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MMA: UFC Fight Night 35: Rockhold x Philippou - Antevisão + Pesagens


Depois de abrir a temporada 2014 na Ásia, o UFC retorna nesta quarta-feira à América para montar seu octógono na arena do Gwinnett Center, em Duluth, nos arredores de Atlanta. Na luta principal, o UFC Fight Night 35 traz um confronto entre os pesos médios Luke Rockhold e Constantinos Philippou, dois integrantes do top 10 da categoria que precisam se recuperar de derrotas recentes....

A luta coprincipal do evento também pode mexer no ranking dos médios. Com cinco vitórias consecutivas, Brad Tavares medirá forças com Lorenz Larkin, que se recuperou da única derrota em seu retrospecto profissional com uma boa vitória sobre Chris Camozzi.

Outros interessantes duelos ocuparão o card principal na quarta-feira. Pela divisão dos galos, os prospectos que integram a lista dos 10 melhores TJ Dillashaw e Mike Easton se enfrentam. Voltando aos médios, o medalhista olímpico Yoel Romero bate de frente com Derek Brunson. Já entre os moscas, o confronto engloba o ex-desafiante John Moraga e Dustin Ortiz. Esta parte do evento abre com o duelo entre os penas Cole Miller e Sam Sicilia.

 O card completo do UFC Fight Night 35 é o seguinte:

CARD PRINCIPAL

Peso-médio: Luke Rockhold x Costa Philippou
Peso-médio: Lorenz Larkin x Brad Tavares
Peso-galo: TJ Dillashaw x Mike Easton
Peso-médio: Yoel Romero x Derek Brunson
Peso-mosca: John Moraga x Dustin Ortiz
Peso-pena: Cole Miller x Sam Sicilia

CARD PRELIMINAR


Peso-leve: Ramsey Nijem x Justin Edwards
Peso-leve: Isaac Vallie-Flagg x Elias Silvério
Peso-médio: Trevor Smith x Brian Houston
Peso-mosca: Alptekin Ozkilic x Louis Smolka
Peso-leve: Vinc Pichel x Garett Whiteley
Peso-leve: Charlie Brenneman x Beneil Dariush

O evento terá aqui transmissão ao vivo a partir das 19:00 horas do Brasil e 21:00 horas de Portugal 

------------------------------------------- Antevisão------------------------------------------

Luke Rockhold (EUA) vs Constantinos Philippou (CYP)

O sujeito que chegou no UFC trazendo o último cinturão dos médios do Strikeforce levou um baque tremendo em sua estreia no octógono. Depois de bater Ronaldo Jacaré e Tim Kennedy na extinta organização, Rockhold entrou no UFC como top 10, mas tombou violentamente perante um dos chutaços de Vitor Belfort que fizeram estrago em 2013.

Assim como o oponente, Philippou também chegou a ser visto com bons olhos entre os médios, invadindo o top 10 depois de cinco vitórias consecutivas. Quando colocou seu nome entre os postulantes ao cargo de desafiante, viu sua até então sólida defesa de quedas simplesmente ruir diante de Francis Carmont, que o deixou quase quinze minutos de costas para o chão, indefeso e inofensivo, mostrando que os treinos nas academias de Matt Serra e Renzo Gracie ainda estão longe de representar o nível de qualidade exigido para um top 10.

A abordagem de quedas incessantes de Carmont dificilmente será vista neste confronto, o que leva a crer que Rockhold e Philippou protagonizarão alguns belos momentos de trocas de golpes em pé. O lutador da American Kickboxing Academy é mais versátil e tem nítida vantagem na envergadura, mas a experiência no boxe do cipriota lhe deu fluência no jogo de pernas e no lançamento de combinações que podem deixar o americano em perigo, principalmente nos momentos em que Luke deixa suas mãos muito baixas, o que não é raro num combate – foi num destes momentos que Belfort mandou Rockhold para as profundezas da vala jaraguaense.

O que pode pegar para o europeu companheiro de Chris Weidman na Serra-Longo Fight Team é o poder de nocaute um tanto limitado. Isto se agrava se considerarmos que Rockhold tem uma boa capacidade de absorver golpes. E ainda que o americano não tenha o mesmo nível de quedas de Carmont, ele é plenamente capaz de mudar o panorama do combate caso a troca de socos e chutes esteja sendo prejudicial à sua performance. Sendo assim, Rockhold deve obter a vitória no fim das contas, seja por decisão ou até mesmo pegando Philippou em seu característico mata-leão depois da metade da luta.

