoyama
Welterweight bout: DaMarques Johnson vs. Clay Harvison
Featherweight bout: Cub Swanson vs. Ricardo Lamas
Featherweight bout: Dustin Poirier vs. Pablo Garza
Lightweight bout: Ben Henderson vs. Clay Guida
Principal
Heavyweight Championship bout: Cain Velasquez © vs. Junior dos Santos
Light Heavyweight bout: Aaron Rosa vs. Matt Lucas
Welterweight bout: Mike Pierce vs. Paul Bradley
Bantamweight bout: Alex Caceres vs. Cole Escovedo
Featherweight bout: Mackens Semerzier vs. Robert Peralta
Bantamweight bout: Norifumi Yamamoto vs. Darren Uyenoyama
Welterweight bout: DaMarques Johnson vs. Clay Harvison
Featherweight bout: Cub Swanson vs. Ricardo Lamas
Featherweight bout: Dustin Poirier vs. Pablo Garza
Lightweight bout: Ben Henderson vs. Clay Guida
Principal
Heavyweight Championship bout: Cain Velasquez © vs. Junior dos Santos
Do card preliminar destaca-se o duro confronto entre Clay Guida e Ben Henderson, dois dos melhores pesos leves do mundo, que pode dar ao vencedor a chance pelo título na posse de Frankie Edgar conforme anunciado por Dana White. Kid Yamamoto, ídolo japonês que atravessa fase menos prestigiosa, também luta no evento, contra Darren Uyenoyama.
-----------------------------------Vídeos Promocionais -----------------------------------
Primetime: UFC on FOX 1: Velasquez vs. Dos Santos
Conferência de imprensa
A bicada da MMA ao mundo do Boxe
Conferência de imprensa
A bicada da MMA ao mundo do Boxe
---------------------------Artigo - O sucesso de Velasquez está nos pequenos detalhes ---------------------------
Numa pesquisa americana com 12 personalidades do mundo da luta, 11 acham que Velasquez vence o Cigano. Mas no público em geral, a coisa está bem mais dividida. Cigano, além de ser difícil de ser derrubado, tem o boxe muito bom, principalmente no contra-golpe. Vai ser um lutaço!
SAN JOSE, Califórnia – Quando o campeão mundial dos pesos-pesados termina o seu dia de treinos, a visão que a maioria das pessoas têm não inclui vê-lo limpar o suor que fica na lona do octógono.
No ponto actual da sua carreira, Cain Velásquez provavelmente poderia ir embora sem precisar fazer o serviço sujo da sua academia, mas aí não seria ele. Velásquez (9-0) vai defender seu título contra o brasileiro Junior dos Santos (13-1), na luta principal do evento mais importante do UFC dos últimos anos – a estreia em TV aberta.
Mas na maioria dos dias, que consistem em múltiplos treinos na American Kickboxing Academy, ele fica numa sala cheia de astros da luta. Na sala de treino de wrestling, numa tarde como outra qualquer, você pode dar uma olhadela e ver Jon Fitch, Daniel Cormier, Josh Thomson, Gray Mainard, Kyle Kingsbury, Justin Wilcox e mais um sem número de lutadores treinando duro no tatame. Excepto quando a imprensa está filmando alguma reportagem tarde da noite, nesta sala, é apenas mais um dia comum de treinos.
Bem, tirando o dia de sparring. Muito antes de Velásquez vencer o muito maior Brock Lesnar no ano passado para conquistar o cinturão do UFC via interrupção do juiz ainda no 1º round, os outros lutadores da AKA já estavam falando sobre Velásquez ser um mito na academia. Antes mesmo dele assinar com o UFC, ele era considerado como sinónimo de lutador duro, quando você aceitava entrar num velho ringue de boxe para fazer sparring com ele. Mesmo não estando 100% nessas sessões de treino, Velásquez treina forte o suficiente sem se cansar que para você acreditar, só vendo com os seus próprios olhos.
Eles pegam pesado, mas não o suficiente para te matar antes que você possa contar o que aconteceu. Ele enfileira lutadores grandes, pequenos, descansados, um atrás do outro, 5 minutos com cada um, como se fosse uma máquina.
