Folha de Avaliação 2015 | TNA
Bem-vindos de novo! Cá está mais uma edição do "Folha de Avaliação" que vos pode, ou não, ter surpreendido na semana passada ao trazer uma avaliação completa mas resumida do plantel da WWE. Muito bem, como prometido, cá está o mesmo para a TNA. Algumas diferenças nas categorias mas muito mínimas. Por exemplo, não há fundo do poço aqui. Antes da piada acessível da TNA ser o fundo do poço que já possa estar na ponta da língua ou dos dedos de muitos, não achei que existissem casos de jobbers desgraçadas ou que mal aparecem, como há na WWE. Uma categoria exclusiva é a da GFW, referente aos invasores que foram lá fazer asneiras este Verão. Mas avancemos lá esta introdução de algo que já conhecem e avancemos para as análises!
Os da Liga Grande
Bobby Roode - Começo com apontar a dificuldade em fazer uma divisão propriamente dita de categorias, quando a TNA nem sempre tem uma grande divisão de categorias deste tipo. É como se houvessem os midcarders que podem ser main eventers e os lowcarders que, na maior parte das vezes, é a X Division. Com isso já esclarecido, entra aqui Bobby Roode, mesmo que a maior parte do seu ano fosse ocupada pela detenção de um outro título que não dá para clarificar se é do midcard ou não. Iniciou o ano como World Heavyweight Champion, sendo a sua perda o seu primeiro feito. Teve alguns solavancos com o seu próprio estatuto de Heel ou Face, fazendo a sua turn para retomar os Dirty Heels com Austin Aries. Voltou a ser o bom Roode na luta da TNA contra a GFW e recuperou-lhes o King of the Mountain Championship. Como todos os outros, acabou o ano como integrante das World Title Series, como primeiro classificado no seu grupo - TNA Originals - mas ficando pelo caminho nos oitavos-de-final. Uma grande parte do seu alto estatuto deve-se ao seu estatuto de veterano original. Já é um dos principais naturalmente. Para 2016... Há nostalgia a reinar!
Ethan Carter III - Uma das principais caras a representar o futuro - já presente - da companhia. EC3, o indivíduo que começou como um mero menino bonito da tia convencido, com um nome a carregar-lhe a carreira. Em mais de dois anos de carreira, permaneceu invicto. E assim fechou 2015. No ano onde fechou a sua feud com Rockstar Spud em grande - feud essa que foi um dos principais destaques do ano - partiu para o prémio que solidificava o seu crescimento: o TNA World Heavyweight Championship, que retirou a Kurt Angle. Teve um reinado rico em defesas, contra duros adversários e, só no Bound for Glory, para regras de Triple Threat e com um árbitro muito manhoso como era o irmão do vencedor - e isto era tudo babyfaces, atenção - é que perdeu o cinto, naquele que, ao contrário da rivalidade com Spud, foi um dos piores momentos do ano. Fechou o ano com um espectacular desempenho nas World Title Series, chegando à final, a partir da qual teve um bom início de 2016. Um bom crescimento para um main eventer, uma estrela consistentemente bem construída e a conseguir tornar-se uma das principais razões para assistir ao Impact Wrestling. É EC3 e levava um "Superstar do Ano" se houvesse dessas brincadeiras por aqui...
Kurt Angle - Um TNA Hall of Famer, também já é um main eventer automático sem grande questão. E mesmo assim, no seu último ano activo - antes deste ano que será de despedida - conseguiu ser World Heavyweight Champion, com o reinado em que nos apresentou uma série de combates com Lashley, de alta qualidade. A sua saúde começaria a tomar conta dele, mas já colocara EC3 over e largara o cinto para ele. Inactividade marcou uma grande parte do seu ano, regressando no Bound for Glory para um combate com o psicótico Eric Young, que venceu. Um ano menos activo mas frutuoso de qualquer forma. Segue-se um 2016 de despedida, com a questão no ar se será uma despedida definitiva ou uma despedida da TNA...
Lashley - Um excelente início de ano para o também lutador de MMA, que entrou em 2015 a vencer o TNA World Heavyweight Championship a Bobby Roode e a ter uma Face Turn, com rivalidade contra os Beat Down Clan. Perderia o título para Kurt Angle ainda na primeira metade do ano e perderia um pouco de rumo, com ocasionais tentativas ao título e mantendo-se como uma peça forte na rivalidade entre a TNA e GFW. Foi sede de ouro que o levou ao Bound for Glory, mas era pelo King of the Mountain Championship de Roode, aquele a quem já conquistara o título Mundial nesse mesmo ano. Fechou o ano com um estupendo desempenho nas World Title Series, nas quais chegou a semi-finalista. Sempre vendido como um main eventer e material de título Mundial que deteve por múltiplas vezes. Devo sublinhar também a sua melhoria que já notava desde o ano anterior, em ringue, em relação àquilo que já fizera anteriormente na WWE e na TNA.
