MMA: Strikeforce: Barnett vs. Cormier - Antevisão + Pesagens

Quando parecia que a debandada dos atletas do Strikeforce faria com que o torneio dos pesados não chegasse ao fim, eis que a decisão acontecerá hoje. No HP Pavilion em San Jose, Califórnia, os americanos Josh Barnett e Daniel Cormier disputarão o título e esperam que o triunfo represente um atalho para um title shot no UFC, que absorveu a divisão do Strikeforce....
Outro grande duelo antecederá a final dos pesados. O campeão dos leves Gilbert Melendez vai colocar seu cinturão em jogo na luta-desempate contra Josh Thomson, o último oponente que o venceu. O card principal terá ainda a participação do ex-campeão dos meio-pesados Rafael Feijão, que tentará vingar contra Mike Kyle o nocaute sofrido em 2009.
Outros brasileiros importantes actuarão nas preliminares do evento. O ex-top 10 dos pesos leves Gesias Cavalcante vai encarar Isaac Vallie-Flagg. Estreando pela organização, Guto Inocente medirá forças com Virgil Zwicker, enquanto o também estreante Yuri Villefort vai encarar Quinn Mulhern.
O card completo do Strikeforce: Barnett vs. Cormier é o seguinte
Outros brasileiros importantes actuarão nas preliminares do evento. O ex-top 10 dos pesos leves Gesias Cavalcante vai encarar Isaac Vallie-Flagg. Estreando pela organização, Guto Inocente medirá forças com Virgil Zwicker, enquanto o também estreante Yuri Villefort vai encarar Quinn Mulhern.
O card completo do Strikeforce: Barnett vs. Cormier é o seguinte
CARD PRINCIPAL
Finald do GP dos Pesados: Josh Barnett x Daniel Cormier
Disputa de cinturão dos Leves: Gilbert Melendez x Josh Thomson
Meio-pesados: Rafael Feijão x Mike Kyle
Meio-médios: Nah-Shon Burrell x Chris Spang
CARD PRELIMINAR
Leves: Gesias "JZ" Cavalcante x Isaac Vallie-Flagg
Meio-pesados: Virgil Zwicker x Guto Inocente
Meio-pesados: Derrick Mehmen x Gian Villante
Meio-médios: Quinn Mulhern x Yuri Villefort
Leves: Bobby Green x James Terry
Finald do GP dos Pesados: Josh Barnett x Daniel Cormier
Disputa de cinturão dos Leves: Gilbert Melendez x Josh Thomson
Meio-pesados: Rafael Feijão x Mike Kyle
Meio-médios: Nah-Shon Burrell x Chris Spang
CARD PRELIMINAR
Leves: Gesias "JZ" Cavalcante x Isaac Vallie-Flagg
Meio-pesados: Virgil Zwicker x Guto Inocente
Meio-pesados: Derrick Mehmen x Gian Villante
Meio-médios: Quinn Mulhern x Yuri Villefort
Leves: Bobby Green x James Terry
-------------------------------------------Antevisão -------------------------------------------
Josh Barnett (EUA) vs. Daniel Cormier (EUA)
Gilbert Melendez (EUA) vs Josh Thomson (EUA)
Wrestler de origem e faixa preta de jiu-jitsu, Thomson notabiliza-se pela óptima transição entre a luta olímpica e a arte suave, característica de vários companheiros de equipe na AKA. Foi desta maneira que bateu KJ Noons, no evento de marco, que lhe valeu o title shot. Também seguindo a tradição do time, Josh é bom na trocação, como mostrou inclusive na vitória sobre Melendez. Em boas condições físicas, é capaz de imprimir ritmo forte nas lutas.
Queridinho da torcida feminina, 33 anos, Thomson tem cartel profissional de 19-4 e um no contest. Deste retrospecto, 9-3 foi obtido lutando no Strikeforce. Ele tem nove vitórias por submissão, quatro por nocaute e é três centímetros mais alto que Melendez.
No primeiro encontro, Thomson era um lutador estabelecido e Melendez era um camarada mais conhecido pela vontade do que pelo talento. Na segunda luta, Josh apresentou em inferior condição física – o que não o impediu de protagonizar um histórico quinto round, um dos melhores de 2009. A expectativa era ver nesta negra um Melendez tecnicamente no auge contra um Thomson em forma. Porém, boatos no começo do mês deram conta que o desafiante teria estourado um ligamento do joelho. Vamos torcer para não ser verdade.
