Slobber Knocker #14: Por onde andam eles? (Parte 2)
Cumprimentos a todos assim que regresso para mais um Slobber
Knocker. Neste retomo um assunto já abordado e cuja continuação ficou pendente.
Como a recepção à ideia foi boa e como não tinha uma ideia imediata sobre o que
escrever esta semana, aqui fica mais um punhado de exemplos de ex-midcarders
com um presente que pode ser desconhecido para alguns. Vejamos lá se nestes
cinco exemplos, se se lembram bem deles ou se têm saudades deles:....
Sean O’Haire
Sean O’Haire foi um lutador notável no midcard da WCW e da
WWE há uns bons aninhos atrás. O lutador estreou-se na WCW em 2000 quando o seu
fim já não estava muito longe e lá se desenvolveu mais na divisão Tag Team. Os
seus principais galardões na sua estadia foram três títulos de Tag Team, dois
deles com Mark Jindrak – continua a ler, quanto a este – e outro com Chuck
Palumbo. Em Março de 2001, após a WWE obter a WCW, tanto os contratos de
O’Haire como de Palumbo foram mantidos para continuarem a combater mas em novo
território. Com isto, os ainda Campeões integraram a história da invasão e
feudaram com os Hardy Boyz, mantendo os seus títulos até caírem na desgraça de
enfrentaram nada mais nada menos que os Brothers of Destruction, Kane e
Undertaker.
Esta paragem permitiu que o lutador fosse enviado para a OVW para se desenvolver e assim que foi chamado de novo ao roster principal trazia uma obscura personagem de “Advogado do Diabo” que tentava convencer o público e outros lutadores a cometer actos maliciosos, desde crimes a indecências passando por adultério ou oposição à religião. A sua personagem, que também era obcecada por aranhas, deu-lhe alguma notabilidade mas não lhe deu ouro. Deu-se uma quebra na gimmick assim que se aliou a Roddy Piper que o ajudou a obter várias vitórias contra alguns grandes nomes. Assim que Piper saiu, O’Haire ficou sozinho e sem rumo, ocupando a maioria do seu tempo no Velocity. Um acidente de mota forçou-o a ficar fora dos ringues por alguns meses e quando recuperou foi enviado de volta para a OVW. Em Abril de 2004 foi despedido.
Esta paragem permitiu que o lutador fosse enviado para a OVW para se desenvolver e assim que foi chamado de novo ao roster principal trazia uma obscura personagem de “Advogado do Diabo” que tentava convencer o público e outros lutadores a cometer actos maliciosos, desde crimes a indecências passando por adultério ou oposição à religião. A sua personagem, que também era obcecada por aranhas, deu-lhe alguma notabilidade mas não lhe deu ouro. Deu-se uma quebra na gimmick assim que se aliou a Roddy Piper que o ajudou a obter várias vitórias contra alguns grandes nomes. Assim que Piper saiu, O’Haire ficou sozinho e sem rumo, ocupando a maioria do seu tempo no Velocity. Um acidente de mota forçou-o a ficar fora dos ringues por alguns meses e quando recuperou foi enviado de volta para a OVW. Em Abril de 2004 foi despedido.
Actualmente, Sean O’Haire encontra-se totalmente retirado do
wrestling. Após abandonar a WWE, Sean O’Haire trabalhou na New Japan Pro
Wrestling, onde se reuniu com Roddy Piper e onde chegou a enfrentar e derrotar
Abyss. O’Haire ainda passou pela Ultimate Pro Wrestling onde voltou a reunir-se
com um parceiro, este Chuck Palumbo. Os seus últimos registos de wrestling
deram-se precisamente no Smackdown onde perdeu para Scotty 2 Hotty num dark
match em Março de 2006. O’Haire abandona o wrestling e dedica-se às artes
marciais passando pelo Kickboxing e pelas MMA, competindo em shows pequenos.
Mark Jindrak
Curiosamente, já pensava em falar neste e em O’Haire
desconhecendo a sua parceria, depois pesquisando é que me apercebi de tal. Mas
a sua situação também é semelhante logo analisemos o percurso deste wrestler.