Bradley Tavares (EUA) vs Lorenz Larkin (EUA)

Philippou e suas cinco vitórias seguidas saem de cena. Entra Tavares, com quatro triunfos consecutivos no UFC e seis em sete apresentações no octógono. Em seu último compromisso, uma sólida dieta de chutes baixos fez Bubba McDaniel ter muita dificuldade de se locomover e até mesmo manter uma base.

Larkin, bem como Tavares, só tem uma derrota oficial em seu cartel (o nocaute sofrido diante de “King” Mo Lawal virou no contest depois que o ex-campeão do Strikeforce foi pego no antidoping), também ocorrida no UFC, quando ele saiu controversamente do lado negativo de uma decisão contra Carmont, numa luta em que pouco fez ofensivamente para mudar a cabeça dos juízes. No confronto seguinte, a versatilidade no kickboxing voltou e Lorenz superou Camozzi.

Uma das principais críticas a Tavares, se não a maior, é a monotonia de suas apresentações. Ele até é um sujeito de recursos, mas não curte muito misturá-los num mesmo combate. Dá a impressão que ele entra numa luta com um plano A e, como não precisou mudar, segue assim até o fim. Porém, a habilidade de Larkin provavelmente obrigará o havaiano a se mexer.

Tavares até tem condição de atuar como um wrestler, explorando a maior deficiência de Larkin, mas o que faz este confronto tender a ser interessante é o fato de este não ser o principal argumento técnico de Brad. Sendo assim, aquela conversa de jabs e chutes baixos provavelmente logo serão engolidas pelas combinações versáteis de Larkin. Neste momento, veremos se finalmente Tavares conseguirá mudar o plano de jogo caso encontre problemas. Se não conseguir, sairá derrotado por decisão. E esta é a aposta.

Tylor Jeffery Dillashaw (EUA) vs Michael Easton (EUA)

Vice-campeão do TUF 14, Dillashaw poderia estar curtindo uma bela campanha de cinco vitórias seguidas no UFC se não fossem os juízes de Barueri, que viram vitória de Raphael Assunção quando o lutador da Team Alpha Male havia sido o melhor em dois rounds. Apesar do resultado negativo, TJ ainda deve ser visto como um forte nome na categoria.

Quem também teve moral semelhante nos pesos galos foi Easton, que abriu 3-0 no UFC, incluindo uma dominante vitória sobre o até então top 10 Ivan Menjivar. Porém, as contusões começaram a dar as caras e a inatividade cobrou o preço. Desde julho de 2012, o Hulk somente lutou duas vezes, tombando diante de Assunção, quando não teve resposta aos contragolpes do brasileiro, e de Brad Pickett, que imprimiu seu conhecido ritmo forte. Em ambas as lutas, Easton foi capaz de manter o mesmo nível de apresentações anteriores.

Caso os dois lutadores mostrem bom ritmo, principalmente Easton, este combate é candidato a melhor da noite. Mike já foi visto como mais versátil, sendo capaz de dominar todos os aspectos do jogo, mas Dillashaw faz frente no preparo físico e é um wrestler superior. Na troca de golpes, TJ é mais um Alpha Male a angariar recursos do técnico Duane “Bang” Ludwig, ganhando um bom jogo de pernas e desenvolvendo o poder de nocaute que destruiu Hugo Wolverine. Hoje, portanto, pode-se dizer que os dois lutadores mostram ótimos níveis técnicos em pé, nas transições e no chão.

O cidadão que conseguir primeiro impor sua estratégia terá uma grande vantagem. O lado interessante é que há recursos de sobra de ambos os lados para que os fãs se deleitem com um duelo variável, ora com o domínio de um, ora com o de outro. No fim das contas, Dillashaw deve sair vencedor de uma guerra decidida pelos juízes.

