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MMA: UFC on FOX 5: Henderson vs Diaz - Antevisão + Pesagens


Com vários eventos marcados, o último mês do ano promete deixar os fãs do UFC empolgados. E o pontapé inicial acontece neste sábado. Mostrando mais uma vez a força económica da parceria com a FOX, o UFC On FOX 5 leva à KeyArena, em Seattle, um card principal com potencial para ser o melhor de 2012.

A luta principal da noite terá Ben Henderson a fazer a sua segunda defesa do cinturão dos leves. O adversário será Nate Diaz, que pretende tumultuar ainda mais a mais equilibrada das categorias.....

Buscando sua segunda vitória consecutiva, o que não acontece desde 2009, Maurício Shogun encara o perigoso sueco Alexander Gustafsson, que luta para trocar o status de prospecto para realidade.

As duas sensacionais lutas principais ainda serão precedidas por outros dois combates electrizantes. O ídolo BJ Penn volta de sua curta aposentadoria para encarar o jovem furacão Rory MacDonald. Também pela divisão dos meio-médios, Mike Swick busca dar sequência após sua doença contra Matt Brown, que salvou-se da degola com três vitórias seguidas.

O card preliminar apresenta sete combates, com quatro deles valendo pela divisão dos leves, e onze norte-americanos entre os catorze atletas que estarão em acção. Ramsey Nijem faz um duelo de leves americanos contra o integrante do TUF 15 Joe Proctor. Na mesma categoria e nacionalidade estão os duelos remanejados do cancelado UFC 151 entre Daron Cruickshank e Henry Martinez, além de Tim Means e Abel Trujillo. Ainda pelo peso leve, Jeremy Stephens e Yves Edward farão o combate que estava agendado para o UFC on FX 5 há dois meses e foi adiado por problemas de Stephens com a justiça.

As demais lutas da noite serão ainda abaixo dos 70 quilos, o que traz a expectativa de um card preliminar disputado em alta velocidade. Raphael Assunção tenta emendar a terceira vitória seguida após descer para o peso galo, agora contra o duríssimo Mike Easton. No mesmo peso, mas vindo de duas derrotas, o ex-desafiante Scott Jorgensen enfrenta John Albert, outro que busca evitar a terceira derrota consecutiva. Já o alemão Dennis Siver, que está próximo do topo da divisão dos penas, enfrenta o americano de origem vietnamita Nam Phan.

O card completo do UFC on FOX 5 é o seguinte

CARD PRINCIPAL

PESO-LEVE - Ben Henderson x Nate Diaz
PESO-MEIO-PESADO - Maurício Shogun x Alexander Gustafsson
PESO-MEIO-MÉDIO - BJ Penn x Rory MacDonald
PESO-MEIO-MÉDIO - Mike Swick x Matt Brown

CARD PRELIMINAR

PESO-LEVE - Yves Edwards x Jeremy Stephens
PESO-GALO - Raphael Assunção x Mike Easton
PESO-LEVE - Ramsey Nijem x Joe Proctor
PESO-LEVE - Daron Cruickshank x Henry Martinez
PESO-LEVE - Abel Trujillo x Marcus LeVesseur
PESO-PENA - Dennis Siver x Nam Phan
PESO-GALO - Scott Jorgensen x John Albert

O evento terá aqui transmissão ao vivo a partir das 19:20 horas do Brasil e 21:20 horas de Portugal  


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Card Preliminar

Yves Edwards (BAH) vs Jeremy Stephens (EUA)

Esta luta deveria ter acontecido no UFC on FX 5, no dia 5 de Outubro, porém foi cancelada em cima da hora por problemas de Stephens com a justiça. Com a remarcação do combate para o próximo sábado (Jeremy substitui o lesionado John Cholish, que lutaria contra Yves), os senhores leitores me permitam uma reprodução do texto que escrevi em 3 de Outubro:

Jeremy Stephens, aos 26 anos, é um veterano do UFC e já lutou com alguns dos melhores atletas da categoria. “Lil’ Heathen” (Pequeno Pagão) venceu Sam Stout, Marcus Davis e Rafael dos Anjos – os dois últimos com a bomba em formato de upper que aparece de vez em quando para salvá-lo de possíveis derrotas – e foi derrotado por Anthony Pettis, Donald Cerrone, Melvin Guillard, Gleison Tibau e Joe Lauzon. Começou nos desportos de combate praticando luta olímpica nos tempos de colégio e faculdade, acrescentando o boxe como sua base na trocação. Atleta perigoso, Stephens está se firmando como porteiro da divisão, perdendo para os tops e vencendo a turma da parte de baixo da tabela. Possui cartel de 20-8, com 14 nocautes e três submissões.