A lenda do futebol (americano) Herschel Walker, um dos seus parceiros de treino, falando sobre ele (Velásquez) com tanto respeito no seu tom de voz, que em todos os desportos que ele já competiu, ele nunca viu um peso-pesado tão bem condicionado fisicamente.
Sua reputação no mundo das lutas espalhou-se tão rapidamente depois das suas primeiras duas lutas que ele não conseguia mais encontrar adversários. Ainda um iniciante, ele demorou 16 meses entre a sua 2ª e 3ª luta. Houve uma lesão no joelho envolvida nesse período, mas foi um adversário atrás do outro recusando a luta contra ele, pois já tinham ouvido falar da sua reputação. Não foi nenhum plano estratégico levá-lo para o UFC após apenas 2 lutas profissionais. Seus empresários não queriam que ele fosse para uma grande organização com um pouco mais de 6 minutos de experiência de luta profissional. Mas a situação chegou num ponto onde não havia mais como arrumar lutas consistentes para ele.
Ele também não teve vida fácil no UFC, já que ele não era conhecido do público, apesar da sua reputação já ser bem conhecida entre os lutadores, portanto ele era o tipo que ninguém queria enfrentar. O motivo do UFC trazer o desconhecido Dennis Stojnic da Bósnia, foi porque na época, o UFC não queria ver Velásquez enfrentando os tops da categoria e os intermediários não queriam enfrentá-lo. É claro que hoje, como campeão, as coisas mudaram, e ele é o alvo que todo mundo quer acertar.
“Ele não mudou nada” afirmou o treinador Javier Mendez sobre o lutador que há muito tempo ele previu que seria campeão dos pesos-pesados.
Os executivos do UFC e da FOX esperam que o lutador de 29 anos, filho de um trabalhador rural imigrante do México irá trazer de volta os dias de glória dos títulos mundiais de pesos-pesados do boxe. O outro objectivo é consolidar o desporto entre a comunidade latina, que há anos vem apoiando o boxe e o wrestling tanto ou até mais do que qualquer outra comunidade do mundo, mas que tem sido tímida em abraçar o MMA. Mas se Velásquez conseguir esse objectivo, será com os seus punhos e seu wrestling, não com a sua boca.
Simplesmente não está na sua genética chamar a atenção para si mesmo ou dizer algo negativo sobre seus adversários. Ele é quieto e introspectivo, ele parece um homem com uma missão. Mesmo quando ele está sentado num canto, tomando fôlego, ou nas corridas sem fim através da paisagem monótona, ele parece estar visualizando a estratégia de luta se realizando na luta contra Cigano.
Não importa se é no Honda Center em Anaheim, Califórnia lotado, com a música alta e o público indo à loucura, como será Sábado a noite, ou num local pequeno onde ele começou a sua carreira há 5 anos atrás, quando ele entra no octógono, não faz diferença para ele.
“De toda forma, quando eu entro no octógono, eu penso apenas na minha estratégia” afirmou ele.
Do ponto de vista mental, o primeiro ano de Velásquez como campeão tem sido de frustração. Velásquez teve uma lesão no ombro direito (torceu o rotator cuff) na vitória sobre Lesnar em Outubro do ano passado. Ele passou 6 semanas a recuperar-se, tentando evitar a cirurgia, até descobrir que a gravidade da lesão era muito séria e não havia outra opção. Isto o deixou de molho por meses, interrompendo a rotina de treinos pesados que vinham desde a sua infância como amador nos tatames (existe isso no wrestling?) do estado do Arizona.
“Eu definitivamente fiquei frustrado várias vezes” afirmou ele. “Eu sou um tipo que quer estar na academia e treinar. E ter que aceitar o facto de ficar afastado definitivamente é muito difícil. Mas eu procuro manter minha mente no presente. Eu procurei fazer coisas para o UFC, você sabe, comerciais, apenas para me manter ocupado. Eu passei mais tempo com a minha família e eu tive que afastar da minha mente o pensamento de que eu estava lesionado e fazer algo positivo”.
