Slobber Knocker #25: Antes da grandeza (Parte 2)
Os meus cumprimentos a todos assim que entramos num Outono
que vem com bastante vontade! Muito se anda a passar pelo mundo do wrestling,
como sempre e uma das principais companhias está-se a aproximar do seu grande
PPV do ano, refiro-me claro ao Bound for Glory da TNA, cujo build-up e
construção do card estou a gostar.....
No entanto, ainda falta para isso e o assunto no qual me
debruço esta semana é um resgate de algo que já fiz, uma nova “Parte 2”. Ainda
algures pelo meio da minha primeira dezena de artigos fiz uma lista de
lutadores actuais e explorei os seus passados menos conhecidos, pela
curiosidade e diversão. Obtive um feedback positivo, logo porque não apresentar
uma segunda parte já que também o fiz para o “Por onde andam eles?” Vejamos
então.
Kane
Este foi logo o que apontaram nos comentários como alguém
notório no que diz respeito a um bizarro e cómico passado. A razão pela qual eu
não o incluí logo foi muito simples: na altura nem me lembrei dele, por acaso.
Mas agora tive em atenção incluir o “Big Red Machine” ou “Gerald, the Butler”
porque é um caso a ter em conta.
Glenn Jacobs estreou-se em territórios independentes com o
nome Angus King. Após alterar o seu nome para Doomsday, depois para “The
Christmas Creature” e finalmente para Unabomb começou a dar os seus passos em
várias independentes diferentes, onde chegou a formar uma Tag Team com Al Snow
de seu vulgar nome “The Dynamic Duo”. Esta equipa chegou a deter os títulos de
Tag Team na Smoky Mountain Wrestling. De novo como Doomsday, Jacobs deteve o
seu primeiro título de singulares na independente USWA. Pela enésima vez muda
de nome, mas desta vez para trabalhar na WCW como Bruiser Martino. O seu
período com a extinta companhia de grande relevo foi muito curto e pouco
notável.
Finalmente em 1995, Jacobs integra a WWF de onde não sairia
mais e estava pronto para uma gloriosa carreira… Só que ainda ia demorar a
arrancar. Passando já para partes que mais gente se lembra, Jacobs estreou-se
como o psicopata dentista privado de Jerry Lawler de seu nome Dr. Issak Yankem.
Este dentista era apenas um monstruoso parceiro para ajudar Lawler na batalha
com o seu arqui-rival Bret Hart. Como se esperaria, Hart saiu por cima e a
ribalta de Yankem foi decrescendo. Esta gimmick durou uns três meses.
Hora de reformular a personagem de Jacobs e era desta que iriam acertar. Ou então não, em vez disso, o pobre talentoso grandalhão foi inserido num dos angles mais parvos da história da WWF. Juntamente com um agora esquecido Rick Bognar, foi introduzido por JR como “Diesel”, enquanto Bognar seria Razor Ramon. Tudo para gozar com os lutadores autênticos que tinham deixado recentemente a companhia. Ninguém aprovou esta ideia e apesar de ainda terem recebido uma chance aos títulos Tag Team, Jacobs aguentou como “Fake Diesel” mais outros três meses aproximadamente. Foi já em 1997 que se iniciou uma storyline perturbadora com The Undertaker e Paul Bearer que incluía um enorme segredo de Undertaker… Um meio-irmão a quem ele alegadamente teria morto a família, deixando-o num estado mental instável e psicopata. Este estranho indivíduo tinha Kane como seu nome… E o resto é história que já conhecemos.
Hora de reformular a personagem de Jacobs e era desta que iriam acertar. Ou então não, em vez disso, o pobre talentoso grandalhão foi inserido num dos angles mais parvos da história da WWF. Juntamente com um agora esquecido Rick Bognar, foi introduzido por JR como “Diesel”, enquanto Bognar seria Razor Ramon. Tudo para gozar com os lutadores autênticos que tinham deixado recentemente a companhia. Ninguém aprovou esta ideia e apesar de ainda terem recebido uma chance aos títulos Tag Team, Jacobs aguentou como “Fake Diesel” mais outros três meses aproximadamente. Foi já em 1997 que se iniciou uma storyline perturbadora com The Undertaker e Paul Bearer que incluía um enorme segredo de Undertaker… Um meio-irmão a quem ele alegadamente teria morto a família, deixando-o num estado mental instável e psicopata. Este estranho indivíduo tinha Kane como seu nome… E o resto é história que já conhecemos.