Matt Hardy - Nem é fácil de engolir para todos, mas assim tem que ser. Matt Hardy pode considerar-se um main eventer em 2016 e Campeão Mundial. Quase cara de uma companhia. Digo-o com toda a honestidade e até como alguém que gosta dele: nunca o premiaria com um título Mundial antes e muito menos agora. E reconheço toda a sua melhoria em forma física e a sua capacidade em superar uma das mais baixas fases da sua carreira, onde se encontrava há um punhado de anos atrás. E sou muito maior fã do Matt Hardy das independentes que gosta de provocar os fãs internautas que o desprezam na mais parva e cómica das formas do que do Hardy Face underdog. Aí até o considerei dos piores Faces do ano. Após começar o ano de forma positiva, reunindo-se com o irmão para ganhar títulos, este lesiona-se porque é tolo. Nada de novo aí. Hardy lança-se a solo e nesse seu percurso obtém e falha duas tentativas ao título. Falhou, simplesmente, nada a acrescentar. Mas como o mau babyface que era, insistia e teimava por mais, mesmo quando perdia. Entrou no main event do Bound for Glory pedindo, não ganhando, e usufruiu de uma ajuda preciosa do irmão, que arbitrava, para ganhar o título sem fazer o pin no Campeão - algo que nunca conseguira - mas gabar-se como se tivesse conseguido esse tal feito. O seu comportamento nas redes sociais como o salvador da companhia, com o total desprezo pelo mais jovem e promissor EC3 como um cancro da companhia, da qual ele se livraria, eram muito difíceis, praticamente impossíveis de apoiar, ninguém consegue engolir essa ideia. Tudo isto não caracteriza um Face mas assim foi. Mais um balde de água fria, todo aquele arraial no Bound for Glory, para deixar o título vago no dia seguinte através de um vídeo no YouTube. Ano muito conturbado para Matt Hardy mas acabou-o com a pica toda, chegando à final das World Title Series, como seria de esperar. Com toda essa brincadeira do mau Face em 2015, quem já andou a cheirar as gravações do Impact Wrestling, deve saber que já fizeram umas manhas em relação a isso...
Rise & Rise
Drew Galloway - Seria um da Liga Grande por mim e pensava que já aí o incluiria. Não está aqui pela obrigatoriedade de estar a fazer paralelismo com os seus The Rising. É mesmo porque teve um grande ano mas eu esperava que ele acabasse 2015 como TNA World Heavyweight Champion e com uma enorme vitória sobre EC3 e a sua streak. Acharam melhor não mexer nisso para termos mais Matt Hardy e Galloway continuou a ser apenas uma das principais apostas e aquele para quem constantemente apontam para indicar o futuro da companhia. É credível. Apresentou-se logo ao início do ano com a gimmick de um amante e defensor de wrestling profissional. Para isso contou com a ajuda de Eli Drake e Micah para constituir os The Rising que rivalizaram com os Beat Down Clan. Com a dissolução do grupo, Galloway continuou a sua missão, defendendo a companhia contra as garras da GFW. Pelo meio aventurava-se a solo rivalizando com Eli Drake e competindo pelo World Heavyweight Championship e pelo King of the Mountain Championship. Avançou pouco nas World Title Series mas passou todo o ano a ser apontado como o futuro garantido da companhia. E é a quem melhor lhe assenta o rótulo. Pode ser que em 2016 chegue onde eu já pensava que ele tivesse chegado por esta altura!
Eli Drake - Confesso ser mauzinho para com ele. Gozo com o facto de parecer um lutador genérico e do pouco "star power" que um nome banal como "Eli Drake" tem e na sua carreira no NXT que nunca chegou a acontecer sequer. Mas é só para a brincadeira porque o tipo até é bom. Em ringue e safa-se ao microfone. Um bom Heel, em geral. Foi o outro membro dos Rising que ainda desfrutou de algum sucesso e notoriedade, mesmo que nem sempre tivesse um rumo certo no seu percurso após a Heel Turn e feud com Drew Galloway. Também regularmente apontado como o futuro e foi assim que se apresentou nas World Title Series. É possível que ainda continue a divertir-me com alguma crueldade à custa dele, mas espero que cresça ainda mais em 2016.