“A recuperação foi muito boa” afirmou ele. “O tratamento levou um tempo para curar a lesão. E com todo o tratamento ainda no começo, era só deixar o tempo fazer o resto, era apenas não fazer nada para agravar a lesão no ombro. Quer dizer, foi difícil, porque eu não podia fazer praticamente nada. E então quando eu recebi o sinal verde para começar o período mais intensivo da recuperação, e pude fazer uma série de movimentos, eu comecei com pesos leves para recuperar a força gradativamente, e foi assim que eu me recuperei.”
Mesmo com esse tempo afastado, Mendez acha que o Velasquez que vai entrar no octógono neste sábado estará cerca de 10% melhor do que o Velasquez que derrotou Lesnar ano passado. Ele vai precisar estar assim já que Cigano, apesar de não ter o tamanho, a força física e o wrestling de Lesnar, ele é um lutador muito mais completo.
“Eu estou nervoso, não me entenda mal” afirmou Mendez. “Não tão nervoso a ponto de não conseguir dormir a noite. Mas se eu fosse o técnico do nosso adversário e tivesse que enfrentar o Cain, eu estaria bem mais nervoso”.
Se teve algo que mudou em Velasquez, é que ele já está mais confortável no contacto com a imprensa, apesar dele não estar a ser tão assediado como antes da luta contra Lesnar.
“Então, as câmaras estão me seguindo há 3 semanas [Para o programa UFC Prime Time]” afirmou ele. “Desta vez [com um simples programa de um único episódio], foram apenas alguns dias e já estava pronto. “É parte do trabalho e eu estou definitivamente feliz em fazer. O assédio não tem sido muito intenso. Eu acho que tem sido no volume certo para que eu possa trabalhar e tem sido muito bom. Eu estou bem feliz com essa parte do trabalho”.
O sul da Califórnia, local da luta deste sábado, se tornou o quintal de casa não oficial de Velásquez. O UFC nunca conseguiu atingir uma grande audiência entre o público hispânico nem quando o UFC promoveu intensamente a 2ª luta principal do UFC 104 no Staples Center em Los Angeles no dia 24/10/2009. Naquela noite ele atropelou Bem Rothwell, que na época parecia ser o maior desafio da carreira de Velásquez até aquele ponto em sua carreira. Com bandeiras mexicanas por toda a arena, parecia que ele tinha ultrapassado a barreira para se tornar um astro.
Então, quando ele derrotou Lesnar para vencer o título no Honda Center, num evento que foi promovido com a ideia de Velásquez tentar se tornar o primeiro hispânico a ser campeão mundial peso-pesado da maior organização de lutas do mundo, os repórteres locais, no final, observaram que a reacção do público presente não teve nada de especial do que qualquer outro evento que já tinha sido realizado na mesma arena nos últimos anos.
Com uma transmissão em TV aberta, naquele que vai ser recordado como o primeiro evento deste tipo, as possibilidades são enormes, principalmente de um ponto de vista histórico. Mas para Velásquez, esses detalhes não farão diferença, a única coisa que ele vai pensar será nos meses de concentração, visualizações e seguir a estratégia. Todo o caminho para que ele possa limpar o suor do octógono depois que a luta terminar
SAN JOSE, Califórnia – Quando o campeão mundial dos pesos-pesados termina o seu dia de treinos, a visão que a maioria das pessoas têm não inclui vê-lo limpar o suor que fica na lona do octógono.
No ponto actual da sua carreira, Cain Velásquez provavelmente poderia ir embora sem precisar fazer o serviço sujo da sua academia, mas aí não seria ele. Velásquez (9-0) vai defender seu título contra o brasileiro Junior dos Santos (13-1), na luta principal do evento mais importante do UFC dos últimos anos – a estreia em TV aberta.
Mas na maioria dos dias, que consistem em múltiplos treinos na American Kickboxing Academy, ele fica numa sala cheia de astros da luta. Na sala de treino de wrestling, numa tarde como outra qualquer, você pode dar uma olhadela e ver Jon Fitch, Daniel Cormier, Josh Thomson, Gray Mainard, Kyle Kingsbury, Justin Wilcox e mais um sem número de lutadores treinando duro no tatame. Excepto quando a imprensa está filmando alguma reportagem tarde da noite, nesta sala, é apenas mais um dia comum de treinos.