Na WCW, já conhecemos o seu percurso com Sean O’Haire mencionado acima, diferença
a apontar sendo a parceria de Jindrak com Shawn Stasiak enquanto O’Haire
emparelhava-se com Palumbo. Com o fim da WCW, Jindrak também integrou o plantel
da WWE participando brevemente na história da invasão mas tendo que se ocupar
nos territórios de desenvolvimento como a antiga Heartland Wrestling
Association e mais tarde a OVW.
Durante esse seu percurso chegou a participar no Heat, mas acabou por ter a sua verdadeira estreia num Raw de Julho de 2006, como Face, perdendo para Chris Jericho. Já no roster principal, Jindrak continuou a sua Tag Team com o falecido Lance Cade – na altura Garrison Cade – que já tinha na OVW, chegando a ter várias feuds na divisão de equipas até um draft os separar e mandar Jindrak para o Smackdown. Lá, Jindrak virou Heel num episódio do Velocity tornando-se um arrogante narcisista obcecado com o próprio corpo e auto-denominando-se como a reflexão da perfeição. Teve Teddy Long como manager por um curto período de tempo até este virar Face e tornar-se general manager do Smackdown. Mantendo a sua gimmick, alinhou-se com outro desaparecido, Luther Reigns para continuar na divisão Tag Team, numa equipa que chegou a ser notória enquanto teve Kurt Angle como mentor. A equipa rompeu-se e Jindrak virou Face de novo no processo. No entanto esta viragem foi o início da sua queda, ficando reduzido a jobber e ao Velocity, agindo como tweener muitas das vezes. Últimos ares na WWE com um draft que o mandou de volta para o Raw onde perdeu para Rene Dupree. Seria este o seu último combate na companhia e saiu pouco depois em Julho de 2005.
Durante esse seu percurso chegou a participar no Heat, mas acabou por ter a sua verdadeira estreia num Raw de Julho de 2006, como Face, perdendo para Chris Jericho. Já no roster principal, Jindrak continuou a sua Tag Team com o falecido Lance Cade – na altura Garrison Cade – que já tinha na OVW, chegando a ter várias feuds na divisão de equipas até um draft os separar e mandar Jindrak para o Smackdown. Lá, Jindrak virou Heel num episódio do Velocity tornando-se um arrogante narcisista obcecado com o próprio corpo e auto-denominando-se como a reflexão da perfeição. Teve Teddy Long como manager por um curto período de tempo até este virar Face e tornar-se general manager do Smackdown. Mantendo a sua gimmick, alinhou-se com outro desaparecido, Luther Reigns para continuar na divisão Tag Team, numa equipa que chegou a ser notória enquanto teve Kurt Angle como mentor. A equipa rompeu-se e Jindrak virou Face de novo no processo. No entanto esta viragem foi o início da sua queda, ficando reduzido a jobber e ao Velocity, agindo como tweener muitas das vezes. Últimos ares na WWE com um draft que o mandou de volta para o Raw onde perdeu para Rene Dupree. Seria este o seu último combate na companhia e saiu pouco depois em Julho de 2005.
Após a sua saída, Jindrak procurou sorte no estrangeiro e
por aí se foi estabelecendo, começando por uma estadia no Japão em 2006,
primeiro na New Japan Pro Wrestling. Os seus momentos mais notáveis foram com
Matt Morgan, tanto numa feud como numa equipa, esta que se deu na HUSTLE,
diferente companhia Japonesa. Jindrak continuou a tentar a sua sorte em
território internacional, estabelecendo-se em seguida no Consejo Mundial de
Lucha Libre, no México, onde lutou como Marco Corleone, numa gimmick Italiana.
Nessa sua estadia, também teve várias viragens e foi tanto Rudo (Heel) como
Technico (Face). De facto essa estadia prolonga-se até ao presente, pois é lá
que Jindrak ainda compete e onde recentemente conquistou ouro, vencendo os CMLL
World Trio Championships em Fevereiro de 2012.
Curiosidade: Durante uma paragem na sua estadia na CMLL ou
na AAA, em 2010, Jindrak competiu no programa da MTV, Lucha Libre USA, onde
gravou vários episódios, tendo o último ido para o ar atrasado em Outubro de
2011.