Grado - É verdade, ele até pode nem ganhar lá muitos combates. Nem dá para ser levado muito a sério. A sua indisputável "Rise" deve-se ao mero facto de que manda nisto tudo, é adorado por todos, tem das maiores reacções e rapidamente se tornou enorme. E a justificação para isso é simplesmente por ser hilariante. Assumido fã de Grado, recordo-me da suas disputas pelo X Division Championship - para a qual andava a tentar perder peso até ser notificado de não haver limites na X Division - ou da sua participação nas World Title Series. Não obteve nada de nenhum. Para além de muitas risadas, pelo menos.
Mahabali Shera - Talvez nem seja dos favoritos do público nem daqueles cujo desempenho em ringue seja dos mais impressionantes. Mas recebeu um push significativo após emancipar-se de James Storm e da sua "Revolution". Foi aí que começou o ano como Khoya e era vendido como o mais monstruoso do grupo. Eventualmente virou-se a Storm e abandonou o grupo, recuperando o seu antigo nome. Ficou com uma gimmick bizarra. Estão a ver aquela piada corrente de ver um gajo grande e contar o tempo até ele ganhar uma gimmick de dança? Shera fê-lo em segundos. Intenso frente a Storm até se virar para o público a exclamar "I like to fun!" e "I like to dance!", que proporcionou uma estranha dança embaraçosa que foi vendida como uma "febre" que levou o mundo de rompante, ao ser executada por todos os cinco que se submetiam àquilo. Com toda essa diversão pôs outros lutadores a dançar no Bound for Glory e com esse push da ideia de ser o "next big thing", começou bem as World Title Series, invicto na fase de grupos mas ficando-se pelos quartos-de-final. Como uma grande percentagem do propósito do push era promover e torná-lo representante da companhia numa tour na Índia que foi cancelada, não sei se terá um 2016 semelhante ao seu 2015...
Rockstar Spud - O underdog favorito de toda a gente. Naturalmente hilariante mas capaz de ser sério e cativante quando necessário. 2014 trouxera-lhe uma Face Turn e o público na palma da mão. Em 2015 vinha o resto. O desfecho da feud com Ethan Carter III que culminava num dos combates e segmentos do ano na companhia, em que expôs um outro lado seu mais duro. Soube avançar daí e somar dois X Division Championships e até um par de oportunidades pelo TNA World Heavyweight Championship de EC3 chegou a ter. Não avançou da fase de grupos das World Title Series, mas não foi isso que lhe tirou ímpeto. Pouco a acrescentar acerca daquele pequenote que não precisa de mais tamanho para ser uma das principais razões para assistir ao Impact Wrestling.
Tigre Uno - Não é fácil ter uma posição de muito grande destaque numa divisão que, por si, é pouco relevante. Tigre Uno foi um entre tantos na primeira metade do ano, a competir na X Division e a exibir os seus impressionantes dotes atléticos. Ganhou mais pontos ao encabeçar a divisão e ao tornar-se X Division Champion, galardão que levou até ao final do ano. Pelo meio, nem teve umas más World Title Series, valorizando-lhe o título, chegando aos quartos-de-final. Para 2016, é o sistema X Division: se perde o título, perde o rumo...
The Wolves - A coisa está mais complicada em ter uma divisão Tag Team do que em ser os Wolves, praticamente a única tag team propriamente dita. Superando a dificuldade de ter competição na divisão de equipas, este ano também ficou marcado por uma "maldição" que perseguia os títulos e que deixava um Campeão lesionado, como se de uma estrela da WWE em 2015 se tratasse, e a deixar os títulos vagos. À custa dessa brincadeira, a dupla de Davey Richards e Eddie Edwards já foi Campeã de Tag Team da TNA por cinco vezes! E eles não estão lá há assim muito tempo! Foi um ano feito disso: reinado, falta de competição, rivalidade, perda de título, recuperação, repete. Entre os seus principais rivais contam-se os Hardy Boyz, os Dirty Heels e a dupla de Brian Myers e Trevor Lee da GFW. Sem dúvida que foram a principal tag team do ano e representativa da divisão. Por cima de tudo isso também já mostraram a sua disponibilidade para serem notáveis lutadores singulares - algo que já bem sabíamos. Tiveram palco para isso nas World Title Series, mesmo que não fossem dos que tivessem chegado mais longe. Começam 2016 como Campeões e, a não ser que trabalhem directamente na divisão de equipas, prevê-se um ano semelhante ao anterior.