Bem, tirando o dia de sparring. Muito antes de Velásquez vencer o muito maior Brock Lesnar no ano passado para conquistar o cinturão do UFC via interrupção do juiz ainda no 1º round, os outros lutadores da AKA já estavam falando sobre Velásquez ser um mito na academia. Antes mesmo dele assinar com o UFC, ele era considerado como sinónimo de lutador duro, quando você aceitava entrar num velho ringue de boxe para fazer sparring com ele. Mesmo não estando 100% nessas sessões de treino, Velásquez treina forte o suficiente sem se cansar que para você acreditar, só vendo com os seus próprios olhos.
Eles pegam pesado, mas não o suficiente para te matar antes que você possa contar o que aconteceu. Ele enfileira lutadores grandes, pequenos, descansados, um atrás do outro, 5 minutos com cada um, como se fosse uma máquina.
A lenda do futebol (americano) Herschel Walker, um dos seus parceiros de treino, falando sobre ele (Velásquez) com tanto respeito no seu tom de voz, que em todos os desportos que ele já competiu, ele nunca viu um peso-pesado tão bem condicionado fisicamente.
Sua reputação no mundo das lutas espalhou-se tão rapidamente depois das suas primeiras duas lutas que ele não conseguia mais encontrar adversários. Ainda um iniciante, ele demorou 16 meses entre a sua 2ª e 3ª luta. Houve uma lesão no joelho envolvida nesse período, mas foi um adversário atrás do outro recusando a luta contra ele, pois já tinham ouvido falar da sua reputação. Não foi nenhum plano estratégico levá-lo para o UFC após apenas 2 lutas profissionais. Seus empresários não queriam que ele fosse para uma grande organização com um pouco mais de 6 minutos de experiência de luta profissional. Mas a situação chegou num ponto onde não havia mais como arrumar lutas consistentes para ele.
Ele também não teve vida fácil no UFC, já que ele não era conhecido do público, apesar da sua reputação já ser bem conhecida entre os lutadores, portanto ele era o tipo que ninguém queria enfrentar. O motivo do UFC trazer o desconhecido Dennis Stojnic da Bósnia, foi porque na época, o UFC não queria ver Velásquez enfrentando os tops da categoria e os intermediários não queriam enfrentá-lo. É claro que hoje, como campeão, as coisas mudaram, e ele é o alvo que todo mundo quer acertar.
“Ele não mudou nada” afirmou o treinador Javier Mendez sobre o lutador que há muito tempo ele previu que seria campeão dos pesos-pesados.
Os executivos do UFC e da FOX esperam que o lutador de 29 anos, filho de um trabalhador rural imigrante do México irá trazer de volta os dias de glória dos títulos mundiais de pesos-pesados do boxe. O outro objectivo é consolidar o desporto entre a comunidade latina, que há anos vem apoiando o boxe e o wrestling tanto ou até mais do que qualquer outra comunidade do mundo, mas que tem sido tímida em abraçar o MMA. Mas se Velásquez conseguir esse objectivo, será com os seus punhos e seu wrestling, não com a sua boca.
Simplesmente não está na sua genética chamar a atenção para si mesmo ou dizer algo negativo sobre seus adversários. Ele é quieto e introspectivo, ele parece um homem com uma missão. Mesmo quando ele está sentado num canto, tomando fôlego, ou nas corridas sem fim através da paisagem monótona, ele parece estar visualizando a estratégia de luta se realizando na luta contra Cigano.
Não importa se é no Honda Center em Anaheim, Califórnia lotado, com a música alta e o público indo à loucura, como será Sábado a noite, ou num local pequeno onde ele começou a sua carreira há 5 anos atrás, quando ele entra no octógono, não faz diferença para ele.
“De toda forma, quando eu entro no octógono, eu penso apenas na minha estratégia” afirmou ele.