Yves Edwards é um dos camaradas mais rodados no plantel actual do UFC. Cascudo de eventos como WEC, PRIDE, EliteXC, Bellator, além de diversas passagens pelo próprio UFC, Yves é profissional de MMA desde 1997. Possui qualidades interessantes na trocação, com socos e chutes imprevisíveis, além de certa qualidade no clinch e na luta de solo. Seu ponto fraco está no jogo defensivo, com problemas de defesa de submissões e pouco resistente a pancadas, o que pode ser fatal contra um nocauteador como Stephens. Aos 36 anos, o bahamense possui cartel de 41-18-1, com 15 nocautes e 17 submissões. Suas vitórias mais importantes foram sobre Hermes França, Josh Thomson e Cody McKenzie, quando levou os bónus de luta e submissão da noite.

Stephens tem se mostrado um lutador menos impetuoso e mais calculista em seus últimos combates. Esta pode ser a chave para dominar Yves e garantir a vitória. Por outro lado, Edwards deve querer fazer da luta uma batalha na trocação, onde pode correr riscos com a bomba de direita do americano, mas tem mais chances de estabelecer sua boa técnica. A aposta é em uma vitória de Stephens na decisão.

Raphael Assunção (BRA) vs Mike Easton (EUA)

Raphael Assunção era um promissor peso pena nos tempos de WEC, com vitórias sobre Jameel Massouh e Yves Jabouin, além de uma anterior sobre Jorge Masvidal, até ser batido em sequência por Urijah Faber e Diego Nunes. Ensaiou uma recuperação vencendo o fraco LC Davis e estreou no UFC sofrendo um nocaute brutal de Erik Koch. Decidiu descer para o peso galo e venceu os pouco cotados Johnny Eduardo e Issei Tamura. Raphael é faixa preta de jiu-jítsu, com um bem desenvolvido jogo de quedas e também vem mostrando alguma melhora na trocação. Aos 30 anos, o brasileiro encontra-se na melhor fase da carreira, com privilegiado preparo físico e fazendo bom uso de sua experiência. Seu cartel apresenta 17-4, com oito submissões e três nocautes. Ele tem 1,63m de altura, com 1,71m de envergadura.

Raphael terá uma baita pedreira pela frente: o americano Mike Easton, o camarada do calção roxo sem estampas de patrocinadores (que compõe o seu figurino de “The Hulk”, como gosta de ser chamado). Fez carreira no Ultimate Warrior Challenge, onde venceu o campeão do TUF 14 e actual desafiante dos moscas do UFC John Dodson, conquistou o cinturão, o defendeu contra outro integrante do TUF 14, Josh Ferguson, e contra o ex-campeão do WEC Chase Beebe (quando mereceu perder o combate). Mike ficou inactivo por dois anos até assinar com o UFC e detonar Byron Bloodworth com joelhadas no tronco, vencer Jared Papazian em luta excepcional e equilibrada, e, de maneira um pouco mais tranquila, dominar Ivan Menjivar no UFC 148. Seu estilo é de um lutador elétrico, aguerrido e com poder de nocaute muito bom para seu peso. É bom tanto na trocação como no solo, como comprovam suas faixas pretas em jiu-jítsu e taekwondo. Easton tem 28 anos, 1,65m de altura, com 1,80m de envergadura e seu cartel comporta 13 vitórias e uma derrota, quando desistiu por uma lesão no braço. Conquistou quatro nocautes e duas submissões.

Raphael precisa encurtar a distância, tentar dominar no clinch e buscar a queda para trabalhar seu jiu-jítsu visando uma submissão ou pontuar o suficiente para vencer. Mas imagino que Easton consiga impor o seu jogo, negando as tentativas do brasileiro e conseguindo vitória, seja esta por decisão ou nocaute técnico.

Ramsey Nijem (EUA) vs Joe Proctor (EUA)

Americano de origem palestina, Ramsey Nijem participou da 13ª edição do TUF, quando ficou com o vice-campeonato após perder a decisão para Tony Ferguson. Após o término do programa, entre uma e outra contusão que o tem prejudicado, venceu os inexpressivos Danny Downes e C.J. Keith, ocupando uma posição intermediária nesta difícil divisão. Nijem é mais um atleta formado no wrestling universitário, com jogo de quedas e ground and pound interessante, somado a um boxe meio esquisito mas que pode causar danos. Ele vem melhorando na trocação após se juntar à equipe de Chuck Liddell e Glover Teixeira na Califórnia. Este jovem atleta de 24 anos tem 1,80m de altura, com 1,88m de envergadura e cartel profissional de 6-2, com suas vitórias igualmente divididas em nocautes, submissões e decisões.