Rosey
Um dos membros da enorme família de Samoans. Primo de alguns
grandes nomes como Rikishi, Umaga ou até The Rock. Lembramo-nos dele. Mas
talvez não saibamos dele. Matt Anoa’i, seu verdadeiro nome já levava uma boa
carreira antes de a WWE ficar de olho nele e chegou a passar pela ECW, pela
WXW, onde venceu os títulos de equipas por duas vezes, pela WWC de Puerto Rico,
onde voltou a deter o título de pares e pela FMW, onde conquistou o mesmo. Em
2001, foi contratado pela WWE onde se manteve em desenvolvimento na HWA, ainda
com o seu primo Eddie Fatu e onde voltou a ter posse dos cintos de equipas.
Ainda na companhia do seu primo, estreou-se na WWE como
Rosey, numa Tag Team Heel denominada “3-Minute Warning”. As suas funções
iniciais eram como “macacos” de Eric Bischoff, atacando quem ele ordenava, até
mesmo não lutadores ou ex-lutadores. A última feud desta equipa foi com a
equipa de Billy Gunn e Chuck Palumbo – com uma relação homossexual como parte
da história – e desde aí tiveram vários combates na divisão de equipas do Raw
até Jamal -nome de Eddie Fatu – ser despedido e deixar Rosey sozinho. Foi por
essa altura que o caricato The Hurricane o descobriu e encontrou o seu potencial
como super-herói e desde então tivemos segmentos de comédia com a preparação de
Rosey para se tornar um super-herói ao estilo banda desenhada.
Assim que a equipa se oficializou quando Rosey já vinha com a outfit completa, ficou concluída a Face Turn. Com esta equipa venceu os títulos Tag Team, até os perder para Lance Cade e Trevor Murdoch e a partir daí começou a equipa a desintegrar-se com Gregory Helms – já que ele acabou por se desmascarar - fartar-se e abandonar Rosey. Finalizando a feud entre os dois parceiros, correram os rumores sobre uma reunião dos 3- Minute Warning com a recontratação de Eddie Fatu, no entanto tal apenas se deu num dark match, e Rosey foi despedido em Março de 2006. Fatu acabou por regressar com a gimmick de Umaga.
Assim que a equipa se oficializou quando Rosey já vinha com a outfit completa, ficou concluída a Face Turn. Com esta equipa venceu os títulos Tag Team, até os perder para Lance Cade e Trevor Murdoch e a partir daí começou a equipa a desintegrar-se com Gregory Helms – já que ele acabou por se desmascarar - fartar-se e abandonar Rosey. Finalizando a feud entre os dois parceiros, correram os rumores sobre uma reunião dos 3- Minute Warning com a recontratação de Eddie Fatu, no entanto tal apenas se deu num dark match, e Rosey foi despedido em Março de 2006. Fatu acabou por regressar com a gimmick de Umaga.
Após deixar a WWE, Rosey foi para a All Japan Pro Wrestling
onde utilizava o nome RO-Z e onde prosseguia na divisão Tag Team,
reconquistando mais ouro. Daí para a frente, Rosey esteve sempre activo no
circuito independente passando por companhias como a Great Championship
Wrestling, a BAW Championship Wrestling, a EWF e a Dynamic Wrestling Alliance,
entre outros. Mais contactos houve com a WWE, assim que introduziu os Wild
Samoans no Hall of Fame em 2007 e por essa altura chegou ainda a ter dark
matches no Raw e no Smackdown com o seu nome autêntico. Após esses bem
recebidos combates ainda esteve na OVW por um breve tempo.
Vito
Este já leva uns bons aninhos no negócio e um dos primeiros
trabalhos dele até foi mesmo na WWF em 1991, como Von Krus mas não conseguiram
muito que fazer com ele. De seguida, após passagens por independentes,
conseguiu um lugar na ECW em 1999 como Vito “The Skull” LoGrasso e levando uma
gimmick de gangster. Ainda no mesmo ano, Vito trocou a ECW pela WCW onde
conquistou ambos os títulos Tag Team e o título Hardcore. Com a aquisição da
WCW por parte da WWE, o contrato de Vito não foi continuado. Em 2004, no
entanto, teve uma breve passagem pela TNA com pouca notoriedade. Assim que
finalmente tem lugar na WWE em 2005 é que consegue tornar-se um pouco mais
notável, começando com a equipa com Nunzio, os Full Blood Italians.
