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Polêmica: The Undertaker deveria se aposentar


The Undertaker é uma figura pop nos dias de hoje. Não há quem não se emocione nas épocas de abril quando o Morto entra em ringue, caminhada marcada pelo ambiente tenso que se cria em torno de um dos maiores da história da luta-livre. Mas, após décadas, está na hora de parar. O Deadman deve se aposentar!

O pro wrestling é um esporte de alto desempenho. Lutadores combatem diariamente em busca de uma vida rica, mas, sobretudo para cumprirem seus sonhos pessoais de terem sucesso na modalidade. Muitos deles, os quais já atingiram tal marca, encontram-se em patamares ou condições diversas que os permitem repousar.

Neste grupo, dividem-se os part-timers, lutadores que combatem sem data específica, ainda que atrelados a eventos PPV.

Pode-se dizer que Chris Jericho e Brock Lesnar enquadram-se nestes exemplos. Jericho usualmente é visto em torno de seis meses no ano, enquanto Lesnar surge para ao máximo três lutas anuais, muito pela limitação prescrita em seu contrato.

Nos dias de hoje, são figuras importantes para suprir restrições de qualidade em  shows, para suplantar e por hora ajudar na evolução de lutadores ruins ou sem a aposta cabível.

The Undertaker sequer pode ser chamado de part-timer. Ele não pode sequer ser citado como alguém que tem aparições ocasionais.

É uma vergonha que, em pleno ano de 2013, pela ineficiência em criar grandes estrelas, fique-se a carecer de um titã da modalidade para se fazer presente uma mísera vez por ano e, ainda assim, obter os main events do evento máximo da empresa.

Mesmo que nos apresente condições físicas e que, como um relógio, desperte sempre MOTYCs, é hora de dizer chega!

Beirando seus cinquenta anos, Mark Calaway é modelo de persistência e resistência física. É sobrenatural a sua saúde para combater. Quase como se estivéssemos a ver um jovem de vinte e cinco anos, experiente, com tudo o que se necessita para ser uma estrela, uma máquina que executa com perfeição tudo o que faz.

Um ator sem precedentes para uma personagem inédita que o destaca perante os olhos de fãs. Um mestre em contar histórias dentro dos ringues e fazer multidões suspirarem diante da possibilidade de sua invencibilidade acabar. Ele é, perante muitos, a única razão para excitação diante da Wrestlemania, que permeia trinta anos no ar como o show dos imortais.

Qualquer um que associa seu nome ao santo gral dos esportes-entretenimento merece nosso apreço.

E esse apreço é o de zelar. A máquina de Undertaker não funcionará por muitos anos, já que a cada vez que se sobrepuja e deposita seu corpo e retidão física em temeridade, degrada-se; diminuindo-se anos pela frente.

Quanto tempo terá perdido pela Hell in a Cell match com Triple H?

Preparação física não é o suficiente para manter-se voando sobre a última corda num pseudo-sonho de ainda ser garoto. Ele já não é púbere.

Ponderando isto, é caso de valer-se que enquanto estiver mostrando o seu máximo nível, ainda tem a porta aberta para poder sair de cabeça erguida.

Qualquer ser humano que tenha sanidade mental deseja que ele tenha sua merecida retirada em grande, entretanto a cada contenda que se passa os trabalhos mantém-se apenas sendo usados para denotar importância para um PPV.

Entendo que pelo respeito que ostenta, é natural que a palavra de retirada venha diretamente de seus lábios. E é por isso que sempre que sair ovacionado sentirá ainda mais o desejo, ou orgulho de dar mais um grande momento aos fãs.

A isto se chama irresponsabilidade.

Em 2010 tivemos o que deveria ter sido sua despedida.

Undertaker VS. Shawn Michaels foi talvez uma ópera cantada por dois maestros. Era como se cada golpe soasse com som de perfeição diante da retirada do Heartbreak Kid.

Michaels, apesar de ter mais de quarenta e cinco anos, soube o momento perfeito e usou do ambiente a seu favor para oxalá o maior momento do wrestling em todos os tempos.

Sua carreira teve um ponto final digno e que, entretanto não desgastou sua imagem sólida de um showman e performer lendário.

Já lá se vão três anos e após três novas Wrestlemanias, ainda se procura o que Undertaker apresentou frente a Triple H e CM Punk. Foram disputas de qualidade e a isto não se pode opor, mas há de se dizer que foram encontros vazios. Encontros em que nada de novo foi constatado. Se com Michaels, ele pôde dar uma dream match após décadas de seu primeiro encontro, com Hunter e Punk ele esteve apenas a preencher card.

O saldo foi zero e benefício algum houve.

Talvez devêssemos olhar para o lado do wrestling na WWE, ainda soberana com seus ratings bons e sólidos e um mercado constante. Neste momento, o Deadman já não é mais peça fundamental. Temos muitas novas estrelas a surgir e muitas delas partem do mercado independente, que por muito tempo esteve como que recolhido devido ao prestígio fraco que tinha frente aos oficiais da empresa.

O que temos para o Deadman são fãs que veem nele um herói como que se estivesse a lutar para salvar um evento e o ano. Mas não. A Wrestlemania precisa aprender a viver sem seu Rei e criar novos nomes.

Todos colocam The Rock como o vilão que tira jovens estrelas do main event. Talvez seja verdade. Mas não acariciem a figura gélida de alguém que já deu o que tinha de dar.

Por tudo o que fez merece o seu descanso. De nada adianta trazer performances esplendidas se elas não tiverem objetivo.

A verdade é que se ele tivesse se retirado em 2010, as Wrestlemanias 27, 28 e 29 teriam corrido muito melhor. Suas prestações nestes três anos não afetaram em nada e são como que pão e circo para o telespectador.

A sua falta será sentida, mas é melhor assim do que estares a ser supérfluo.

Sempre terás um lugar guardado no topo, como o melhor de sempre.

REST IN PEACE.




Pretendo na edição do próximo final de semana discorrer sobre o seguinte tema: “Vince McMahon é o maior gênio que já existiu!”

Fiquem bem e até para a próxima semana.

P.S.: Eu dizia isso já no mês de abril, mas só não abriu os olhos quem não quis: http://wrestlingnoticias.blogspot.pt/2013/01/polemica-total-nonstop-bullshit.html



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