Do ponto de vista mental, o primeiro ano de Velásquez como campeão tem sido de frustração. Velásquez teve uma lesão no ombro direito (torceu o rotator cuff) na vitória sobre Lesnar em Outubro do ano passado. Ele passou 6 semanas a recuperar-se, tentando evitar a cirurgia, até descobrir que a gravidade da lesão era muito séria e não havia outra opção. Isto o deixou de molho por meses, interrompendo a rotina de treinos pesados que vinham desde a sua infância como amador nos tatames (existe isso no wrestling?) do estado do Arizona.
“Eu definitivamente fiquei frustrado várias vezes” afirmou ele. “Eu sou um tipo que quer estar na academia e treinar. E ter que aceitar o facto de ficar afastado definitivamente é muito difícil. Mas eu procuro manter minha mente no presente. Eu procurei fazer coisas para o UFC, você sabe, comerciais, apenas para me manter ocupado. Eu passei mais tempo com a minha família e eu tive que afastar da minha mente o pensamento de que eu estava lesionado e fazer algo positivo”.
“A recuperação foi muito boa” afirmou ele. “O tratamento levou um tempo para curar a lesão. E com todo o tratamento ainda no começo, era só deixar o tempo fazer o resto, era apenas não fazer nada para agravar a lesão no ombro. Quer dizer, foi difícil, porque eu não podia fazer praticamente nada. E então quando eu recebi o sinal verde para começar o período mais intensivo da recuperação, e pude fazer uma série de movimentos, eu comecei com pesos leves para recuperar a força gradativamente, e foi assim que eu me recuperei.”
Mesmo com esse tempo afastado, Mendez acha que o Velasquez que vai entrar no octógono neste sábado estará cerca de 10% melhor do que o Velasquez que derrotou Lesnar ano passado. Ele vai precisar estar assim já que Cigano, apesar de não ter o tamanho, a força física e o wrestling de Lesnar, ele é um lutador muito mais completo.
“Eu estou nervoso, não me entenda mal” afirmou Mendez. “Não tão nervoso a ponto de não conseguir dormir a noite. Mas se eu fosse o técnico do nosso adversário e tivesse que enfrentar o Cain, eu estaria bem mais nervoso”.
Se teve algo que mudou em Velasquez, é que ele já está mais confortável no contacto com a imprensa, apesar dele não estar a ser tão assediado como antes da luta contra Lesnar.
“Então, as câmaras estão me seguindo há 3 semanas [Para o programa UFC Prime Time]” afirmou ele. “Desta vez [com um simples programa de um único episódio], foram apenas alguns dias e já estava pronto. “É parte do trabalho e eu estou definitivamente feliz em fazer. O assédio não tem sido muito intenso. Eu acho que tem sido no volume certo para que eu possa trabalhar e tem sido muito bom. Eu estou bem feliz com essa parte do trabalho”.
O sul da Califórnia, local da luta deste sábado, se tornou o quintal de casa não oficial de Velásquez. O UFC nunca conseguiu atingir uma grande audiência entre o público hispânico nem quando o UFC promoveu intensamente a 2ª luta principal do UFC 104 no Staples Center em Los Angeles no dia 24/10/2009. Naquela noite ele atropelou Bem Rothwell, que na época parecia ser o maior desafio da carreira de Velásquez até aquele ponto em sua carreira. Com bandeiras mexicanas por toda a arena, parecia que ele tinha ultrapassado a barreira para se tornar um astro.
Então, quando ele derrotou Lesnar para vencer o título no Honda Center, num evento que foi promovido com a ideia de Velásquez tentar se tornar o primeiro hispânico a ser campeão mundial peso-pesado da maior organização de lutas do mundo, os repórteres locais, no final, observaram que a reacção do público presente não teve nada de especial do que qualquer outro evento que já tinha sido realizado na mesma arena nos últimos anos.
Com uma transmissão em TV aberta, naquele que vai ser recordado como o primeiro evento deste tipo, as possibilidades são enormes, principalmente de um ponto de vista histórico. Mas para Velásquez, esses detalhes não farão diferença, a única coisa que ele vai pensar será nos meses de concentração, visualizações e seguir a estratégia. Todo o caminho para que ele possa limpar o suor do octógono depois que a luta terminar
Original de Dave Meltzer em Yahoo! Sports com tradução de MarceloBreve para PVT