Rafael Cavalcante (BRA) vs Mike Kyle (EUA)
Quando conquistou o bicampeonato do K-1 HERO’s em 2007, batendo Vitor Shaolin e André Dida na mesma noite, Gesias Cavalcante (foto ao lado) era um dos melhores pesos leves do planeta. Ele tinha 14-1-1. Desde então, conviveu com problemas no joelho e amarga um retrospecto negativo de 2-3, com dois no contests. JZ vai enfrentar Isaac Vallie-Flagg, 12-3-1, 1-0 no Strikeforce, e invicto com 9-0-1 desde o último título de Gesias no K-1 HERO’s. Apesar disso, o atleta da Jackson’s MMA jamais encarou um oponente do nível do brasileiro. Espera-se alguma dificuldade na luta, principalmente se o americano conseguir jogar no dirty boxing, mas Cavalcante deve prevalecer.
O enorme e talentoso meio-pesado Guto Inocente vai estrear no Strikeforce depois de conquistar os cinturões do Shooto e do WFE Platinum. Trocador com experiência de lutas de muay thai, o atleta da Blackzilians também sabe se virar bem no chão. Se não sentir o peso da estreia e mantiver o adversário Virgil Zwicker longe do clinch, Guto deve conseguir mais um nocaute.
O primeiro brasileiro que entrará no cage hexagonal será Yuri Villefort. O irmão mais novo de Danillo Índio, companheiro de equipa de JZ e Inocente, apontado pelo MMA Brasil como candidato a integrar o elenco do UFC no futuro, mistura um muay thai agressivo com belas quedas de judo e base no jiu-jitsu. Ele vai encarar Quinn Mulhern. Como vem de enorme inactividade devido a um problema sério no joelho, não sabemos como o garoto de 20 anos vai reagir. A princípio tem talento para vencer.
-------------------------------------------Pesagens -------------------------------------------
Daniel Cormier (238), Josh Barnett (248)
Josh Thomson (153), Gilbert Melendez (153)
Mike Kyle (203), Rafael Cavalcante (206)
Nah-Shon Burrell (170), Chris Spang (169)
Isaac Vallie-Flagg (156), JZ Cavalcante (156)
Guton Inocente (205), Virgil Zwicker (204)
Derrick Mehmen (205), Gian Villante (205)
Yuri Villefort (170), Quinn Mulhern (170)
James Terry (156.25), Bobby Green (155)




Josh Barnett (EUA) vs. Daniel Cormier (EUA)
Beneficiado pelo “lado fácil” da chave, Barnett percorreu um caminho sem ressaltos até a final do torneio. O Mestre da Guerra estreou contra Brett Rogers, o mais fraco dentre os oito concorrentes iniciais, e o finalizou no segundo round, depois de um passeio no primeiro. Na semifinal, Josh até recebeu algumas fortes pancadas do kickboxer russo Sergei Kharitonov, mas o lançou ao solo e aplicou o segundo katagatame do torneio no fim do round inicial.
Apesar das dimensões avantajadas (1,90m de altura e 118kg), Barnett é um atleta muito ágil e muito técnico. Proveniente do catch wrestling, variação do wrestling que acrescenta submissões, ele é um dos melhores grapplers da história dos pesos pesados no MMA. Lutador muito bom nas quedas e melhor ainda no chão, caindo por baixo ou por cima, Barnett tem no currículo até mesmo um título mundial de jiu-jitsu sem quimono, conquistado em 2009. No MMA, já foi campeão do UFC (ao bater Randy Couture) e do Pancrase.
Aos 34 anos, profissional desde os 19, o atleta da Combat Submission Wrestling tem uma carreira notável. Em 36 lutas de MMA profissional, só saiu derrotado em cinco delas, três vezes por Mirko Cro Cop, uma vez por Rodrigo Minotauro e outra por Pedro Rizzo, único que o nocauteou, no UFC 30, em 2001. Aliás, esta derrota foi devidamente vingada em 2008, na primeira edição do Affliction: Banned, quando o brasileiro caiu desacordado no segundo round. Cro Cop é o único oponente da carreira que Barnett jamais venceu, já que Minotauro foi batido na semifinal do GP do PRIDE em 2006. A final daquele torneio foi a terceira derrota para o mito croata.