Joe Proctor também foi revelado no reality show da Zuffa, na 15ª edição, conhecida como TUF Live. Conquistou o direito de entrar na casa com uma guilhotina no primeiro round sobre Jordan Rinaldi e, com mais uma vitória por submissão no round inicial – desta vez por mata-leão –, avançou na chave contra Chris Tickle. Na quarta-de-final não conseguiu impor seu jogo de luta agarrada contra o trocador James Vick, que levou a melhor sobre Joe na decisão dos juízes. No dia da final do evento, conseguiu um bonito nocaute (o primeiro de sua carreira profissional) sobre Jeremy Larsen ainda no round inicial. O estilo de Proctor mescla um wrestling de boa técnica de luta no solo com um muay thai decente. Com 27 anos de idade, Joseph tem dois centímetros a menos de altura e cinco a menos na envergadura que seu oponente, e seu cartel profissional é de 8-1, com metade de suas vitórias por submissões.

Com estilos parecidos, os atletas devem travar um duelo ferrenho pelo controle posicional na grade para buscar a queda. Para Proctor, a trocação pode ser um bom caminho, para explorar as brechas defensivas de Nijem, que deve buscar o solo, impondo sua maior força física. Arrisco uma vitória de Nijem por decisão dos juízes laterais.

Daron Cruickshank (EUA) vs Henry Martinez (EUA)

Convocado para TUF 15 após disputar o cinturão do King of the Cage, conquistar o do Ringside MMA e chegar a assinar um contrato com o Bellator, Daron Cruickshank chegou ao programa com ares de favorito. Após vencer Drew Dober e conquistar seu lugar na casa, a marra acabou tomando conta do rapaz, que, lutando de maneira displicente, sofreu um nocaute brutal para James Vick com uma joelhada precisa quando Cruickshank tentava um double-leg muito esquisito. Conseguiu se recuperar no dia do evento final, dominou Chris Tickle e levou o combate na decisão dos juízes. Daron foi wrestler nos tempos de faculdade, disputou a divisão III da NCAA e ostenta ainda a faixa preta em taekwondo. Está com 27 anos, tem 1,73m de altura e 1,82m de alcance. Seu cartel actual é de 11-2, com seis nocautes e uma submissão.

Henry Martinez iniciou a carreira em pequenos eventos no seu estado natal, o Novo México, e chegou a perder uma luta para Wilson Reis, como peso pena no Bellator. Emendou uma sequência de quatro vitórias e foi convocado pelo UFC para quebrar um galho de meio-médio no UFC 143, contra o imenso e tresloucado Matt Riddle. Fez um papel digno, vencendo o round inicial, equilibrando a luta e perdendo apenas por decisão dividida. Ganhou a chance em sua divisão de origem e derrotou o brasileiro Bernardo “Trekko”, causando sua demissão. Treina na Jackson’s MMA, na cidade de Albuquerque, onde nasceu, e recebeu do líder Greg Jackson a faixa preta em gaidojutsu. Tem um estilo agressivo e incansável nos combates, sendo um atleta difícil de ser derrotado. Está com 29 anos, é três centímetros mais baixo e tem sete a menos na envergadura que seu oponente. Seu cartel de 9-2 inclui quatro vitórias por submissão e duas por nocaute.

Combate com bom potencial e que deve ser bem equilibrado. Num difícil exercício de futurologia, arrisco uma vitória de Martinez por decisão.

Dennis Siver (ALE) vs Nam Phan (EUA)

Após um início irregular no UFC, que chegou a causar sua demissão, Dennis Siver foi recontratado após uma única luta em um evento alemão, país que representa apesar de ter nascido na antiga União Soviética. E desandou a vencer, chegando perto do topo da divisão dos leves, após derrotar Spencer Fisher, Andre Winner, George Sotiropoulos e Matt Wiman em sequência. A caminhada parou em um mata-leão de Donald Cerrone que o derrubou antes com um lindo chute alto. Convencido de que poderia diminuir sua enorme massa muscular para lutar entre os penas, Siver estreou contra o perigoso Diego Nunes, dominando o brasileiro com sua trocação moldada no taekwondo e kickboxing europeu. Seu golpe característico é conhecido no taekwondo como dwi chagi (que, em algum dialecto oriental, deve significar “coice de mula”), um chute rodado que causa estragos na região abdominal do adversário e já lhe rendeu dois cheques de nocaute da noite no UFC. Siver está com 33 anos, tem 1,70m de altura e 1,78m de alcance e cartel profissional de 20-8, com nove submissões e cinco nocautes.

Velho de guerra nas nossas análises de card preliminar, o difícil mesmo é escrever alguma coisa de novo sobre Nam Phan, principalmente porque o rapaz é exactamente o mesmo atleta que perambulou por diversos eventos até desembarcar no TUF 12, chamar um pouco de atenção pela trocação técnica e portfólio variado com faixa preta de jiu-jítsu, karatê e quyen dao (arte marcial vietnamita de trocação) e marrom de judo. Mas a falta de gana e de força física acabam predominando sobre suas qualidades. Após derrotas com performances insossas contra Mike Brown e Jimmy Hettes, teve boa actuação em sua última luta contra Cole Miller, chegando a um cartel de 18-10, com 2-3 no UFC, que poderia ser 3-2, não fosse uma derrota absurda para Leonard Garcia. Phan tem 29 anos, dois centímetros a menos na altura e dois a mais na envergadura que seu oponente.