Actualmente, Kane está simplesmente envolvido naquela que é
a melhor storyline na WWE em muitos anos e protagoniza ao lado de Daniel Bryan
e do Dr. Shelby os segmentos mais hilariantes na programação da WWE em memória
recente. Nesta história ele detém o agora rejuvenescido título Tag Team numa
equipa pouco ortodoxa com Daniel Bryan. Veremos onde isto o leva, mas
actualmente é o que mais entretém e uma das principais razões para se ver o Raw
ou o Smackdown…
Bobby Roode
“The IT
Factor of Professional wrestling, the leader of the Selfish Generation”. Com
estas palavras, Bobby Roode foi uma das melhores coisas a acontecer na TNA em
muito tempo, pelo menos para mim que muito desfrutei do seu reinado sujo que
conseguiu ser bastante interessante, numa companhia que para o meu paladar
andava a ficar meia adormecida. Mas Roode ainda teve alguns passos a dar para
chegar onde o vimos…
Como bom Canadiano, toda a sua escola foi feita lá e o seu
primeiro combate deu-se com o nome parvo de “Total Lee Awesome”. Daí para a
frente, Roode percorreu um vasto percurso de independentes, a começar pelas
existentes na sua nação, saindo para o Puerto Rico e chegando claro aos seus
vizinhos do Sul. Por lá, Roode chegou a integrar uma stable Heel de seu nome
“The Kardinal Sinners”. Chegou também a integrar nas gravações do documentário
“Wrestling Reality” na The Fight Network, mas devido às obrigações contratuais
com a TNA, mais tarde, não pôde aparecer. Pelo meio, Roode também passou por
vários try-outs e “dark matches” na WWE, já desde 1998 logo após a sua
formação, quando ainda era WWF. Em 2004, Roode foi levado para a TNA onde se
estreou como Heel na “Team Canada”, trabalhando o seu heat da maneira como bem
entendemos apenas pelo nome da equipa. Começou o seu percurso à grandeza.
Actualmente, está escrito por todo o lado o que estava
escrito há uns bons meses mas que depois ficou trémulo e em dúvidas: um
confronto com James Storm no Bound for Glory. Isto depois de um impecável
reinado Heel com o título principal da companhia, perdendo o título para o
perfeito seguidor e aquele que no momento era o único que eu o preferia a ele:
o inigualável Austin Aries.
Curiosidade: O seu percurso de tentativas pela WWE não se
limitou apenas a “dark matches” e ainda teve direito a algum tempo televisivo
no programa secundário “Sunday Night Heat” onde chegou a enfrentar o agora seu
colega de companhia, o mítico Al Snow….
Velvet Sky
Recentemente abandonou a TNA, logo também não dá para se
saber ao certo o que é feito dela neste momento. Mas não se perdeu e estamos
aqui para espreitar o que a ex-Knockout Champion e uma das razões para algum
povo masculino menos fanático assistir ao Impact Wrestling andava a fazer
antes.