Cormier também não teve tanto trabalho no torneio, parte por ter começado como reserva, parte por sua própria competência. Na fase de quartas-de-final, ele derrotou Jeff Monson numa das lutas reservas do GP e entrou na vaga de Alistair Overeem, que fora cortado do Strikeforce, para enfrentar Antonio Pezão na semifinal. Nas duas ocasiões, DC usou um boxe muito bem ajustado para triunfar, levando inclusive o brasileiro a um nocaute violento.
Quem acompanha a carreira de Cormier apenas neste torneio não faz ideia que ele é um wrestler do mais alto gabarito. Depois de ter sido vice-campeão da Divisão I da NCAA pela Oklahoma State University em 2001, Daniel passou a integrar a selecção americana de luta olímpica estilo livre. Ele foi medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e bronze em 2007 (no Rio de Janeiro), mesmo resultado obtido no Campeonato Mundial de 2007, além de ter sido capitão da selecção americana nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
À primeira vista, o físico de Cormier trabalha contra sua imagem. Os 112kg socados em apenas 1,80m lhe dão um aspecto gordo. Como detalhado acima, o oponente que se deixar impressionar por isso pode ter o mesmo fim dos demais nove adversários de DC, que nunca perdeu uma luta no MMA. Ele tem 4 vitórias por nocaute e 3 por submissão. De suas lutas, 6 foram realizadas sob o banner do Strikeforce. Apesar da enorme diferença de experiência, o atleta da American Kickboxing Academy é apenas um ano mais jovem que Barnett.
Depois de tantos problemas na carreira, Barnett encarou este torneio como sua última chance de brilhar no MMA em alto nível. Tão bom de papo quanto lutando, ele já disse que quer provar contra Cormier que é o melhor peso pesado do mundo na actualidade.
Os treinos com Cain Velasquez e outros vêm fazendo com que Daniel evolua a cada luta. Sua habilidade no wrestling, principalmente o defensivo, será muito útil contra as investidas de Barnett, que certamente vai tentar impor sua vantagem física e técnica no chão. Há algum tempo, seria possível dizer que a trocação de Cormier seria o caminho para a vitória, já que Josh não era muito chegado a tomar soco na cara. Se analisarmos que Kharitonov, um nocauteador de mão cheia, o acertou e ele continuou indo para cima, talvez Barnett tenha curado esta deficiência.
Caso Barnett consiga encurtar, quedar e deixar Cormier de costas para o chão, seria uma surpresa algo diferente de um passeio do ex-campeão do UFC. Josh varia bem o ground and pound com uma movimentação intensa, sempre buscando o melhor posicionamento para aplicar a finalização. Como Cormier jamais foi quedado no Strikeforce, seria um teste e tanto para ele. Se Cormier não repetir as actuações contra Monson (principalmente) e Pezão, mais cedo ou mais tarde fatalmente vai acabar sucumbindo a uma finalização. Mas podem contar com uma luta duríssima.
Apesar das dimensões avantajadas (1,90m de altura e 118kg), Barnett é um atleta muito ágil e muito técnico. Proveniente do catch wrestling, variação do wrestling que acrescenta submissões, ele é um dos melhores grapplers da história dos pesos pesados no MMA. Lutador muito bom nas quedas e melhor ainda no chão, caindo por baixo ou por cima, Barnett tem no currículo até mesmo um título mundial de jiu-jitsu sem quimono, conquistado em 2009. No MMA, já foi campeão do UFC (ao bater Randy Couture) e do Pancrase.
Aos 34 anos, profissional desde os 19, o atleta da Combat Submission Wrestling tem uma carreira notável. Em 36 lutas de MMA profissional, só saiu derrotado em cinco delas, três vezes por Mirko Cro Cop, uma vez por Rodrigo Minotauro e outra por Pedro Rizzo, único que o nocauteou, no UFC 30, em 2001. Aliás, esta derrota foi devidamente vingada em 2008, na primeira edição do Affliction: Banned, quando o brasileiro caiu desacordado no segundo round. Cro Cop é o único oponente da carreira que Barnett jamais venceu, já que Minotauro foi batido na semifinal do GP do PRIDE em 2006. A final daquele torneio foi a terceira derrota para o mito croata.
Cormier também não teve tanto trabalho no torneio, parte por ter começado como reserva, parte por sua própria competência. Na fase de quartas-de-final, ele derrotou Jeff Monson numa das lutas reservas do GP e entrou na vaga de Alistair Overeem, que fora cortado do Strikeforce, para enfrentar Antonio Pezão na semifinal. Nas duas ocasiões, DC usou um boxe muito bem ajustado para triunfar, levando inclusive o brasileiro a um nocaute violento.