É muito difícil imaginar que Nam Phan possa achar uma maneira de vencer esta luta, dada a discrepância física e técnica entre os atletas. Talvez se o alemão lutar com algum tipo de enfermidade. Em circunstâncias normais, arrisco que Siver mate a saudade de nocautear alguém com seu coice.

Scott Jorgensen (EUA) vs John Albert (EUA)

Scott Jorgensen era um dos mais importantes atletas da divisão dos galos no extinto WEC, quando este reunia os melhores da categoria. Venceu cinco lutas seguidas, inclusive contra Antonio Banuelos e Brad Pickett, o que resultou em uma disputa de cinturão contra Dominick Cruz, que manteve o título (e conquistou o cinturão inicial do UFC) em grande luta. Com a migração para o UFC, Scott venceu seus dois primeiros combates contra Ken Stone e Jeff Curran e entrou em rota de colisão contra o fenómeno Renan Barão. Em óptima luta, o brasileiro derrotou Jorgensen de maneira categórica, seguindo em direcção ao cinturão, enquanto o americano emendava a segunda derrota, na luta da noite do UFC on FX 3, sofrendo o primeiro nocaute de sua carreira para Eddie Wineland. Ex-wrestler universitário da divisão I da NCAA, Scott é dono de um ritmo alucinante de luta, corajoso e raçudo, possui uma guilhotina poderosa e óptimo preparo físico. Tem 30 anos, 1,63m de altura e 1,68m de envergadura. Seu cartel de 13-6 conta com quatro vitórias por submissão e dois nocautes.

John Albert provavelmente foi escolhido por ser um oponente acessível para a recuperação de Jorgensen. De estilo altamente agressivo, o ex-participante do TUF 14 jamais viu uma decisão em sua carreira profissional, apesar de ter deixado o programa de TV após a derrota para o futuro campeão John Dodson na leitura das papeletas (as lutas do TUF não constam no cartel profissional dos atletas). Formado em karatê e taekwondo, praticou luta olímpica no colégio, mas sem muita profundidade. O “Príncipe” tem 26 anos, dez centímetros a mais na altura e doze a mais na envergadura que Scott. Seu cartel é de 7-3, com 1-2 no UFC, com quatro vitórias por nocautes e três por submissão, com todas as derrotas por finalização.

Apesar da fase difícil, Jorgensen é talentoso e deve conseguir uma vitória. E, para manter a tradição de Albert, será em uma guilhotina.

Tim Means (EUA) vs Abel Trujillo (EUA)

Tim Means é um peso leve promissor e provavelmente chegou ao UFC no melhor momento possível, com vinte lutas no currículo e com o corpo muito bem adaptado ao peso, após transitar pelas duas divisões imediatamente acima. Estreou no UFC dominando o brasileiro Bernardo “Trekko” e emendou com um nocaute avassalador sobre Justin Salas, quando aplicou seguidos knockdowns diante da passividade do árbitro Chris Adams – Means bateu mais que o necessário para que a luta fosse encerrada. Aos 28 anos, tem 1,88m de altura e 1,91m de alcance, e um cartel profissional de 18-3-1, com 16 vitórias e um empate nas últimas 18 lutas. Com sua trocação agressiva e mão pesada, Tim levou a nocaute treze de seus adversários.

Means receberá o novato Abel Trujillo, atleta da Blackzilians, equipe de Rashad Evans, Alistair Overeen, Jorge Santiago, entre outros. Wrestler universitário, disputou a liga NAIA nos quatro anos de ensino superior e em todos foi escolhido “All-American”, lutando pela William Penn University. Forte e dono de mãos pesadas, está em uma sequência de quatro vitórias consecutivas que lhe valeram o convite para o UFC, mas ainda não enfrentou nenhum lutador de bom nível em sua carreira. Trujillo está com 29 anos, tem 1,72m de altura e 1,79m de envergadura. Apresenta 9-4 em seu cartel, com três submissões e dois nocautes, todos no primeiro round.

Tim Means deve buscar a trocação, enquanto Abel deve evitá-la e procurar levar o combate para o solo, utilizando-se de sua experiência na luta olímpica. Means teve actuações melhores em sua carreira e deve conseguir a vitória, provavelmente por nocaute.

Card Principal

Benson Henderson (EUA) vs Nathan Diaz (EUA)

Desde que se credenciou para disputar o cinturão, vindo de três excelentes vitórias no UFC contra Mark Bocek, Jim Miller e Clay Guida, Henderson envolveu-se em duas guerras contra Frank Edgar. Venceu a primeira no Japão, numa luta sensacional, mas recebeu uma ajudinha dos juízes camaradas na revanche, disputada no UFC 150.