Yoel Romero Palacio (CUB) vs Derek Brunson (EUA)

Romero é mais um empolgante lutador deste card, ainda que seu caminho futuro não seja dos mais longevos. Aos 36 anos, seu cartel é de apenas 6-1, mas já possui duas lutas no UFC, quando aniquilou Clifford Starks (nocaute da noite no UFC On FOX 7) e Ronny Markes (maltratado no UFC Fight For The Troops 3) com seus punhos de pedra (todas as vitórias no MMA profissional vieram pela via rápida dolorosa).

É uma pena que um sujeito com um berço tão forte em esportes de combate tenha começado tarde no MMA. Romero praticou boxe e luta olímpica em Cuba, uma das maiores potências mundiais em ambas as modalidades. Enquanto Yoan Pablo Hernández, seu irmão mais novo, seguiu carreira no boxe e é hoje campeão mundial dos cruzadores, Romero foi campeão mundial, duas vezes prata e duas vezes bronze, além de vice olímpico, no wrestling na década passada. Tivesse tido mais tempo de treinar as artes misturadas e o cubano talvez hoje estivesse na elite do MMA, já sem cometer alguns erros de afobamento que mostrou em combates como a derrota para Rafael Feijão, no Strikeforce.

Brunson é uma espécie de Romero menos marrento e menos amalucado – e, por isso mesmo, menos empolgante. Também com base na luta olímpica, não chegou perto da coleção de medalhas do cubano, mas alcançou status de all-american na Divisão II da NCAA. Seu boxe também é decente e os punhos, pesados, ainda que não tenha irmão campeão mundial. Porém, é mais comedido em ação e só sai para o pau aberto quando sente-se seguro. No UFC, tem também duas vitórias em duas lutas, numa enfadonha decisão contra Chris Leben e na rápida finalização sobre Brian Houston.

A graça deste combate reside em como Romero vai conduzi-lo. Markes tentou incessantemente derrubar e manter o cubano no chão, mas não obteve êxito, principalmente na segunda parte da empreitada. Viu-se então obrigado a trocar e acabou violentado. Brunson é melhor que o potiguar na luta olímpica, mas provavelmente não a ponto de deixar um cara do calibre de Romero de costas para o chão por muito tempo. Quando chegar o momento de o americano perceber que vai ser duro derrubar, caberá a ele encarar o alucinado Romero. Então nós lembramos que Brunson confessou até o que não fez quando recebeu um petardo de Jacaré. Como Yoel é ainda mais cavalo que o brasileiro, o fim de Derek será brutal.

John Moraga (EUA) vs Dustin Ortiz (EUA)

Beneficiado pela pouca profundidade da divisão dos moscas na ocasião, Moraga foi catapultado ao posto de desafiante após uma vitória por nocaute e outra por submissão no UFC. Contra Demetrious Johnson, no UFC On FOX 8, ele virou estatística de um ano especial do Supermouse, finalizado na segunda metade do quinto round após não ter resposta para o domínio do campeão na troca de golpes em pé ou na pressão do jogo de solo.

Ortiz fez apenas uma luta no octógono, mas deixou um belo recado para a categoria. Ele desembarcou em Goiânia e implodiu José Maria Sem Chance no território mais hostil do MMA mundial, o Brasil contra um brasileiro. Na ocasião, o atleta da Roufusport mostrou suas principais características: o preparo físico, a abordagem agressiva e o trabalho de quedas e ground and pound.

Moraga é o típico lutador da escola americana de MMA, que mescla o boxe e a luta olímpica. Apesar de ter boas vitórias por submissão na carreira, ele tem usado o wrestling para manter os duelos em pé, onde pode lançar poderosos socos ou cotoveladas no clinch. Como é um sujeito forte, Ortiz pode surpreender no combate corpo a corpo, mas a maior probabilidade é que a técnica prevaleça sobre a força e que Moraga volte para casa com uma vitória por decisão.

Cole Miller (EUA) vs Samuel Sicilia (EUA)

Mais Magrinho do que nunca como peso pena, Miller é um dos mais experientes lutadores em atividade no UFC, com 15 lutas disputadas no octógono mais famoso do mundo. O retrospecto recente é de 2-3, mas, em sua última luta, ele venceu o inglês Andy Ogle fora de casa, mostrando mais uma vez a versatilidade do jiu-jítsu desenvolvido na American Top Team.