Quem acompanha a carreira de Cormier apenas neste torneio não faz ideia que ele é um wrestler do mais alto gabarito. Depois de ter sido vice-campeão da Divisão I da NCAA pela Oklahoma State University em 2001, Daniel passou a integrar a selecção americana de luta olímpica estilo livre. Ele foi medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e bronze em 2007 (no Rio de Janeiro), mesmo resultado obtido no Campeonato Mundial de 2007, além de ter sido capitão da selecção americana nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
À primeira vista, o físico de Cormier trabalha contra sua imagem. Os 112kg socados em apenas 1,80m lhe dão um aspecto gordo. Como detalhado acima, o oponente que se deixar impressionar por isso pode ter o mesmo fim dos demais nove adversários de DC, que nunca perdeu uma luta no MMA. Ele tem 4 vitórias por nocaute e 3 por submissão. De suas lutas, 6 foram realizadas sob o banner do Strikeforce. Apesar da enorme diferença de experiência, o atleta da American Kickboxing Academy é apenas um ano mais jovem que Barnett.
Depois de tantos problemas na carreira, Barnett encarou este torneio como sua última chance de brilhar no MMA em alto nível. Tão bom de papo quanto lutando, ele já disse que quer provar contra Cormier que é o melhor peso pesado do mundo na actualidade.
Os treinos com Cain Velasquez e outros vêm fazendo com que Daniel evolua a cada luta. Sua habilidade no wrestling, principalmente o defensivo, será muito útil contra as investidas de Barnett, que certamente vai tentar impor sua vantagem física e técnica no chão. Há algum tempo, seria possível dizer que a trocação de Cormier seria o caminho para a vitória, já que Josh não era muito chegado a tomar soco na cara. Se analisarmos que Kharitonov, um nocauteador de mão cheia, o acertou e ele continuou indo para cima, talvez Barnett tenha curado esta deficiência.
Caso Barnett consiga encurtar, quedar e deixar Cormier de costas para o chão, seria uma surpresa algo diferente de um passeio do ex-campeão do UFC. Josh varia bem o ground and pound com uma movimentação intensa, sempre buscando o melhor posicionamento para aplicar a finalização. Como Cormier jamais foi quedado no Strikeforce, seria um teste e tanto para ele. Se Cormier não repetir as actuações contra Monson (principalmente) e Pezão, mais cedo ou mais tarde fatalmente vai acabar sucumbindo a uma finalização. Mas podem contar com uma luta duríssima.
Gilbert Melendez (EUA) vs Josh Thomson (EUA)
A derrota para Thomson há quatro anos, a segunda da carreira e que custou o cinturão dos leves, fez Melendez ligar o “modo destruição”. A primeira vítima foi Rodrigo Damm, nocauteado implacavelmente. Em seguida, “El Niño” conquistou o título interino ao vingar a derrota para Mitsuhiro Ishida e unificou o cinturão vingando a outra derrota de sua carreira. Com a coroa reposta, Melendez passou o carro em Shinya Aoki, tratorizou Tatsuya Kawajiri e dominou Jorge Masvidal, postando-se como top 3 em qualquer ranking com um pingo de vergonha na cara.
Melendez era conhecido por ser um lutador com óptima capacidade de aproximação e perigosíssimo no clinch e no ground and pound, bom nas quedas – e se defendendo delas -, movido pelo condicionamento físico exemplar. Contra o kickboxer Masvidal, em Dezembro, ele deu uma aula de boxe, tornando seu repertório ainda mais versátil.
Faixa marrom de jiu-jitsu de Cesar Gracie, companheiro de equipe de Jake Shields, Nate e Nick Diaz, o lutador de 30 anos e 1,75m na verdade é um lutador completo. Começou no wrestling no colégio e treinou muay thai por muito tempo com um treinador tailandês. Ele tem cartel de 20-2, sendo 10-1 no Strikeforce, e 12 vitórias por nocaute sem ainda ter finalizado ninguém.
Faixa marrom de jiu-jitsu de Cesar Gracie, companheiro de equipe de Jake Shields, Nate e Nick Diaz, o lutador de 30 anos e 1,75m na verdade é um lutador completo. Começou no wrestling no colégio e treinou muay thai por muito tempo com um treinador tailandês. Ele tem cartel de 20-2, sendo 10-1 no Strikeforce, e 12 vitórias por nocaute sem ainda ter finalizado ninguém.