O actual campeão dos pesos leves cresceu muito desde a derrota para Anthony Pettis, na histórica noite final do WEC. A cada luta, Henderson mostrou que era um lutador completo. Desde jovem revezando-se entre taekwondo e wrestling, ele hoje possui também um sólido jiu-jítsu, tanto no âmbito ofensivo quanto no defensivo (ele é o número um na estatística de defesas de submissões). O resultado é um lutador completo, muito bom na trocação, no clinch, nas quedas e no chão, por cima ou por baixo, no ground and pound ou no controle posicional e busca de submissões, o que lhe possibilita adaptar o plano de jogo de acordo com o adversário e a situação.

Ben tem 29 anos, 1,75m de altura e 1,78m de envergadura. É fisicamente um dos pesos leves mais fortes do mundo, um meio-médio apertado em 70 quilos na pesagem (marca atingida com enorme sacrifício). Seu cartel actual é de 17-2 (5-0 no UFC), com oito vitórias por submissão e dois nocautes. Ele disputou a luta do ano de 2009 (contra Donald Cerrone), de 2010 (contra Anthony Pettis) e chegou perto em 2011 (contra Clay Guida).

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Irmão mais novo de Nick (e pouco menos maluco), Nate resolveu voltar aos pesos leves depois dos atropelamentos sofridos por Dong-Hyun Kim e Rory MacDonald. Ele então emendou três triunfos contra oponentes de renome, sempre dominando-os amplamente. Takanori Gomi foi finalizado no primeiro round, enquanto Cerrone e Jim Miller não conseguiram se desvencilhar da armadilha do boxe lango-lango. Nas três lutas, dois bónus de submissão da noite e uma de melhor luta (contra Cerrone).

O pupilo de Cesar Gracie foi graduado com a faixa preta de jiu-jítsu no primeiro semestre de 2012 (e comemorou o feito guilhotinando Jim Miller), mas é no boxe que ele se apoia para construir suas vitórias. Um boxe estranho, é verdade, com socos vindos de posições pouco ortodoxas, mas com enorme precisão e um volume inacreditável. Nate possui dificuldades em lidar com o clinch e em evitar quedas, mas possui uma das guardas mais ofensivas do MMA actual.

Dois anos mais jovem que o campeão, Nate tem 1,83m de altura e dez centímetros a mais na envergadura. Seu cartel actual é de 16-7, com 11-5 no UFC. Onze vitórias foram obtidas por submissão, além de mais três por nocaute e duas por decisão, modo em que perdeu seis duelos. Além do irmão Nick, Nate costuma dividir os treinos com Gilbert Melendez e Jake Shields, dentre outros.

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Como o combate possui um ponto táctico de bem fácil suposição, o grande desafio para o campeão será encurtar a distância, visto que sua superioridade no clinch e nas quedas é gritante. Caso Henderson consiga grudar, provavelmente irá punir o desafiante contra a grade e jogá-lo ao solo, onde prosseguirá com a sessão de socos curtos e cotoveladas. Ainda que a guarda de Diaz seja neurótica, Henderson é tão flexível que torna-se quase “infinalizável”.

Se a luta agarrada é o caminho para Henderson vencer, uma barreira terá que ser superada para tanto. Entrar no olho do furacão do boxe dos irmãos Diaz sem deixar a luta descambar para a pancadaria desvairada é tarefa das mais complexas, principalmente para alguém que não terá vantagem na envergadura, como será o caso de Benson. Para evitar problemas, Henderson deverá lançar mão de seus poderosos chutes baixos que tanto maltrataram Edgar (e Cerrone chegou a incomodar Diaz).

Na disputa sobre quem vai impor sua vontade, a mais diversificada técnica de Henderson deve prevalecer. O campeão deverá conseguir encurtar a distância, derrubar, sufocar e martelar no ground and pound até alcançar mais uma vitória por decisão.

Maurício Rua (BRA) vs Alexander Gustafsson (SUE)

O dínamo que parecia ser capaz de destruir qualquer ser humano que ousasse bater 93 quilos e confrontá-lo num ringue não existe mais. Desde que migrou das permissivas regras do PRIDE para as Regras Unificadas de Conduta do MMA e passou também a se envolver com contusões sérias, Shogun entrou numa montanha-russa de actuações e resultados. Ainda assim, provando sua grandeza, conquistou o cinturão do UFC.

As actuações fracas perante Mark Coleman, Jon Jones, Forrest Griffin e Brandon Vera se misturaram com grandes combates como os diante de Chuck Liddell, Dan Henderson, Lyoto Machida e a revanche contra Griffin. O muay thai repleto de pisões e tiros de meta de outrora hoje se confia mais nos socos e nos chutes baixos. A guarda eficiente de faixa preta de jiu-jítsu continua lá, embora pouco utilizada. O coração consegue ser ainda maior que o talento, mas o preparo físico… Esta é a grande incógnita de Shogun nos dias de hoje.