Rise & Fall
Bram - A culpa nem é deles. Aqui culpa-se ele. Prejudicado pelas suas próprias acções, acabou suspenso e afastado dos ringues por ser tão Bram fora deles. Até começou o ano com um grande plano, ao romper a sua equipa com Magnus, o que lhe valeu uma boa feud agressiva e bastante pessoal. Ocupou parte do seu tempo com "open challenges" respondidas por estrelas do passado como Crimson, Joseph Park ou Vader, chegando a enfrentar Matt Morgan no Slammiversary. Manteve sempre a gimmick de gajo tolo com pouco controlo sobre si, até que isso também passou para o lado de fora. Apesar de tudo, participou nas World Title Series, chegando mesmo aos oitavos-de-final. Já voltou ao activo e esperamos que não volte a fazer asneiras. E ele já nos disse que 2006 será o seu ano. Pronto.
Chris Melendez - Um caso de desaparecimento e acabamos a perguntar-nos se tinham assim tanto interesse no herói Americano que vendiam. Utilizado mais como "heat magnet" - sabemos que um Hell é mesmo muito ruim quando lhe faz alguma coisa à perna - Melendez fez pouco durante 2015, mantendo cada acto seu como um novo feito de guerra. Como principal amostra da fraqueza do seu 2015, o principal acontecimento do ano foi ter a perna roubada e na posse de Eric Young. Um angle de doidos mas que se tornou divertido por isso mesmo. Haverá investimento a sério em Melendez ou será apenas mais um alvo fácil para Heels?
Jeff Hardy - Uma pena que aqui esteja mas é um daqueles casos à parte. Tramado por lesões e esta nem foi em ringue. Foi só o Jeff Hardy a ser Jeff Hardy fora do ringue. Ali como o Bram, mas pelo menos este não faz mal a ninguém a não ser ele próprio. Até começou o ano com uma "Fall" muito literal, quando caiu do cimo de uma jaula para os degraus de aço, num bump grotesco que nos faz questionar se este gajo tem limites ou se é mesmo do quadro de honra da escola Foley. Assim que recuperou encontrou novo rumo na parceria com o irmão e até se tornou Tag Team Champion com ele. Aí entrou uma aparente maldição daqueles cintos e Jeff teve mais uma "Fall" literal, desta vez de mota, que o deixou de baixa por um longo tempo. Não desapareceu por completo e envolveu-se na feud entre EC3 e Matt Hardy, de onde saíram segmentos hilariantes com Jeff vestido a rigor com um fato repleto de caras do EC3 ou a transportar uma cara gigante do TNA World Champion como cartaz. Até foram dos meus segmentos favoritos do ano. E até participou no main event do Bound for Glory, de forma demasiado activa para o seu cargo. Logo não nos desapareceu. Mas também não estava em ringue a competir como gostamos de o ver. Ainda para mais, com o rumo daquela história com o EC3, estava eu convencido que ele recuperava a tempo de lutar no Bound for Glory pelo título, ganhar, acabar a streak de EC3 e acabar o ano ali na categoria da "Liga Grande" onde normalmente pertence. Parecia estar tudo pronto para isso. Mas afinal não. Já parece começar o ano de 2016 com saúde, que a mantenha. Tu põe-te fino, rapaz.
Micah - Do que sobrou dos "Rising", não houve lá grande "Rising" para ele depois da sua separação. Enquanto Eli Drake usufruiu bem da sua Heel Turn para se manter à vista, Micah não teve muito que fazer e ficou reduzido a ser "o outro" - ironicamente não era assim quando a dupla se apresentou porque todos já conheciam melhor o Camacho. Ainda participou nas World Title Series, no grupo "Future 4" mas com timidez, sem passar da fase de grupos. Para 2016 ainda não há grande caminho, mantendo-se ausente e sem sinal de planos para ele. Está desgraçado para onde quer que vá!
Robbie E - As coisas recompunham-se para Robbie E. Sempre habituado a ser um Heel dos irritantes, com a sua gimmick na categoria "douchebag", foi com o rompimento dos BroMans que experimentou a sua primeira Face Turn na TNA. Confesso que tive as minhas dúvidas quanto a essa Turn, era na parvoíce do azeitolas com a mania que era Robbie E que residia a sua piada e que me fazia gostar dele. Mas até parece ter começado com o pé direito na feud com Jessie Godderz, onde mostrou mais seriedade em ringue e até surpreendeu. Apenas não lhe conseguiram planos fixos e vagueou por uns tempos - tentando a sua sorte pelo King of the Mountain Championship como seu maior objectivo - até encontrar ocupação nas World Title Series que não lhe deram fruto, deixando-o pela fase de grupos. Iniciou 2016 ainda como Face, mas ainda sem inserção em história. Veremos se pode ser aproveitado como midcarder ao longo do ano ou se retorna à divisão de equipas que já o safou mais que uma vez anteriormente.