A equipa começou como Face mas virou Heel pouco depois, até que começou a storyline bizarra de que lutadores diziam a Nunzio que tinham avistado Vito a andar de vestido. Assim que Vito leva o vestido para o ringue para comprovar o rumor como verdade, a equipa separa-se, os dois enfrentam-se e Nunzio é enviado para a ECW, então brand da WWE. No entanto, a utilização do vestido não foi passageira e tornou-se a gimmick, com os seus maneirismos cómicos e interacção com o público tornando-o Face. A história estendeu-se até vários integrantes no roster – em especial o enojado mas hilariante comentador JBL – começaram a ter problemas com um lutador trabalhar com aquele traje. Tal história deu em “censura” e também numa streak invicta que acabou quando Elijah Burke – agora Pope na TNA – o derrotou. Em Maio de 2007, foi despedido da WWE.
A equipa começou como Face mas virou Heel pouco depois, até que começou a storyline bizarra de que lutadores diziam a Nunzio que tinham avistado Vito a andar de vestido. Assim que Vito leva o vestido para o ringue para comprovar o rumor como verdade, a equipa separa-se, os dois enfrentam-se e Nunzio é enviado para a ECW, então brand da WWE. No entanto, a utilização do vestido não foi passageira e tornou-se a gimmick, com os seus maneirismos cómicos e interacção com o público tornando-o Face. A história estendeu-se até vários integrantes no roster – em especial o enojado mas hilariante comentador JBL – começaram a ter problemas com um lutador trabalhar com aquele traje. Tal história deu em “censura” e também numa streak invicta que acabou quando Elijah Burke – agora Pope na TNA – o derrotou. Em Maio de 2007, foi despedido da WWE.
Após sair, a sua gimmick de vestido estendeu-se até à Deep
South Wrestling até transitar para uma de artes marciais. Vito andou por esta
companhia em 2007 e 2008 e lá conquistou o título Heavyweight. Desde então,
Vito tem andado bookado em independentes na Costa Este dos Estados Unidos ou em
digressões Europeias e também treinando vários jovens.
The Teacher’s Pets
Uma equipa de curta duração que dava mais nas vistas por ter
Michelle McCool como manager. Idol Stevens e KC James eram os nomes que davam
aos indivíduos que se estreavam no Smackdown a ganhar e com McCool a servir de
presente à vista. Uma curta feud com os Campeões Tag Team Paul London e Brian
Kendrick que não resultou em vitória e conquista dos títulos. A equipa de curta
vida foi retirada da TV e mandada de volta para a OVW.
Ora por onde andam estes? Vamos por partes. Idol Stevens é
nada mais nada menos que Damien Sandow. Logo, este não anda longe, já regressou
a casa e com uma das minhas gimmicks favoritas actualmente. KC James andou às
voltas com bons nomes quando regressou à OVW, como Colt Cabana ou Cody Rhodes.
Regressou depois à brand ECW, para ser um jobber nada mais, com o nome James
Curtis. Um dos mais notáveis nomes para quem ele fez o Job é o mítico e
lendário… Braden Walker – sim, é aquele outro que não é o Estrada. Em 2008,
abandonou a WWE e até então encontra-se na International Wrestling Association,
companhia de Puerto Rico.
E foram estes mais uns poucos exemplos que espero que tenham
causado também uma boa reacção, que tenham conseguido um bom resultado no que
diz respeito a recordar e que também tenha sido esclarecedor de alguma potencial
dúvida. A palavra é como sempre entregue a vós que têm o direito e liberdade de
se expressarem quanto ao artigo e quanto aos lutadores em questão, se foram bem
ou mal aproveitados, se têm saudades deles, se se lembravam deles. Como o
espaço de comentários é livre, também podem acrescentar os vossos exemplos.
Como a quantidade de lutadores nesta situação é imensa, ainda sobra para fazer
uma parte 3 e por aí em diante, se assim resultar.
Despeço-me como sempre com cumprimentos e desejos de uma
óptima entrada no Verão,
Chris JRM