Aos 31 anos, o ex-garoto prodígio do PRIDE tem 1,85m de altura e 1,93m de alcance. O cartel de 21-6 abriga uma incrível taxa de 86% de nocautes, enquanto as derrotas dividem-se igualmente em nocautes, submissões e decisões. Shogun hoje é treinado pelo amigo André Dida na Universidade da Luta, academia que fundou com o irmão Murilo Ninja.

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Diferentemente de Shogun, Gustafsson encontra-se em sua melhor fase na carreira. Também diferentemente de Shogun, faltam oponentes de peso no resumo do sueco. Depois de ser dominado pelo grappling de Phil Davis, Alex emendou cinco triunfos consecutivos, mas um cansado Thiago Silva foi seu maior desafio.

Considerado por alguns como um possível oponente para Jon Jones no futuro, por causa de suas dimensões avantajadas, Gustafsson possui no boxe sua maior arma. Apesar de ser muito alto, ele se movimenta lateralmente com facilidade, dificultando a tarefa dos oponentes de acertá-lo. Depois que passou a treinar na mesma Alliance MMA de Phil Davis e Brandon Vera, o sueco aproveitou a parceria do líder Eric Del Fierro com o mestre de jiu-jítsu Lloyd Irvin e recebeu a faixa roxa da arte suave, o que deve lhe garantir mais malandragem no jogo de solo, algo que faltou demais contra Davis.

Com 1,94m de altura e 1,96m de envergadura, Gustafsson tem apenas 25 anos. A derrota para Davis foi a única em 15 lutas. De suas vitórias, nove vieram por nocaute e duas das três submissões ocorreram no UFC, depois que ele passou a treinar com Irvin.

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Este combate é outro relativamente fácil de prever o andamento. Como Gustafsson não é desajuizado o suficiente para trocar com Shogun na curta distância, tão pouco habilidoso o suficiente para levar o brasileiro ao solo, resta ao sueco apostar no mesmo plano que rendeu a vitória contra Thiago Silva em Abril, mesclando jabs, diretos, ganchos e uppers com muita, mas muita movimentação lateral e entrada e saída do raio de acção do oponente.

A luta na curta distância será o prato preferido de Shogun no combate. O brasileiro pode encurtar usando suas temidas sequências de golpes em linha andando para frente ou lançando chutes na perna e no corpo de Gustafsson, cortando sua movimentação. Caso consiga, o curitibano poderá dominar a trocação no pocket e nocautear o rival, ou até mesmo derrubá-lo e pegá-lo numa chave ou estrangulamento. Porém, para azar da torcida brasileira, o mais provável é que Gustafsson consiga êxito nos contra-golpes, canse Shogun e leve uma vitória depois de quinze duros minutos.

Rory MacDonald (CAN) vs BJ Penn (EUA)

O jovem canadense sempre foi talentoso, mas sua vida mudou depois da dolorida derrota para Carlos Condit. A sete segundos de vencer o ex-campeão do WEC por pontos, MacDonald acabou vendo o árbitro parar a luta para protegê-lo do selvagem ground and pound de Condit. Rory então mudou-se para a Tristar Gym, passou a treinar com Georges St- Pierre e posicionou-se como um dos melhores do mundo em sua categoria.

No combate seguinte, depois de superar uma contusão no joelho, MacDonald aplicou um vareio daqueles em Nate Diaz, abusando das quedas e do ground and pound (Rory chegou a emendar três suplexes em sequência, lançando Diaz pelos ares como se fosse um boneco de trapo). Nas duas lutas depois, nocauteou Mike Pyle e Che Mills com um ground and pound em que cada golpe parecia ser o definitivo.

Fruto da nova geração de lutadores que já iniciaram o treinamento no MMA, MacDonald tem um estilo versátil, amparado em seu avantajado porte físico de 1,83m de altura e 1,94m de envergadura, e baseado no amigo e ídolo GSP. A cara de nerd esconde um lutador agressivo que ostenta cartel de 13-1, 4-1 no UFC, e 92% de finalizações (seis nocautes e seis submissões).

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O melhor lutador de primeiro round da história mostrou esta faceta em suas duas últimas apresentações. Em Fevereiro de 2011, Penn surpreendeu Jon Fitch usando o wrestling para encurralá-lo, exactamente o que se imaginou que Fitch faria. Porém, Penn cansou e cedeu espaço para o rival, que venceu o segundo round e passou o carro no terceiro. Devido à greve de 10-8 que os juízes costumam fazer, a vitória de Fitch acabou virando um empate. Em seguida, contra Nick Diaz, mais um bom começo foi por água abaixo, desta vez tornando-se saco de pancadas para o boxe do amalucado oponente.