Sicilia tem quatro lutas no UFC, todas contra sul-americanos, e venceu metade. Na final do TUF 15, onde foi revelado na organização, ele aplicou um violento nocaute sobre Cristiano Marcello, resultado repetido contra Godofredo Pepey em Goiânia. Entre as vitórias, caiu diante de Rony Jason em troca de golpes alucinada e parou nos jabs e chutes baixos do venezuelano Maximo Blanco no mesmo TUF 17 em que Miller finalizou Bart Palaszewski.

Depois que passou a tomar gosto pelos nocautes, Sicilia se transformou numa espécie de “Dan Henderson dos pobres”, deixando de lado sua base na luta olímpica para buscar sempre o soco definitivo, com o punho direito engatilhado. Porém, diferentemente do mito desdentado, Sam não prima pela precisão, o que acaba tornando seus petardos verdadeiros mata-cobras que o desgastam conforme o tempo passa.

Neste combate, Sean Shelby colocou Sicilia num mato sem cachorro. Miller é um sujeito resistente, que não é nocauteado desde 2009 e só perdeu duas vezes pela via rápida dolorosa em quase trinta lutas. Ainda que Sam possua poder de nocaute para mandar o oponente para a vala, ele terá que lidar com uma enorme desvantagem na envergadura para transformar o duelo em pancadaria e chegar ao queixo de Miller, o que leva a crer que veremos novamente o vento ser duramente castigado. Caso lembre de seu histórico como wrestler e resolva botar Cole para baixo, terá que lidar com uma guarda altamente ofensiva e fatalmente acabará finalizado. Este é o prognóstico, inclusive.

Antevisão original de MMA-Brasil 

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Em uma pesagem sem surpresas ou confrontos, o UFC: Rockhold x Philippou teve todos os seus atletas confirmados para as lutas, que acontecem a partir das 19h desta quarta-feira. Único brasileiro no evento, o peso-leve Elias Silvério, que subiu ao palco acompanhado pelo ex-TUF Brasil 2 Thiago Alves, não teve problemas para atingir os 70,3kg da categoria. Ele enfrentará o americano Isaac Vallie-Flagg pelo card preliminar.

Na luta principal, os pesos-médios Luke Rockhold e Costa Philippou mostraram muito respeito entre si, e não protagonizaram uma encarada agressiva, ao contrário dos pesos-leves Ramsey Nijem e Justin Edwards, que quase chegaram a se tocar, deixando Dana White alerta para uma possível intervenção, que não aconteceu.

O Combate transmite o UFC: Rockhold x Philippou na íntegra e ao vivo nesta quarta-feira. O SporTV transmite o card preliminar também ao vivo, e o Combate.com fará o acompanhamento em Tempo Real do evento, transmitindo em vídeo a primeira luta do card preliminar, entre os pesos-leves Charlie Brenneman e Beneil Dariush.

Confira os pesos dos atletas:

CARD PRINCIPAL

Peso-médio (até 84,4kg): Luke Rockhold (83,9kg) x Costa Philippou (83,9kg)
Peso-médio (até 84,4kg): Lorenz Larkin (83,9kg) x Brad Tavares (83,9kg)
Peso-galo (até 61,7kg) : TJ Dillashaw (61,2kg) x Mike Easton (61,2kg)
Peso-médio (até 84,4kg): Yoel Romero (83,9kg) x Derek Brunson (83,9kg)
Peso-mosca (até 57,2kg): John Moraga (57,2kg) x Dustin Ortiz (56,2kg)
Peso-pena (até 66,3kg): Cole Miller (65,8kg) x Sam Sicilia (65,8kg)

CARD PRELIMINAR

Peso-leve (até 70,8kg): Ramsey Nijem (70,3kg) x Justin Edwards (70,3kg)
Peso-leve (até 70,8kg): Isaac Vallie-Flagg (70,3kg) x Elias Silvério (70,3kg)
Peso-médio (até 84,4kg): Trevor Smith (84,4kg) x Brian Houston (83,9kg)
Peso-mosca (até 57,2kg): Alptekin Ozkilic (56,7kg) x Louis Smolka (56,7kg)
Peso-leve (até 70,8kg): Vinc Pichel (70,3kg) x Garett Whiteley (70,8kg)
Peso-leve (até 70,8kg): Charlie Brenneman (70,3kg) x Beneil Dariush (70,8kg)
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