“The Punk” Thomson é um cara que passou por muitas dificuldades de ordem médica na carreira, o que atrapalhou sua evolução. Somando problemas alimentares com contusões no pé e no joelho, ele fez apenas 7 lutas nos últimos 4 anos, incluindo aí um combate em dois anos, metade da produtividade comparada ao começo da carreira. Este combate perdido no par de anos foi exactamente a revanche contra Melendez, quando a deficiência física de Josh ficou nítida.
Wrestler de origem e faixa preta de jiu-jitsu, Thomson notabiliza-se pela óptima transição entre a luta olímpica e a arte suave, característica de vários companheiros de equipe na AKA. Foi desta maneira que bateu KJ Noons, no evento de marco, que lhe valeu o title shot. Também seguindo a tradição do time, Josh é bom na trocação, como mostrou inclusive na vitória sobre Melendez. Em boas condições físicas, é capaz de imprimir ritmo forte nas lutas.
Queridinho da torcida feminina, 33 anos, Thomson tem cartel profissional de 19-4 e um no contest. Deste retrospecto, 9-3 foi obtido lutando no Strikeforce. Ele tem nove vitórias por submissão, quatro por nocaute e é três centímetros mais alto que Melendez.
A Zuffa tentou levar BJ Penn e Anthony Pettis para oferecer perigo a Melendez, mas nenhum dos dois aceitou “descer” ao Strikeforce. Então, como diz o poeta, “se não tem tu, vai tu mesmo”. Na falta de oposição qualificada, a melhor (e única) saída foi promover o desempate entre El Niño e The Punk.
No primeiro encontro, Thomson era um lutador estabelecido e Melendez era um camarada mais conhecido pela vontade do que pelo talento. Na segunda luta, Josh apresentou em inferior condição física – o que não o impediu de protagonizar um histórico quinto round, um dos melhores de 2009. A expectativa era ver nesta negra um Melendez tecnicamente no auge contra um Thomson em forma. Porém, boatos no começo do mês deram conta que o desafiante teria estourado um ligamento do joelho. Vamos torcer para não ser verdade.
Mesmo fisicamente em forma, o Punk não dá conta do furacão El Niño. Mesmo com um sólido kickboxing, actualmente Melendez evoluiu a ponto de ultrapassá-lo também neste ponto. A solução para Josh seria quedar e manter Gil de costas para o chão, mas a possibilidade disso acontecer não é das maiores. A tarefa de Thomson é difícil, como seria de qualquer outro peso leve no mundo, inclusive Ben Henderson ou Frank Edgar. Como o desafiante é resistente, provavelmente Melendez manterá seu cinturão com um triplo 50-45.
Rafael Cavalcante (BRA) vs Mike Kyle (EUA)
Quando o EliteXC faliu e foi incorporado ao Strikeforce, Feijão estreou na nova casa perdendo para o próprio adversário deste sábado, apresentando-se em péssimas condições físicas. Recuperou-se em grande estilo, aplicando três nocautes em sequência e tirando o cinturão de “King” Mo Lawal. Nas três ocasiões, o matogrossense chegou a passar perigo e mostrou muito poder de encaixe de golpes para reagir.
Logo na primeira defesa, Feijão viu sua arma voltar-se contra si. Dan Henderson superou dificuldades e nocauteou o brasileiro com sua famosa H-Bomb. Na luta seguinte, a balança voltou a pender para o lado de Rafael, que passou um saci antes de nocautear o medalhista olímpico Yoel Romero Palacio.
Principal sparring de Anderson Silva na Team Nogueira e X-Gym, Feijão tem 31 anos e cartel profissional de 11-3, com 4-2 no Strikeforce. O faixa preta de jiu-jitsu desenvolveu um muay thai furioso, com enorme poder de nocaute e boa capacidade de absorção de castigo. Ele busca não só vingar uma derrota, mas também se posicionar para disputar o cinturão, que ficou vago desde o retorno de Hendo ao UFC.
Logo na primeira defesa, Feijão viu sua arma voltar-se contra si. Dan Henderson superou dificuldades e nocauteou o brasileiro com sua famosa H-Bomb. Na luta seguinte, a balança voltou a pender para o lado de Rafael, que passou um saci antes de nocautear o medalhista olímpico Yoel Romero Palacio.