Águas paradas
Abyss - Já está parado há um bom tempo, já não há muito mais por fazer com Abyss. Num efeito semelhante a Kane, os seus tempos monstruosos já lá vão. Para além disso, está a tornar-se cada vez mais discreto com a sua relação com a Revolution de James Storm a ser praticamente tudo o que tem a contar deste ano. Até pode ter ganho os Tag Team Championships e ter tido uma Face Turn, mas nada de marcante. Por cima disso ainda volto a afirmar que nunca mais intimidou alguém desde que mudou para aquela máscara...
Aiden O'Shea - Há alguém que goste mesmo deste indivíduo? Não quero colocar em causa os seus dotes no ringue, mas também não acho que haja algo por aí além a apontar-lhe. Jay Bradley já falhara antes. Agora com uma nova gimmick confusa de Irlandês brigueiro - acho eu - estreia no Bound for Glory e lança-se nas World Title Series. Ainda não ganhou um chavo e ninguém se parece importar...
Andrew Everett - Ainda não teve a sua chance devido a uma lesão. Mas é um excelente high flyer, isso é de notar, esperemos que se veja mais dele em 2016.
Crazzy Steve - Do pouco que resta da fraca experiência que foram os Menagerie. A gimmick continua a ser um palhaço doido que comunica com uma corneta. As vitórias não parecem estar em lado algum. O seu lugar ainda é na X Division e é por lá que vai tendo algumas chances, mesmo que sem fruto. Também participou nas World Title Series, onde não foi longe nem passou da fase de grupos, para surpresa de ninguém.
DJ Z - A sofrer do síndrome da X Division, em que nenhum integrante seu consegue realmente tornar-se notável. DJ Z ficou isolado e emancipado com a separação dos Bro Mans que se viu focada em Robbie E e Jessie, sem que DJ Z tivesse papel muito fulcral ou tomasse um lado de forma activa. Sim, Jessie virou-se a ele e DJ Z virou Face, mas foi tudo. Com essa separação da equipa voltou à X Division onde competia esporádicamente, sem rumo, a dar boas exibições e sem nunca voltar a conquistar o cinto. Nem se saiu muito mal nas World Title Series, chegando aos oitavos-de-final.
Jessie Godderz - Devia ser uma "Rise" mas ainda não dá para lhe dar muita importância quando, mesmo que se tente um push no midcard, não consegue manter assim grande relevância. Emancipou-se dos Bro Mans numa feud que não deixou nenhum devidamente over e andou aí pela vida a ser um "Modern Day Adonis" que nos fez questionar o porquê do Chris Masters de 2005 estar na TNA em 2015. Nem se saiu muito mal nas World Title Series, chegando a alcançar os quartos-de-final. Fica a questão se em 2016 já se sentirá o ímpeto necessário para um push a solo propriamente dito.
Mandrews - Vindo do British Boot Camp mas ofuscado por Grado, apesar de ter vencido a competição e Grado não. Depois da dificuldade de inserção, adoptou uma gimmick de miúdo skater fixe da escola de alguma série de animação da década de 90. Direito para a X Division, não há muito para o tirar daí. Nem umas World Title Series, de onde não passou da fase de grupos. Talvez as vitórias e, quem sabe, um título virão em 2016.
Manik - Mais um dos que ficou como membro da X Division. Antecedeu isso como sendo membro da Revolution, mesmo que não fosse essa stable que lhe desse muita força, propósito e notoriedade. Acabour por ser o abandono do grupo o mais notável que ele fez. Participou nas World Title Series, no grupo da X Division, sem conseguir avançar além da fase de grupos. Quanto ao seu 2016, posso afirmar que ele entra nesta secção por pouco. Foi mesmo por estes dias que Manik anunciou a sua saída da TNA. Logo o seu 2016 pode ser muito bom, mas será noutro sítio.

Tyrus - É o Tyrus. Guarda-costas mais inútil que alguém pode ter, sendo só tamanho mas não ganhando a ninguém. Alguém que chame a mãe dele, que esta gig não parece estar a resultar aqui também. Mera ferramenta de EC3, é uma excelente ocupação de espaço. Mas teve qualquer coisa, vencendo uma battle royal no Bound for Glory que lhe dava uma oportunidade por um título, que ele aproveitou, muito lampeiro, para a clamar pelo "Heavyweight World Championship of the World". Aguardamos por essa disputa em 2016.