O lutador corajoso, que enfrentou Lyoto Machida com uma desvantagem de quase trinta quilos, dono de um talento natural ímpar, deu lugar a uma incógnita. Ninguém sabe como Penn vai se apresentar. Quando sobe ao octógono com “barriga de verme”, dá a certeza a todos que uma noite ruim está por vir. Por outro lado, quando está motivado, é capaz de destruir seus oponentes com seu boxe de alto nível técnico e o jiu-jítsu que lhe valeu o primeiro título mundial de um não-brasileiro.

Contando os oito meses de “aposentadoria”, Penn não vence uma luta desde novembro de 2010, quando encerrou a trilogia contra Matt Hughes mandando o rival para a vala em menos de meio minuto. Nos últimos três anos, BJ tem três derrotas, um empate e uma derrota, o pior retrospecto de sua vitoriosa carreira. Aos 33 anos, o Prodigy tem cartel de 16-8-2, com 12-7-2 no UFC. Junto com Randy Couture, Penn é o único a ter conquistado o cinturão do UFC em duas categorias de peso diferentes (em seu caso, meio-médio e leve).

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Uma luta em TV aberta contra uma das maiores lendas da história do MMA era tudo que MacDonald precisava para se estabelecer definitivamente como parte da elite dos meio-médios.

Muito maior do que Penn, tanto na altura quanto na envergadura, MacDonald poderá usar seu boxe e movimentação para conter um possível forte início do havaiano, pressioná-lo contra a grade, minar sua resistência e conduzi-lo ao chão, abrindo espaço para um implacável ground and pound, exactamente como fizera GSP contra o mesmo Penn no UFC 94. O resultado também não deve ser diferente: vitória do canadense por nocaute técnico na metade final da luta.


Mike Swick (EUA) vs Matthew Brown (EUA)

Fruto do lendário plantel do TUF 1, quando era um gorducho meio-pesado, Swick encontrou-se como meio-médio, categoria natural para seu corpo. Na actual categoria, emendou uma série de quatro vitórias e chegou a disputar um title eliminator contra Dan Hardy. Apesar do favoritismo, acabou sucumbindo diante do inglês, foi brutalmente finalizado por Paulo Thiago em sequência e acabou lutando contra uma séria doença estomacal por dois anos.

O retorno triunfal aconteceu contra DaMarques Johnson quando muitos nem lembrava mais que Swick existia. Ele superou um momento de dificuldade no round de abertura para conquistar o nocaute da noite do UFC On FOX 4 no segundo round. Dono de punhos velozes que lhe valeram o apelido de “Quick” (“Rápido”), Swick é um bom kickboxer com contragolpes precisos e quedas decentes.

Swick tem 33 anos, 1,85m de altura e 1,96m de envergadura. Integrante da forte American Kickboxing Academy, ele tem cartel de 15-4, com 10-3 no UFC (sua única derrota anterior foi o nocaute contra Chris Leben, nos primeiros tempos do WEC pré-Zuffa). Mike nocauteou em oito lutas e finalizou mais três. Além do nocaute para Leben, sua única derrota antes do fim do tempo regulamentar foi o katagatame de Paulo Thiago.

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Com a canetinha nervosa do director de RH da Zuffa a postos para demiti-lo, Brown salvou seu emprego com três vitórias seguidas. Mais importante do que os resultados, porém, foram as actuações. Contra Chris Cope, Stephen Thompson e Luis Beição, o Imortal deixou de lado o estilo muito empolgante e pouco inteligente de trocar pancadas ao léu e passou a actuar de modo inteligente, adaptado ao estilo do oponente, negando-lhe seus pontos positivos (em que pese a menor qualidade de Cope e Beição em comparação a Swick).

Faixa marrom de judo, Brown passou a se dedicar aos treinos de jiu-jítsu para tapar o buraco mais bizarro de seu jogo – ele foi finalizado nove vezes em suas onze derrotas. Na luta em pé, suas maiores armas são as joelhadas e cotoveladas no clinch, que fazem companhia a um violento ground and pound quando consegue cair em posição de vantagem no chão. Nas últimas apresentações, vem mostrando mais eficiência nas quedas, o que acaba facilitando seu trabalho.

Com o emprego fora de risco, Matt subirá ao octógono com 31 anos, 1,83m de altura e 1,93 de alcance. Seu cartel, que chegou quase a ficar empatado em vitórias e derrotas, hoje é de 15-11, com 8-5 no UFC. O atleta da AMC Pankration conquistou oito vitórias por nocaute e mais cinco por submissão. Brown jamais foi nocauteado na vida, mas parece curtir cair num estrangulamento.

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Caso Swick comece mal como fez contra Johnson, poderá pagar caro diante do “novo” Brown. Por outro lado, caso Matt volte a enlouquecer no octógono, ficará à mercê de um bote do rival, que poderá derrubá-lo e transicional para uma submissão. E é exactamente isto deve acontecer no segundo round.