Jamie Szantyr – nome esquisito que lhe foi calhar – assim
que se formou e “graduou” do wrestling iniciou-se no circuito independente de
wrestling mas como “valet” ou acompanhante e levou vários nomes incluindo Miss
Talia, Talia Doll ou Talia Madison, mantendo sempre um nome em comum que viria
a ser aquele que lhe associariam antes
de a conhecermos como Velvet Sky. Assim que iniciou em acção de ringue,
formou uma equipa de seu nome T&A – nome curioso, tendo em conta o seu
futuro. Foi na World Xtreme Wrestling que conquistou o seu primeiro título, em
2004. Após este processo de iniciação podemos verificar o facto curioso de ela
ter tido uma carreira extremamente breve na WWE, onde apenas se pôde somar um
combate no Sunday Night Heat – com quem viria mais tarde a ser sua colega,
Tara, na altura ainda Victoria – um par de aparições no público como “plant” e
uma participação sem sucesso no “Divas Search” de 2007 – edição vencida por
Eve. Foi este o seu percurso na WWE antes de ingressar em mais algumas
companhias independentes femininas onde reteve mais ouro, tanto singular como
de equipas. Em 2007, tivemos o gosto de a ver pela primeira vez na TNA, onde
faria nome.
Velvet Sky conseguiu engrandecer a sua carreira na TNA e tornou-se uma das Knockouts mais notáveis da companhia – devendo muito ao factor visual. Conquistou ambos os títulos femininos da companhia uma vez cada um. Após um período de inactividade foi sendo bookada em territórios como a AAA ou a WWC. Em Julho deste ano, deixou a TNA e nós cá ficamos à espera de saber o que ela vai fazer a seguir, porque… Gostamos de a ver…
Alberto del Rio
HIS NAME! HIS NAME IS ALBERTO DEL RIOOO! But of course… You already know that… O
que talvez não soubessem – mas até é provável que sim – é que Del Rio – Alberto
Rodríguez o seu verdadeiro nome – tem o seu background feito de wrestling
amador, lucha libre, luta Greco-Romana e MMA. E também costumava andar
maioritariamente mascarado.
Filho do lendário Dos Caras, este negócio já lhe corria no
sangue e após vários prémios amadores e medalhas, chegou a estar pronto para
participar nos Jogos Olímpicos de 2000 na Austrália, impedido apenas por uma
dificuldade financeira que não permitiu que o México pudesse enviar uma equipa
de wrestling para participar.
Foi então que o jovem começou a fazer juz ao seu nome de
família e integrou a célebre CMLL, como técnico – o Face Mexicano – e com o
nome Dos Caras Jr. que lhe dava uma boa reacção. A sua rápida ascensão tornou-se evidente
quando não demorou muito a ter chances por títulos e eventualmente tornar-se o
“Campeón Mundial de Peso Completo del CMLL”. Este seu reinado não foi dos mais
ricos, pois apesar de longo teve poucas defesas de título e por esta altura ele
foi envolto numa controvérsia em que havia a possibilidade de ter assinado
contrato com a WWE. Seria ou não verdade? O certo é que deixaram-no manter o
título e o filho de Dos Caras não tinha assinado com a WWE, visto que a CMLL
tinha proposto um contrato melhor – eu sei que vocês sabem como é que a
história realmente acaba mas isto foi ainda em 2008. No entanto esta história
com a WWE favoreceu-o numa coisa… Pela primeira vez tivera-se tornado Rudo –
Heel Mexicano. Ainda mais importante de notar sabendo que era o primeiro Rudo
na história da sua família. Um ano mais tarde e agora sim confirmava-se que
Alberto tinha assinado um contrato com a WWE e que entraria directamente para o
roster principal, sem necessitar da FCW e com permissão para manter a máscara.
Não se sucedeu, Rodríguez foi para a FCW e retirou a máscara para formar aquele
que hoje conhecemos como o “Mexican Aristrocat”…
Actualmente, Del Rio vai dando os últimos suspiros de uma
longa feud com Sheamus pelo World Heavyweight Championship que não conseguiu
vencer. Conta já, no entanto, com dois títulos da WWE no currículo. Del Rio
mantém-se como um dos nomes de topo e com uma notavelmente rápida ascensão,
sempre acompanhado pelo seu “ring announcer” principal, Ricardo Rodríguez –
incluído na primeira edição -, peça cómica da sua personagem.
Robbie E
Eu sei o que estão a pensar. Fala-se em grandeza no título e
eu apresento aqui o Robbie E. Mas não deixa de ser um indivíduo que conhecemos
bem, que o vemos com alguma regularidade em TV e que faz parte do plantel da
TNA, já com vários títulos na sua colecção, por muito apatetada que seja a sua
personagem. Veremos o que ele fez antes de lá chegar.