As senhoras
Angelina Love - Demasiado grávida para fazer coisas. Ainda teve uma feud com uma Velvet Sky silenciosa que andava no meio do público. Para já, é desejar-lhe a melhor sorte na maternidade.
Awesome Kong - A força demolidora e destruidora da divisão das Knockouts ainda é a mesma de quando começou. Awesome Kong já passou o seu "prime" também, mas ainda é alguém a ter em conta na hora de enriquecer a divisão das Knockouts. 2015 foi o seu ano de regresso, aproveitando logo o início do ano e mudança de TV para voltar ao Impact Wrestling com más intenções. Entrou em feud com Havok e Taryn Tarrell, o que a levou a uma Face Turn e a uma feud com as Dollhouse e consequente aliança com a eterna rival Gail Kim. Ainda muito girou à volta desta eterna rivalidade que viu o seu "revival" no Bound for Glory, numa de "temos que espremer esta feud mesmo que já não seja o que era" e também de "sabemos que não temos muito mais por onde pegar e a divisão de Knockouts gira à volta destas". Foi uma das que avançou até aos oitavos-de-final das World Title Series que também as envolveu. Entrou em 2016 com uma Heel Turn e nova aliança, o que indica que muito provavelmente continuará a dominar.
The Dollhouse - Inicialmente com Taryn Tarrell, que se ausentou logo no início de 2016, liderou o grupo e saiu com um reinado no currículo, o grupo baseia-se em Jade, Marti Bell e a integrada mais tarde, Rebel, a outra sobra da tal "Menagerie". Díspares níveis de talento em ringue, com Jade a ser a muito superior, Marti Bell a representar o medianismo e Rebel a ficar como a pobre cepa. 2015 foi o ano delas, de estreia, de formação, de domínio, de perda, de tudo. Desapareceram-nos da vista por um tempo, enquanto a TNA se focava exclusivamente às World Title Series. É para continuar em 2016 e com mais força, a olhar para a nova liderança...

Madison Rayne - Pouco fez. Pontos altos: Heel Turn, caça ao Knockouts Championship, reunião com as Beautiful People contra as Dollhouse, participação na fase de grupos das World Title Series. Pontos baixos: casar com o Josh Matthews.
Velvet Sky - Começou o ano a ser despedida, muita graças ao Robbie E e àquela manha do "Feast or Fired". Depois de umas férias, voltou como uma gaja esquisita no meio do público a provocar Angelina Love com quem rivalizou. Demorou a voltar a falar. Integrou novamente o plantel do Impact Wrestling com normalidade e, não tardava nada e já estava a reunir as Beautiful People contra as Dollhouse, agora como Faces. Vítima das World Title Series a afastá-la dos ecrãs por um longo tempo.
Os da GFW
Brian Myers & Trevor Lee - Aproveitaram a invasão e foram peças importantes para o domínio da Global Force Wrestling, ao vencer os Tag Team Championships aos Wolves. No entanto foi Sol de pouca dura, com os títulos a ser recuperados na semana seguinte. Graças ao rematch que daí saiu, puderam participar no Bound for Glory de 2015, mesmo que sem sucesso. Em 2016, Trevor Lee integra oficialmente o plantel da TNA e é muito bem-vindo dado o seu talento. Chamo-lhe "Little Bram" mas é com carinho.
Chris Mordetzky - Para causar mais confusão para quem via Chris Masters em Jessie Godderz, só mesmo se lá deixassem o próprio Chris Masters. Mordetzky teve alguns altos momentos como representante da GFW, a competir pelo King of the Mountain Championship e a enfrentar nomes pesados como Lashley ou Drew Galloway. Como parte da equipa representante da companhia, levou no pêlo e não levou a TNA para a GFW. Também não ia querer.
Jeff Jarrett - O que mandou nisto tudo. Fundador da TNA. Agora também Hall of Famer. E foi isso que fez o Inferno congelar e o trouxe de volta. Mas claro que o gajo se aproveitou e, para se despedir, trouxe meia dúzia de gatos pingados lá da companhia nova dele e tentou apoderar-se de tudo. Teve que subir ao ringue mais duas vezes, uma no Slammiversary onde competiu num combate King of the Mountain, pelo King of the Mountain Championship que venceu e deixou vago. Outra num Lethal Lockdown pela posse da companhia, que perdeu. Voltou à sua vida e levou um relógio jeitoso de TNA Hall of Famer consigo.