Antevisão original de MMA-Brasil e Globo.com

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 A entrevista coletiva oficial do 'UFC: Shogun x Henderson' deu a prévia do que seria a pesagem do evento nesta sexta-feira, em Seattle. Com Nate Diaz mantendo sua postura provocadora diante do campeão Ben Henderson, e BJ Penn e Rory MacDonald não escondendo a rivalidade criada pelas declarações do canadense sobre o havaiano, as encaradas foram tensas e marcaram o último evento antes do torneio.

A encarada mais esperada do evento, entre BJ Penn e Rory MacDonald aconteceu logo após o havaiano confirmar estar dentro do limite dos meio-médios. Sendo ovacionado pelos fãs presentes à KeyArena, Penn não tirou os olhos do rival, e após descer da balança, foi se aproximando lentamente do canadense, que não recuou. Dana White precisou ficar entre os dois para evitar qualquer contato físico.

Já Nate Diaz protagonizou um momento confuso. Estreante em disputas de títulos, o mais novo dos irmãos Diaz ficou a cerca de 300g do limite da categoria dos leves. Ele pareceu estar satisfeito, até ser informado que teria que perder esse excesso, uma vez que, em disputas de cinturão, não existe a tolerância de uma libra no limite de peso (cerca de 0,455kg).

Diaz teve de se pesar sem roupa, e ainda ficou a 200g do limite. Apenas 40 minutos após a pesagem, na terceira tentativa,  ele conseguiu bater o peso. Na encarada, Diaz manteve a postura de colocar as mãos quase no rosto de Ben Henderson, que foi ovacionado pelos fãs ao subir para a pesagem com a camisa de Gary Payton, um dos maiores ídolos do Seattle Supersonics, time de basquete local da NBA nos anos 80 e 90.

- Se ele pesar 156 ou 155 libras, ele ainda será o segundo melhor lutador peso-leve no mundo, e eu vou bater nele, não importa o quanto ele pese - disse o campeão após a pesagem.

O brasileiro Maurício Shogun não teve problemas para bater o peso, e está pronto para encarar o sueco Alexander Gustafsson na luta que garantirá ao vencedor a disputa do cinturão dos pesos-meio-pesados do UFC contra o vencedor da luta entre o campeão Jon Jones e Chael Sonnen.

A pesagem do "UFC: Henderson x Diaz" teve mais alguns momentos curiosos. Mais uma vez, o alemão Dennis Siver precisou ficar nu para bater o peso dos pesos-pena. As primeira encaradas mais acaloradas aconteceram entre Abel Trujillo e Marcus Levesseur e Joe Proctor e Ramsey Najeem. O brasileiro Raphael Assunção também não bateu o peso dos galos, e nem tentou se pesar com a sunga. Mesmo sem roupa, Assunção ainda ficou acima do limite. Na segunda tentativa, minutos após a pesagem, o brasileiro atingiu o limite de 70,3kg, evitando ter parte de sua bolsa revertida para seu adversário, o americano Mike Easton.

Quem mais ficou acima do peso foi Henry Martinez, que se apresentou cerca de 1,7kg acima do peso dos leves. O lutador desistiu de tentar perder o excesso de peso que apresentou, e teve parte de sua bolsa revertida para Daron Cruickshank. Por outro lado, Yves Edwards mostrou que não sentiu qualquer dificuldade de atingir os 70,3kg da categoria, e entrou para a pesagem comendo um chocolate. Na encarada a Jeremy Stephens, Edwards posou para as fotos com o chocolate na boca, provocando risos dos presentes.

Eis os resultados completos das pesagens

CARD PRINCIPAL

LEVE (até 70,3kg) - Ben Henderson (70,13 kg) x Nate Diaz (70,3 kg)
MEIO-PESADO (até 93kg) - Maurício Shogun (93 kg) x Alexander Gustafsson (93,17 kg)
MEIO-MÉDIO (até 77,1kg) - BJ Penn (76,29 kg) x Rory MacDonald (77,20 kg)
MEIO-MÉDIO (até 77,1kg) - Mike Swick (77,11 kg) x Matt Brown (77,20 kg)

CARD PRELIMINAR

LEVE (até 70,3kg) - Yves Edwards (70,31 kg) x Jeremy Stephens (70,67 kg)
GALO (até 61,2kg) - Raphael Assunção (61,70 kg)  x Mike Easton (61,24 kg)
LEVE (até 70,3kg) - Ramsey Nijem (70,49 kg) x Joe Proctor (70,13 kg)
LEVE (até 70,3kg) - Daron Cruickshank (70,31 kg) x Henry Martinez (72,03 kg) *
LEVE (até 70,3kg) - Abel Trujillo (70,49 kg) x Marcus LeVesseur (70,49 kg)
PENA (até 65,8kg) - Dennis Siver (66,2 kg) x Nam Phan (65,95 kg)
GALO (até 61,2kg) - Scott Jorgensen (61,3 kg) x John Albert (61,69 kg)

* Desistiu de tentar atingir o limite de peso da categoria e teve 20% de sua bolsa revertidos para Daron Cruickshank.

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