Principal sparring de Anderson Silva na Team Nogueira e X-Gym, Feijão tem 31 anos e cartel profissional de 11-3, com 4-2 no Strikeforce. O faixa preta de jiu-jitsu desenvolveu um muay thai furioso, com enorme poder de nocaute e boa capacidade de absorção de castigo. Ele busca não só vingar uma derrota, mas também se posicionar para disputar o cinturão, que ficou vago desde o retorno de Hendo ao UFC.
Se Feijão é um pegador dos bons, o mesmo pode-se dizer de Kyle. O ex-peso pesado tem 14 nocautes dentre suas 19 vitórias e apenas uma submissão. Desde abril de 2008 ele só foi derrotado duas vezes, ambos como peso pesado. Depois de ser finalizado por Fabricio Werdum, ele foi nocauteado por Antonio Pezão, não sem antes espancar o brasileiro no primeiro round, vencido por 10-8.
Em sua última apresentação, o americano tirou a invencibilidade de Marcos Rogério Pezão, quando misturou combinações de jab-direto com socos e cotoveladas no ground and pound e venceu por decisão unânime. Aos 32 anos, com 1,90m, o lutador da AKA tem cartel de 19-8-1 e um no contest. No Strikeforce, tem desempenho irregular de 3-3-1. Já passou pelo UFC, WEC e era o campeão do King of the Cage antes de retornar ao Strikeforce de vez.
Em sua última apresentação, o americano tirou a invencibilidade de Marcos Rogério Pezão, quando misturou combinações de jab-direto com socos e cotoveladas no ground and pound e venceu por decisão unânime. Aos 32 anos, com 1,90m, o lutador da AKA tem cartel de 19-8-1 e um no contest. No Strikeforce, tem desempenho irregular de 3-3-1. Já passou pelo UFC, WEC e era o campeão do King of the Cage antes de retornar ao Strikeforce de vez.
Para alegria dos fãs, é de se esperar nada menos que um quebra-pau lendário neste combate. Desta vez, é bom que Kyle tenha consciência que vai enfrentar um oponente muito mais bem preparado fisicamente do que em 2009. Tecnicamente superior ao americano em todos os ramos do jogo, Feijão só deve sair derrotado se for vitimado por algum petardo de MAK.
Demais brasileiros no card
Quando conquistou o bicampeonato do K-1 HERO’s em 2007, batendo Vitor Shaolin e André Dida na mesma noite, Gesias Cavalcante (foto ao lado) era um dos melhores pesos leves do planeta. Ele tinha 14-1-1. Desde então, conviveu com problemas no joelho e amarga um retrospecto negativo de 2-3, com dois no contests. JZ vai enfrentar Isaac Vallie-Flagg, 12-3-1, 1-0 no Strikeforce, e invicto com 9-0-1 desde o último título de Gesias no K-1 HERO’s. Apesar disso, o atleta da Jackson’s MMA jamais encarou um oponente do nível do brasileiro. Espera-se alguma dificuldade na luta, principalmente se o americano conseguir jogar no dirty boxing, mas Cavalcante deve prevalecer.
O enorme e talentoso meio-pesado Guto Inocente vai estrear no Strikeforce depois de conquistar os cinturões do Shooto e do WFE Platinum. Trocador com experiência de lutas de muay thai, o atleta da Blackzilians também sabe se virar bem no chão. Se não sentir o peso da estreia e mantiver o adversário Virgil Zwicker longe do clinch, Guto deve conseguir mais um nocaute.
O primeiro brasileiro que entrará no cage hexagonal será Yuri Villefort. O irmão mais novo de Danillo Índio, companheiro de equipa de JZ e Inocente, apontado pelo MMA Brasil como candidato a integrar o elenco do UFC no futuro, mistura um muay thai agressivo com belas quedas de judo e base no jiu-jitsu. Ele vai encarar Quinn Mulhern. Como vem de enorme inactividade devido a um problema sério no joelho, não sabemos como o garoto de 20 anos vai reagir. A princípio tem talento para vencer.
Antevisão original de MMA-Brasil e Globo.com
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Daniel Cormier (238), Josh Barnett (248)
Josh Thomson (153), Gilbert Melendez (153)
Mike Kyle (203), Rafael Cavalcante (206)
Nah-Shon Burrell (170), Chris Spang (169)
Isaac Vallie-Flagg (156), JZ Cavalcante (156)
Guton Inocente (205), Virgil Zwicker (204)
Derrick Mehmen (205), Gian Villante (205)
Yuri Villefort (170), Quinn Mulhern (170)
James Terry (156.25), Bobby Green (155)