Lei'd Tapa - Era preciso uma fêmea no meio disto tudo e vem uma já familiar para o povo seguidor do Impact Wrestling. Lei'd Tapa veio e, inicialmente, as Knockouts estavam nem viradas para isto logo ela estava pronta para a porrada com gajos. Impôs-se Awesome Kong. Não tardava muito e Tapa competia pelo Knockouts Championship, sem sucesso.
PJ Black - Peça importante nisto tudo. O antigo Justin Gabriel veio para receber muito apoio e até ser aplaudido quando venceu o King of the Mountain Championship e até teve uma chance pelo World Heavyweight Championship de Ethan Carter III. É claro que, com a história da invasão maléfica, teve que ser corrido a toque de caixa. No meio desta malta toda, se calhar até era aquele que o povo nem se importava que ficasse. Mas perdeu o título para Bobby Roode e foi com as trouxas de volta para a GFW... Ou para o Lucha Underground!
Sonjay Dutt - Um já muito familiar para os fãs da TNA, sempre considerado o melhor lutador da X Division que nunca foi X Division Champion. No meio de todas as aparições que fez como um "free agent" a competir na X Division, também teve a sua participação como um vilão membro da GFW, chegando mesmo a ser um representante da equipa no Lethal Lockdown que não venceu. E continua sem ser X Division Champion.
Os Future Endeavored
Austin Aries - E sai um grande nome. Uma das maiores perdas do ano. Num ano em que voltou a ser X Division Champion, rivalizou com os Beat Down Clan, ganhou uma mala Feast or Fired que lhe deu uma oportunidade pelo World Heavyweight Championship de Kurt Angle e reuniu os Dirty Heels para rivalizar com os Wolves, um combate com Rockstar Spud com a sua carreira no Impact Wrestling em jogo mandou-o embora. Voltou nas World Title Series mas isso foi uma lacuna muito mal explicada e que o manteve por muito pouco tempo de qualquer forma. Já andou pela Ring of Honor e agora veremos por onde ele anda. Já houve quem o visse perto do NXT mas ficámos à espera!
Brooke - Frequentemente das mais discretas e até já fazia um bom tempo desde a última vez que a tínhamos visto. Por acaso regressou logo que o ano começou e foi para atacar e rivalizar com... O seu ex-namorado Robbie E. A partir daí, parecia que não ia dar em grande coisa em 2015, mas muito surpreendentemente conseguiu tornar-se Knockouts Champion! Carregou o título durante a invasão da GFW e apenas o perdeu para Gail Kim. Pouco para fazer depois disso mas lá se arranjou um lugar para ela no grupo das Knockouts das World Title Series. Despediu-se da malta em Novembro de 2015.
Bully Ray - Foi só por um pouquinho para mandar naquilo. Assim que o atacaram no backstage, foi partir mesas para outra casa.
The Great Sanada - Meses finais como membro da Revolution com pouco proveito. James Storm dispensou-o do grupo e ele foi dispensado do Impact Wrestling. Depois de ter estado no main event do Bound for Glory do ano anterior...
Gunner - Quase não houve 2015 para Gunner na TNA. Um par de combates no Impact Wrestling e até foi ter o seu combate final no Xplosion. Supostamente também andou na mira da WWE mas, para já, só se tem entretido nas independentes.
Havok - Entrou em 2015 numa feud com Awesome Kong. Também acabou o seu 2015 assim mesmo. Podia ter sido melhor para ela após um "try out" para a WWE mas descobriram nos arquivos das redes sociais dela brincadeiras a utilizar termos linguísticos racistas e homofóbicos. Não há cá disso, brother!
Hernandez - Hilariante. Aquisição dos Beat Down Clan, veio a saber-se que mentiu ao dizer que era um "free agent" quando na verdade tinha um contrato de exclusividade com o Lucha Underground. Tudo o que estava gravado com ele teve que ser substituído por outra coisa, removendo qualquer história com os BDC de TV graças a ele e ele foi com as trouxas. Foi bom ter-te de volta, amigo.
Homicide - Voltou para ser membro dos Beat Down Clan mas, num instante, lesionou-se. Acabou-se BDC antes de Homicide regressar e não voltou a pisar aquele ringue.