Rob Strauss começou a treinar aos 16 anos, tendo o seu
primeiro combate aos 17. Em seguida, integrou na Independent Wrestling Federation, onde esteve até 2002, sem arrecadar nenhum ouro. Daí para a frente
entrou num percurso agitado de várias independentes, demasiadas para serem
mencionadas por aqui. Ganhou vários títulos de onde se podem retirar alguns
exemplos como o JCW Cruiserweight Championship, UWC United States Championship
ou o Hardway Lightheavyweight Championship. Curiosamente também teve um
percurso em Tag Team com um parceiro já nosso conhecido: Matt Striker e com ele
arrecadou um título de equipas. Pelo meio ainda passou pela TNA para uns três
combates no Xplosion, em 2003, mas só em 2010 é que integraria a companhia “a
sério” e trazendo consigo a esquecível Cookie.
Actualmente, Robbie E vai aparecendo em TV sempre
acompanhado pelo seu “macaco” pessoal, o grandalhão Rob Terry ou Robbie T. Isto
talvez o integre numa divisão de equipas, mas os títulos que Robbie E tem no
seu historial são o da X Division e do de TV. Veremos o que o futuro guarda
para este indivíduo e se uma mudança de gimmick estará nos planos…
Curiosidade: Até mesmo Robbie E chegou a passar pela WWE,
mesmo que só como figurante. Lembram-se da feud entre Edge e Ric Flair em que
Edge goza com Flair por ter sido detido por uma confusão rodoviária? Bem,
revejam lá o clipe e atentem no indivíduo com quem “Flair” arma estrilho e prende
num Figure Four…
Santino Marella
Um dos principais personagens cómicos, ou o principal padece
daquele problema que persegue outros com as mesmas condições: tem uma
personagem mais apatetada, logo muitos pensam que não sabe lutar. No entanto, é
analisando o seu passado que se pode perceber os talentos de Anthony Carelli.
O lutador Italo-Canadiano assim que integrou nos Estados
Unidos para seguir wrestling, teve o seu treino e desenvolvimento já na OVW. Lá
estreou-se como Johnny Geo Basco e foi aí que se sucedeu um dos mais caricatos
momentos da sua amadora carreira: num momento de “corpsing”, Santino não
aguenta o riso perante Boogeyman quando deveria mostrar medo. Isso enfureceu o
booker Jim Cornette – que por si já é um indivíduo nervoso – que gritou com
Santino e lhe deu um estalo. Cornette pôde dizer adeus à sua posição como
booker e Paul Heyman tomou o seu lugar e já com planos: mudou a gimmick de
Carelli para um duro lutador Russo com dotes de submissão e golpes de seu nome
Boris Alexiev. Esta personagem permitiu-lhe obter uma onda de vitórias,
incluindo rápidos squashes a jobbers. Foi com esta faceta que conquistou o OVW
TV Championship por duas vezes. Eventualmente em 2007, foi chamado ao roster
principal para se estrear como Santino Marella da forma que nos lembramos –
plantado no público como um desafiado por Umaga e a tornar-se Campeão
Intercontinental nessa sua bizarra estreia.
Actualmente, Santino Marella fica guardado para a comédia metendo-se em situações em que a equipa criativa se mete numa alhada sem saber como lhe dar um reinado com um título de forma legítima ao mesmo tempo que é um indivíduo cómico. Já dois títulos Intercontinentais, um de US e outro de Tag Team fazem parte do seu repertório e quer se lhe ache piada ou não, ainda temos muito de Santino para ver…
E foram estes os exemplos que vos trouxe desta vez. Espero
que tenham gostado e se tenham divertido com as curiosidades. Se vir que a
coisa corra assim tão bem, talvez volte a resgatar este tema nalgum momento,
para explorar os passados de mais algumas Superstars. Para a próxima semana a
ver se cá estou.
Cumprimentos,
Chris JRM