James Storm - Outra das maiores perdas do ano. O líder da Revolution foi isso mesmo ao longo do seu ano. Até começou o seu ano a perder os títulos de equipas que vencera anteriormente, mas manteve a stable por algum tempo até todos se virarem contra si. Teve também os dos mais infames angles da sua carreira, na história com Mickie James em que a empurra para uma linha de comboio. Culminou num bom combate com Magnus, ao menos. Depois disso deu-se a dissolução da Revolution e consequente feud com Mahabali Shera em que este começou a dançar de euforia. Uma participação desapontantes nas World Title Series - como eles dizem - e a malta andava a notar outra coisa: o cowboy já andava por outras bandas e já andava a aparecer no NXT! Ao começar 2016... Storm está de volta! E reuniu os Beer Money! Temos festa para 2016!
Kenny King - Lembram-se como ele foi para a TNA? Quando ainda fazia parte da Ring of Honor, sem querer saber muito disso, mesmo que até fosse Tag Team Champion lá? Pronto. Este ano saiu da TNA para a Ring of Honor... Ainda andava ele a aparecer no Impact Wrestling. Mas pronto, pelo meio disso formou os Beat Down Clan, foi X Division Champion por um curtíssimo tempo e viu os seus BDC dissolver-se. Ainda participou nas World Title Series, no grupo "Wildcard", chegando mesmo a alcançar os oitavos-de-final. Infelizmente para ele, por aí se ficava. E por aí se ficou a sua estadia na TNA.
Knux - Saiu em Maio. Mas tudo o que fez em 2015 foi em PPVs "One Night Only". Logo não, não o viram.
Low Ki - Mesmo que tenha entrado no ano a perder o X Division Championship, imediatamente a seguir estava a formar os Beat Down Clan. Chegou mesmo a recuperar o título, mesmo que o perdesse pouco depois. Teve o infame "Pipe on a Pole" com Drew Galloway como parte da feud com os Rising, que lhe preencheu a maior parte do tempo. Com a equipa dissolvida e últimas chances ao X Division Championshio falhadas, Low Ki foi mais um a ir à sua vidinha numa altura em que toda a gente se ia embora.
Magnus - Mais uma das perdas de grande dimensão. Mas preencheu a sua estadia, ao longo da primeira metade do ano com as feuds mais notórias e pessoais. Primeiro com Bram, após vencer uma mala "Feast or Fired" que Bram queria para ele. Para tornar as coisas mais pessoais, envolveu Mickie James, noiva de Magnus. Esse confronto puxou outra feud, quando James Storm defendeu a sua velha amiga Mickie e Magnus não gostou, por ciúmes e por não lhe cheirar a coisa boa. O esplêndido segmento da linha de comboio fala por si. Ausentou-se depois de ter a mulher/futura mulher em demasiados perigos, ainda para mais com um filho recém-nascido e foi ocupar o seu tempo a ser Campeão da GFW.
Mickie James - Esteve só emprestada mas já pode contar. O que ela fez? Já foi descrito noutras duas entradas e não vale a pena estar a detalhar a queda dela para a linha do comboio muitas mais vezes. Mesmo que eu tenha acabado de o fazer. Teve o seu "one more match" num tag misto que envolveu outra emprestada: Serena Deeb.
MVP - Uma perda significativa, visto que já era alguém de grande dimensão e que chegou como uma aquisição significativa. Ano notável, claro, pelos seus Beat Down Clan, sendo ele o que mais se pode destacar por ser o líder e porta-voz do grupo. Ao encabeçá-los, encabeçava as feuds e tal deu-lhe oportunidades a títulos, como o World Heavyweight Championship de Lashley, homem que recusou juntar-se ao seu grupo. Feud com os rising, da qual saíram por cima foi o seu último feito de notar. Saiu da companhia por razão caricata: como sendo um dos responsáveis pela borrada da contratação de Hernandez, sendo ele quem mais puxou e insistiu para persuadir a TNA a contratá-lo. Hás-de ser fino.

Samuel Shaw - O "creepy bastard" apenas competiu no Xplosion brevemente em 2015. Foi ser "creepy" para outro lado, a seguir.
E é esta malta toda que compõe e compôs o plantel da TNA que continua a sua luta para se manter em pé. É difícil mas têm aguentado. e toda esta boa malta ajuda. Também ajudam vocês e podem dar uma ajudinha aqui ao artigo a enriquecer com a vossa participação. Os habituais comentários, observações e discordações são sempre bem-vindos e encorajados. Da minha parte fica por aqui, ficando o resto para vós. Mas atenção. Há mais! Na próxima semana, brindar-vos-ei com mais uma Folha de Avaliação, sendo esta a primeiríssima edição dedicada ao Lucha Underground. Esperam-se categorias diferentes e também se espera que estejam lá! Não percam e, até à próxima semana, portem-se bem!
Cumprimentos,
Chris JRM